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Accept: entrevista exclusiva da RB com o guitarrista Wolf Hoffmann

A ROCK BRIGADE teve a oportunidade de conversar com o guitarrista do Accept, Wolf Hoffmann. O grupo virá ao Brasil neste mês para cinco shows, que fazem parte da da turnê “Blind Rage Tour 2016”:

 

São Paulo – 8 de Abril – Carioca Club

Rio de Janeiro – 9 de Abril – Imperator

Belo Horizonte – 10 de Abril – Music Hall

Manaus – 12 de Abril – Teatro Manauara

Curitiba – 14 de Abril – Ópera de Arame

 

Por Gustavo Maiato

 

ROCK BRIGADE: É a primeira vez que um álbum do Accept estreia em primeiro lugar na Alemanha. O álbum também estreou em primeiro na Finlândia e segundo na Hungria. A que você atribui essa boa aceitação e vendagem do disco? O que você acha que tem de diferente e especial nesse disco?

 

WOLF HOFFMANN: Eu acho que é uma coleção de músicas fortes que vieram no momento certo para o público certo. Eu não acho que tenha alguma música que não deveria estar lá. É o que os fãs de metal podem esperar. Nós temos uma longa história e muitos fãs ao redor do mundo por muitos anos, o álbum veio exatamente no momento certo.

 

RB: O guitarrista Uwe Lulis e o baterista Christopher Williams recentemente entraram para a banda. Como está sendo a reação dos fãs com os novos membros? E como a banda reagiu a essa grande mudança? Já que dois membros foram substituídos de uma vez.

 

WH: Isso é uma coisa natural. É apenas a progressão das coisas que acontecem na história da banda. Não acho que exista algo excepcional. É claro que você não muda normalmente dois membros da banda, mas eles decidiram seguir com a banda deles e era a hora de fazer uma mudança. Eles são ótimos instrumentistas, o Christopher e o Uwe Lulis. Eu acho que a banda está mais forte que nunca agora, nós estamos prontos para arrasar!

 

RB: Vamos falar sobre o single Stampede. É uma música típica do Accept com um refrão poderoso com coros e ótimos riffs de guitarra. Foi feito até um vídeo clipe, dirigido pelo Greg Aronowitz, no deserto da Califórnia, certo? Conte para a gente um pouco mais sobre essa música e sobre a experiência de gravar no meio do deserto.

 

WH: Eu acho que essa música é uma grande abertura para o álbum. O vídeo para Stampede foi uma experiência memorável porque foi no meio do deserto e fazia muito frio de manhã, era na parte afastada de Los Angeles, no deserto, foi incrível. Uma experiência ótima com bons momentos.

 

RB: A música Dying Breed parece ser um grande tributo para músicas e bandas que influenciaram o Accept ou que simplesmente fizeram história. A letra da música faz referência ao Black Sabbath, Led Zeppellin, AC/DC, Judas Priest, etc. Como surgiu a ideia de fazer uma música homenageando outros grandes nomes do rock e do heavy metal?

 

WH: Peter e eu tivemos a ideia para a Dying Breed. Nós gostamos das palavras e da maneira que soava, e pensamos na conexão que nós temos com bandas como Judas Priest e Black Sabbath e todos esses artistas envolta que estão desaparecendo um atrás do outro. É como se fosse uma raça morrendo (Nota do editor: “raça morrendo” é a tradução literal do título Dying Breed). A primeira geração de músicos de rock e metal é uma raça que está morrendo e nós queríamos prestar um tributo para eles porque eles foram pessoas que influenciaram a gente quando a gente cresceu, quando éramos adolescentes. Nós ouvíamos Deep Purple, Mötorhead... É uma pena que eles não possam viver para sempre e um dia nós vamos passar o bastão para a próxima geração depois da nossa. Por isso nós decidimos prestar essa homenagem para essas grandes bandas.

 

RB: A história do Accept começa lá nos anos sessenta e nos anos setenta a banda se tornou mais profissional e acabou se destacando talvez como a principal banda de heavy metal da Alemanha junto com o Scorpions, ajudando a criar o que ficou conhecido como speed metal. Muitas bandas certamente foram influenciadas por discos com o Balls To The Wall. Qual foi a contribuição do Accept para o desenvolvimento do heavy metal e qual você acha que foi o legado da banda até agora para as bandas de hoje em dia?

 

WH: Bom, muitas pessoas já me disseram e eu acho que provavelmente é verdade que quando elas ouviram Fast As A Shark essa teria sido a primeira música de speed metal da história. Muitas bandas de thrash metal certamente foram influenciadas pela gente. A outra coisa é que talvez nós sejamos a primeira banda de heavy metal da Alemanha. Foi no final dos anos setenta quando nós começamos e gravamos nosso primeiro disco e naquela época era chamado de hard rock, ninguém chamava de heavy metal. No começo dos anos oitenta as pessoas começaram a falar e chamar nosso tipo de música de heavy metal, nós somos orgulhosos disso. Eu sei que provavelmente fomos a primeira banda de metal na Alemanha então isso gerou uma influência muito grande. Nós somos uma influência para muitos músicos, isso é algo que nos dá orgulho. Muitos artistas que encontramos hoje em dia falam de discos como Restless And Wild e Balls To The Wall.

 

RB: A banda mudou musicalmente ao longo dos anos. Vocês estão sempre inovando e modernizando a música de vocês, tal como o Judas Priest fez na transição do álbum Ram It Down para o Painkiller. Essas mudanças na maneira que a banda soa foi algo intencional ou essas inovações e modernidades apenas aconteceram naturalmente ao longo dos anos?

 

WH: A indústria da música mudou muito dramaticamente, a maneira que nós fazemos para viver mudou, agora com os downloads e essas coisas. Mas algumas coisas nunca realmente mudaram, isso é, a performance ao vivo. Você não pode substituir isso. Estamos focando em mais shows ao vivo. E também o público não mudou tanto e nem tudo em volta da gente que tem a ver com a música, como a gravação das músicas. Certas coisas nunca vão mudar: A composição das músicas e a parte ao vivo da coisa.

 

RB: Vocês vieram no Brasil ano passado no Monsters of Rock e um ano depois já estão voltando para uma série de shows. As bandas que tocam na América Latina sempre elogiam o público que canta todas as músicas e é sempre muito animado. Como tem sido para a banda tocar no Brasil nesses últimos anos e qual a expectativa para os próximos shows?

 

WH: Nós amamos tocar na América do Sul, amamos o Brasil e amamos o público. Todos esses países têm grandes fãs de metal e nós amamos isso. Nós recebemos muita energia desses shows. Nós amamos fazer turnês ao redor do mundo e estamos muito ansiosos para rever vocês.

 

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