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Banda de rock'n'roll BetSet cria o Guitar Hero brasileiro

betset

por Flávio Croffi

De jogos musicais os gringos estão cheios. É Guitar Hero, Rock Band, DJ Hero e até Band Hero para todos os lados, sem falar nos títulos baseados em karaokês, como Lips e SingStar. Acontece que esses jogos servem não só como uma diversão para quem os curte, mas sim como um sistema de alavancamento para as bandas que contam com suas músicas no título. Pensando nessa nova realidade e com um olho na era dos advergames, o desenvolvedor Thiago Deserto lançou uma espécie de Guitar Hero brasileiro, focado em uma única banda, BetSet, cujo currículo inclui até uma apresentação no programa Domingão do Faustão.
Thiago já conta com outros games no portifólio, como Eggs not Bomb, lançado recentemente para iPhone e iPod Touch, e atualmente trabalçha também no jogo MusicScore. A banda conta tanto com um CD como o jogo em versão demo. Segundo Thiago, “trata-se de uma fase experimental”. A proposta é ver como o CD e o jogo se dá no mercado. Se será bem recebido ou não, para depois colocar a mão na massa e completar o jogo.
O trabalho duro também deve ser creditado a Dado Almeida, que entrou na empreitada junto de Thiago para a produção do jogo e os traços principais na parte gráfica. As dublagens foram benfeitas, tornando a narrativa do game bem condizente com sua proposta: contar o começo da carreira de uma pequena banda.
Tudo começa com um convite para a BetSet tocar em um festival. Portanto, eles devem gravar algumas músicas em estúdio. Você, no papel do guitarrista, deve acompanhar as músicas no bom e velho estilo Guitar Hero. O legal é que o jogo também funciona normalmente com joysticks plugados no computador.
Conversamos com Carol Couto, vocalista da banda, e com o programador do game, Thiago Deserto, para conhecer melhor essa proposta.

EGW: Conte-nos um pouco sobre a banda. Como se conheceram e chegaram onde estão hoje?
Carol Couto: A banda Betset foi criada em 2008, em Petrópolis/RJ, com o nome de SuperRock, para um projeto que reunia covers de Black Sabbath e AC/DC. Em 2009, a formação estabilizou comigo nos vocais, Gargamel [guitarra], Cristiano Gavioli [baixo], Saulo [guitarra] e Marcelo Berner [bateria] foi uma das grandes bandas vencedoras da Garagem do Faustão, entre mais de 80 mil concorrentes.

Como surgiu a ideia de criar um game pra banda?
A ideia surgiu do desenvolvedor Thiago Deserto. Ele tinha um projeto de um jogo musical, mas não tinha direitos sobre as músicas que colocaria no jogo. Quando ele nos apresentou o protótipo, achamos bem interessante e decidimos colocar as músicas da banda no jogo para ver como ficaria. A parceria deu tão certo que o jogo passou a contar a história da banda, e não mais a ter apenas as músicas da BetSet.

Vocês gostam de games? Jogam que tipo de jogos?
Cada um gosta de jogar da sua forma. Eu gosto de Guitar Hero, The Sims e jogos sociais, como os do Facebook. O Gargamel curte jogos de corrida. O Saulo e o Cris têm gostos parecidos: jogos de ação, como X-Men Origins: Wolverine; e de tiro, como Left 4 Dead. Mesmo assim não dispensam um futebol. Já o Marcelo joga os casuais em dispositivos móveis para passar o tempo.

Thiago, conte um pouco sobre sua carreira.
Thiago Deserto: Tenho 23 anos e trabalho com desenvolvimento de sistemas de gestão empresarial numa empresa de consultoria, mas quero partir efetivamente para o mercado de jogos. Graduei-me recentemente em Sistemas de Informação e estou em busca de aprofundar meus conhecimentos na área de jogos digitais.

Como você entrou no mundo dos games e como chegou ao trabalho final do MusicScore?
Iniciei como muitos desenvolvedores, com o RPG Maker 2000, aos 14 anos. Desde então eu tinha certeza que queria trabalhar no mercado de game. Com o tempo, passei a estudar sozinho, visto que o mercado brasileiro ainda não se encontrava pronto para criar profissionais nessa área. Passei por diversas experiências até decidir que queria investir na minha carreira como desenvolvedor. Vendo o sucesso dos jogos musicais, resolvi fazer um protótipo de um jogo parecido com o Guitar Hero. Mas logo percebi que teria problemas com os direitos autorais das músicas que queria usar. Em uma das minhas aulas de guitarra, perguntei ao meu professor [Gargamel, do BetSet] se poderia utilizar as músicas da banda no jogo. Ele adorou a ideia e todos do grupo deram apoio.

Qual a parte mais difícil no desenvolvimento de um game como este?
Desenvolver um jogo não é brincadeira. É um processo complicado e envolve muito conhecimento. Analisando a parte técnica desde projeto, eu tive diversas dificuldades por se tratar do meu primeiro jogo. Criar um sistema que não perdesse a sincronia independente da performance do hardware, ou seja, criar o sistema principal do jogo foi bem complicado. Com relação à execução, muitos imaginam que se o computador tem um placa de video X ele vai rodar sem problemas, mas não é assim. O game é preciso ser bem desenvolvido para rodar bem na maioria dos computadores. Mas o mais difícil nem foi a parte técnica, e sim a gerencial. Conseguir organizar todo o projeto e concretizá-lo foi o mais complicado.

Você tem outros projetos em mente para o futuro?
Projetosé o que não falta [risos]. Estou com mais quatro em mente, sendo dois já estão em desenvolvimento. Espero lançar pelo menos mais um até o final do ano.

O que você indica para pessoas que querem seguir a carreira de programação em games?
A ideia é simples: não tente ser bom em tudo. Você dificilmente vai fazer um jogo sozinho. Se fizer, vai demorar muito e vai te dar um trabalho enorme. Depois de feito, não pense que vai ficar rico ou famoso, pois qualquer um faz um joguinho com as ferramentas de hoje. Então, invista naquilo em que você é bom, seja especialista naquilo. Junte-se com outras pessoas, isso vai te dar experiência.  Se no final de tudo você aprender alguma coisa, já valeu a pena. Você estará mais próximo de virar um profissional de games.




 
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