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Slayer leva tour de despedida para Barcelona com convidados

SLAYER, ANTHRAX, OBITUARY, LAMB OF GOD

 

Sant Jordi Club, Barcelona/Espanha (18/11/2018)

 

Texto e foto por Mauricio Melo

 

Sim, foi isso mesmo que vocês leram acima, quatro bandas de tirar o folego num único dia.  Dia este que marcou a primeira passagem da banda americana Slayer na sua turnê de despedida no país.  Falamos em primeira passagem porque o festival Resurrection anunciou hoje (dia seguinte ao show) que a banda fará seu último show no país na edição de 2019, que rolará entre os dias 4 e 7 de Julho, coincidentemente no mesmo fim de semana do Rockfest em Barcelona que, dizem as más línguas, contará com a presença do Slayer em um de seus dias, possivelmente anterior ao Resurrection confirmando assim o último show no país descrito pelos organizadores mas não sem antes tocar em outros festivais, enfim...

 

O que conta mesmo é o já vivido e por isso estamos aqui.  Nem o início de noite chuvoso e frio na cidade Condal foi o suficiente para parar a horda de Metalheads que “escalou” a montanha de Montjuic para chegar ao recinto Sant Jordi Club com sede de clássicos e nada melhor para dar início à saciedade do que com o Obituary.  Analisando friamente é até injusto ter a banda por somente 35 minutos no palco, mas alguém teria que dar o tiro de partida.  O show dos caras é sempre alto nível e o público vibra bastante.  Entendemos que o estilo não arrasta multidões, mas mesmo assim, uns cinco minutinhos para arredondar a noite não estaria mal. Foi um show sem firulas, direto na jugular com Frozen In Time para dar aquela ajustada e largando Sentence DayA Lesson in Vengeance, Vision To Stone eTurned To Stone, dando assim um repasso nos trabalhos mais recentes antes dos clássicos Don’t Care, Find The Arise e Slowly We Rot. Foi tiro certo

 

Se houve uma injustiça com relação à ordem de subida no palco para a noite, essa (injustiça) podemos direcionar ao Anthrax.  Nada contra o Lamb Of God mas devemos lembrar de algo, o Anthrax é um dos Big Four, concorde vocês ou não, a história da banda, mesmo vivendo seus altos e baixos, fala mais alta e ainda mais contando com Joey Belladona nos vocais, o que para muitos faz parte da formação mais clássica da mesma.   E se formos avaliar a resposta do público em músicas como N.F.L., Caught in a Mosh, Antisocial, Be All, End All e Got The Time e comparar com a banda que veio na sequência, existe uma defasagem de alegria.  A única música que podemos chamar de intrusa no setlist foi Fight ‘Em ‘Til You Can’t. Ian com seus tradicionais saltos, Frankie Bello esbanjando energia, Joey comandando o público com suas piadas sem graça e Donais em perfeita sintonia com Benante.

 

Lamb Of God tem seu público vibrante, mas pareceu diluído dentro do recinto.  Tudo bem que tiveram mais tempo do que outras bandas e talvez por não necessitar compactar a apresentação o setlist contou com músicas mais trabalhadas como OmertaWalk With Me in The Hell.  Tive a sensação de que após o Death Metal clássico do Obituary e a diversão do Anthrax a postura do público tenha ficado mais séria.  Tecnicamente o show foi perfeito, a estrutura do palco também deu um bom impacto e Redneck foi um dos pontos altos do show.  Sinto muito aos fãs e por levar uma resenha para o lado tão pessoal, mas prefiro ficar por aqui com relação ao Lamb Of God.

 

Sabíamos que o show do Slayer seria especial e nada mais ver que baixava uma cortina para a montagem do palco as suspeitas se confirmaram.  Estaríamos diante da mais completa noite em companhia deste quarteto.  Abriram os cofres e o orçamento foi nas alturas, mas acreditem em quem vos escreve... FOI FODA!

 

Posso me orgulhar em dizer que assisti ao Slayer diversas vezes, em diferentes países, continentes, em salas consideradas até pequena para a banda, grandes cenários como os festivais Hellfest e Primavera Sound e mais, já me dei o luxo de assistir à banda no alto de uma roda gigante.  Entrevistei Lombardo, esbarrei com King e Hanneman no backstage nesta ocasião mas esse foi o show mais completo, o palco que a banda sempre mereceu.

 

Foram vários fundos de palco com os tradicionais símbolos da banda posicionados nas laterais, chamas sincronizadas com as músicas e efeitos nas vozes quando palavras como War e Hell surgiam durante a execução de War EssembleHell Awaits.  O setlist foi um verdadeiro repasso na carreira.  Tudo o que já havíamos escutado mas queríamos uma vez mais, também o que para muitos seria a última oportunidade.  Foram dezenove temas que se iniciou com “Repentless” e é claro finalizou com Angel Of Death mas não antes de passar por South Of Heaven, Rainning Blood, Hate Worldwide“Black Magic e mais um monte de bestialidades. Tom Araya sem a barba que o acompanhou nos últimos anos, visivelmente mais em forma.  Kerry King continua sendo o animal de sempre e Holt executa bem o papel que o destino o empurrou. Paul Bostaph não falha.

 

Acreditem nas palavras acima e não percam a passagem da banda por aí em 2019.

Minhas datas já estão marcadas no calendário. Não se livrarão de mim assim tão fácil.

 

 
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