logotipo
35 anos de rock'n'roll

Música do Dia


OZZY OSBOURNE - Let Me Hear You Scresm

Tristeza dupla: morrem bateristas dos grupos C.O.C. e To/Die/For

Reed Mullin e Santtu Lonka morreram nesta semana: causas não foram reveladas.

Black Swan: superprojeto de hard rock reúne músicos consagrados

Novo supergrupo reúne músicos de Whitesnake, Dokken, Foreigner, Mr. Big, Ace Frehley e MSG.

Absu anuncia seu fim após briga com guitarrista que virou trans

Banda texana de black metal usa redes sociais para anunciar oficialmente seu fim.

  • Tristeza dupla: morrem bateristas dos grupos C.O.C. e To/Die/For

    Terça, 28 de janeiro de 2020
  • Black Swan: superprojeto de hard rock reúne músicos consagrados

    Terça, 28 de janeiro de 2020
  • Absu anuncia seu fim após briga com guitarrista que virou trans

    Terça, 28 de janeiro de 2020
Erro
  • JFolder::files: Caminho não é uma pasta:

Saints Of Valory: entrevista da RB com o vocalista Gavin Jasper

A ROCK BRIGADE teve a oportunidade de conversar com o vocalista do Saints Of Valory, o brasileiro Gavin Jasper. A banda americana se apresentou na última edição do Rock In Rio, no dia 14 de setembro. Confira abaixo a entrevista, feita antes do show do grupo no festival.

 

Entrevista e fotos por Daniel Croce

 

ROCK BRIGADE: Como vai, Gavin? Que grata surpresa, estava eu escalado para entrevistar o Godfrey Thomson, preparando a entrevista toda em inglês "descolado", e por sorte estamos aqui conversando agora (N.E: Gavin é do RJ, apesar de falar com um pouco de sotaque). A princípio, eu recebi pouco material de vocês, então fui fazer meu dever de casa sozinho, procurando na internet, achei estranho vocês não terem uma página da Wikipédia, aí eu pensei "meu Deus, me enrolei agora, essa banda é muito recente". Ainda bem que procurei mais e achei o som de vocês no SoundCloud, então me salvei. Então, vamos começar isso com você me dizendo, e dizendo pra vindoura audiência do Rock In Rio, como a banda foi formada, como vocês se conheceram entre si, essas coisas, literalmente para iniciantes e candidatos a iniciados na banda. Eu meio que já li a biografia da banda no Facebook, mas poxa, deve ser bem mais interessante vindo de você. Eu li que você e o Godfrey se conheceram no Rio de Janeiro...

 

Gavin Jasper: (risos) Pois é, acho melhor em português, se você não se importar nos meus escorregões e no sotaque. Então, acabamos de gravar o EP Possibilities, e deve sair em breve pela Atlantic nos EUA, e pela Warner no Brasil, mas com certeza deve sair pelo iTunes Brasil antes do Rock In Rio. Bom, somos uma banda de amigos, eu conheci o Godfrey, que é da Califórnia, mas a família dele estava trabalhando no Brasil, e eles ficaram aqui 13 anos. Nós somos amigos de infância literalmente. O tecladista, que é canadense, foi pro Brasil pra passar férias em 2001, e "coincidentemente" quando ele iria voltar, aconteceu o atentado de 11 de setembro, ou seja, ele não pode embarcar. No final das contas, ele ficou aqui 4 anos. Então acabamos nos tornando amigos de adolescência. Todos nós temos uma base de amizade muito forte no Brasil porque passamos muito tempo aí. Depois de anos, todos em bandas diferentes, entramos em contato de novo, acabamos ficamos 4 meses juntos ai no Brasil, indo a praia, comendo churrasco e... compondo. Foi depois disso que resolvemos montar base em Austin, Texas.

 

RB: Ouvindo as 4 úusicas do EP de vocês, mais uma faixa que não esta nele mas foi fácil de achar, a Providence, eu senti uma sonoridade bem britânica no som de vocês, mesmo vocês sendo uma banda multicultural, de diversos lugares do planeta: um brasileiro, um canadense, um norte americano e um francês. Tive boas sensações de U2, um pouco de Coldplay, uma pitadinha de Arcade Fire, eu diria. Essas são as influencias de vocês ou realmente a lista é bem mais longa? Eu não curto muito o termo "rock de arena", mas senti uma "pegadinha" também. Uma coisa positiva, pra "cima", independente dos rótulos, as canções estão bem legais mesmo.

