logotipo
35 anos de rock'n'roll

Conheça nossas redes sociais!

Música do Dia


THE VINTAGE CARAVAN - On The Run

  • Membros demitidos do Sodom formam o Bonded

    Domingo, 21 de abril de 2019
  • Led Zepagain traz cover clássico de volta ao Brasil

    Sábado, 20 de abril de 2019
  • Exodus comemora 40 anos com single raro

    Sexta, 19 de abril de 2019
Erro
  • JFolder::files: Caminho não é uma pasta:

Ektomorf faz apresentação intensa no Rio ao lado de bandas locais

EKTOMORF

Teatro Odisséia, Rio de Janeira/RJ (07/07/2019)

 

Texto e fotos por Gustavo Maiato

 

Vindos da pacata cidade húngara de Mezőkovácsháza, com menos de 7 mil habitantes e 62 km², o Ektomorf definitivamente não carregou essa aura sossegada em sua sonoridade. Donos de um thrash metal com pitadas de death no estilo Sepultura, a banda fez um show enérgico no Rio de Janeiro, embora o público não tenha comparecido como deveria. Além de intensa, a noite no Teatro Odisséia foi também longa, com três bandas de abertura que botaram pra quebrar: o Controle, seguidos do Maieuttica e por fim o Tamuya.

 

O Ektomorf é o tipo de banda que sabe como fazer show, pedindo a toda hora para a plateia entrar no circle pit, acompanhar os riffs com gritos e cantar junto. O set contou com músicas do novo disco, Fury, como a forte AK 47, que agradou os fãs. O novo single Eternal Mayhem e o cover do Metallica, Hardwired, colocaram todo mundo pra bater cabeça e o vocalista/guitarrista Zoli Farkas mostrou que sabe conduzir seu público muito bem.

 

O show intimista perdeu um pouco com a falta de público, que não compareceu mesmo com quatro bandas no line up. Afora o puxão de orelha na plateia carioca, a banda não fez por menos e tratou de ficar perto de seus fãs: a todo momento garotas mais empolgadas subiam no palco para então se jogar na plateia, e o sorriso no rosto dos integrantes mostrou que a banda estava realmente curtindo o momento. Ponto para a famosa “insanidade do público sul-americano”.

 

Ainda no início da noite, o Controle fez um show ainda para pouquíssima gente, mas que arrancou aplausos dos que chegaram mais cedo. O vocalista Luan, no melhor estilo Mike Muir, andava de um lado para o outro no palco, cantando sempre com firmeza e energia. Embora falte a banda ainda uma certa maturidade de palco, sobrou musicalidade e vontade de fazer bonito. Destaque para a música de trabalho Com As Próprias Mãos.

 

Depois de um breve intervalo, o Maieuttica subiu no palco com sua dupla de vocalistas Allan Sampaio e Frank Lima. O som estava incrivelmente alto, e o público sentiu na pele a proposta agressiva cheia de break downs convidativos para aquela bateção de cabeça clássica. O grupo estava bem ensaiado e empolgou o público que já começava a chegar em maior quantidade.

 

A terceira abertura ficou com o Tamuya Thrash Tribe, que traz em seu DNA a luta pelos direitos indígenas e muita brasilidade no sangue. A melhor das bandas de abertura surpreendeu com uma percussionista em seu line up. Trata-se de Paula Perez, que roubou a cena tocando berimbau, triângulo, atabaque e toda sorte de instrumentos que dão um tempero especial às músicas da banda. Destaque para Embolada do Tempo, cover de Alceu Valença, e a derradeira Senzala Favela, que encerrou com chave de ouro a apresentação.

 

Foi uma longa e intensa noite que deixou os poucos presentes satisfeitos no Rio de Janeiro. O Ektomorf deu o recado: show bom não precisa estar lotado, o que importa é a banda trazer o público para a apresentação, interagindo e mostrando que a banda está curtindo aquele momento. Uma verdadeira aula de presença de palco que deve servir de manual para todo tipo de show de metal.

 

 
Próximos Shows
Sem Eventos
Busca no site