 

GJ: É, eu acho a lista bem mais longa, mas o que você falou é bem verdade, a gente gosta de bem mais coisas, mas é totalmente verdade o que você falou, temos grande influência britânica, a gente cresceu na adolescência ouvindo muito Oasis também, já dividimos palco com o Muse, o qual gostamos muito. O que você falou é bem certo. Acho que toda banda quer ser um pouco dos seus ídolos. O U2 tem uma coisa de "levantar o publico", e é esse o nosso objetivo, a gente quer que as pessoas saiam felizes, positivas do nosso show. Com certeza, para nós, somar essas influências é uma coisa bem natural.

 

RB: Eu notei que vocês sempre foram lançando EPs. Eu particularmente gosto desse formato,  porque não obriga ao artista a ter que soltar uma "tijolada" de uma vez só na forma de 10, 11, 12 músicas. E de repente ele não esta no humor de massacrar mentalmente tanto assim. Acho que soltando um EP de 6 em 6 meses, ano em ano, você mantém a banda na boca dos fãs, da mídia, e não te estressa artisticamente. Vocês pretendem lançar um full lenght por agora ou dar mais um passo de um EP de 3, 4, 5 músicas no final do ano, ou no começo do próximo?

 

GJ: O que você falou é muito verdade, eu acho que estamos numa fase de descobrimento... Uma fase que a gente quer que as pessoas escutem 3, 4 músicas, e que vão pros shows e voltem pra casa e falem bem da gente pra 10, 15, 20 amigos. Isso é muito importante pra uma banda de rock para passar credibilidade. Não é uma banda que você joga no rádio e vira uma moda, uma fase, depois de 2, 3 anos acaba. Para nós não funciona assim. O que você falou é exatamente perfeito: você pôe um EP de 4 músicas, as pessoas pegam as mesmas, e hoje em dia é um mundo de singles, não tanto de álbuns como era há uns 10, 20 anos. Com poucas músicas, você faz as pessoas querendo ir no show pra ver todas aquelas músicas. Mas de fato, acho que vamos lançar um álbum full ano que vem, então, ainda temos um bom tempo pra explorar essa fase de descobrimento.

 

RB: Então, minha última pergunta aqui, é exatamente baseada nisso que você falou. Sendo uma banda relativamente nova, apesar de vocês já terem lançado alguns EPs independentes, vocês agora são assinados com uma gravadora major, o que ajuda a expor muito mais e ter melhor qualidade de gravação, porém, o mundo como ele era há 10, 12 anos não é o mesmo de hoje em dia, mudou tudo. Como é que está o mercado de música, com vocês assinados numa gravadora? Sendo que não somos mais os mesmos desde 11 de setembro, e também já mudou muito desde 2006, 2007. Hoje em dia existe um nicho muito menor de pessoas ávidas para comprar CDs, comprar merchandise de uma banda. Como está sendo ser uma banda assinada e se virar num mundo desse, onde tem pouca gente querendo gastar dinheiro com material físico, onde esta muito mais fácil baixar. E convenhamos, a gente não faz música, não faz arte, pela arte, pelo amor a arte, a gente quer que isso vire nosso "dayjob", nosso de fato emprego, a gente tem conta pra pagar, família pra sustentar. Como está sendo esse tipo de coisa em 2013, passado já muito tempo desde que começou a cultura do download?

 

 

GJ: Eu acho que agora hoje em dia você "apenas" tem que trabalhar 5 vezes mais. Antigamente, você colocava um álbum no mercado e todos queriam comprar seu álbum, e só nisso você já podia relaxar um pouco. Hoje em dia, você tem que ficar pulando na frente das pessoas, alem de botar sua música pra elas ouvirem, até porque cada hora, cada dia tem uma banda nova, com alguma sonoridade "dita nova", uma outra jogada de "marketing", então, vira uma coisa meio circense, você se virar como pode pras pessoas não te esquecerem. Eu acho que a coisa mais importante é claro, trabalhar, cinco vezes mais, que seja, e ainda acho que o importante mesmo, é fazemos fãs que vão comprar, é fazer show, muito show, produzir uma "fan-base", de pessoas que irão querer te apoiar nos meses e anos seguintes. Uma coisa que a gente julga muito importante é o show, ao vivo, em si. Não existe mais "vendi X mil discos, ganhei álbum de ouro, de platina", posso sentar minha bunda na minha casa e fazer 1, 2 shows por mês, isso acabou, trabalha-se pelo menos 5x mais pra se atingir o mesmo objetivo que se atingia em 2001. Você ser uma banda que explode em internet, é complicado, vira banda de fase. Uns 5, 6 anos atrás todos eram "emo", hoje poucos querem ouvir emo. Eu quero, eu prefiro, ser uma banda de carreira. Não a banda que vai explodir na internet de um dia pro outro e sumir, mas uma banda que vai ter shows bons, musicas solidas, e uma longa vida, claro.

 

 
Busca no site