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Alex Skolnick, do Testament, falou com exclusividade à ROCK BRIGADE

Por Luciano Piantonni

 

É impossível pensar em thrash metal e não se lembrar do Testament. A banda surgiu em meio ao “boom” do estilo nos EUA, na segunda metade da década de 80, quando ainda se chamava Legacy – e trazia nos vocais, Steve “Zetro” Souza (que mais tarde integraria o Exodus). Já no ínicio a banda se destacou pelas composições cheias de personalidade e uma musicalidade impressionante – graças ao “garoto prodigio” Alex Skolnick, que gravou o álbum The Legacy com apenas 17 anos! (e é dele um dos solos mais belos da história do estilo, em Over The Wall). No álbum seguinte a banda conquistou seu espaço com o  excepcional The New Order.

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Prestes a desembarcar no Brasil para uma apresentação única, no dia 20 de agosto, Alex Skolnick nos concedeu uma entrevista exclusiva, em que falou sobre esse show, além de outros assuntos.

 

ROCK BRIGADE: Quais são suas expectativas para o show de agosto em São Paulo?
ALEX SKOLNICK: Espero que o show em São Paulo seja absolutamente selvagem e divertido. Tocar aí só reafirma o porque de termos começado a tocar esse tipo de música. Vai ser muito bom ver o quanto nossa música significa para os fãs de outras partes do mundo. E eu prevejo que, como de costume, teremos o desejo de levar o público de outras partes do mundo para a América do Sul, para lhes mostrar como as coisas funcionam nos shows por aí!

RB: Por que demorou tanto tempo para o Testament retornar para América do Sul?
ALEX:
Nós estávamos muito ocupados com grandes turnês nos EUA e Europa, incluindo turnês com Judas Priest/Heaven & Hell, Slayer/Megadeth e Judas Priest/Megadeth. E também estavamos esperando uma proposta legal, que fosse boa logisticamente, finaceiramente e no tempo certo. Os fãs têm que entender que isso depende dos promotores, e não só de nós. Felizmente, os promotores vieram com uma oferta legal, na hora certa. Lamentamos por não termos tocado aí mais vezes, mas é ótimo estar de volta!
 
RB: E esse show será parte da turnê de Formation Of Damnation ou será um show especial?
ALEX: Estamos no meio das gravações do novo álbum, por isso devemos tocar músicas da turnê do último álbum, com algumas surpresas, pois será uma visita especial à América do Sul. Depois de tanto tempo na estrada divulgando o último álbum, vimos que era hora de escrever novas músicas e é o que temos feito no momento.

 
RB: Quando vocês pretendem lançar o novo álbum?alex skolnick testament 2
ALEX: A intenção é lançá-lo, espero que, em outubro. Mas é muito cedo para dizer se isso vai ser definitivo ou não. Originalmente tínhamos planejado para tê-lo liberado antes, mas às vezes acontecem imprevistos que acabam fazendo com que demore e atrase todo o processo. No momento em que chegarmos à América do Sul, espero que tenhamos gravado a maior parte dele. [N do R.: Logo após essa entrevista, a gravadora Nuclear Blast anunciou que o álbum, The Dark Roots Of Earth, será realmente lançado em outubro!]

 
RB: Você pode nos contar algumas das músicas que você está planejando tocar por aqui?
Alex: Estamos pensando em tocar músicas dos quatro primeiro álbuns.
Provavelmente, Over The Wall, músicas do The New Order, talvez Practice What You Preach e Souls Of Black. Também pode rolar DNR e 3 Days In Darkness, do The Gathering e More Than Meets The Eye e Formation Of Damnation do último álbum. Há sempre várias canções que entram e saem do set, como por exemplo Sins Of Omission e Eletric Crown, e por isso estamos vendo como podemos fazer um set que agrade a todos!
 
RB: Vocês pretendem tocar músicas novas?
ALEX: Ainda não. Ainda estamos no meio das gravações, e não há tempo para ensaiar todas as músicas, pois temos que ensaiar as outras que vão entrar no set. Uma vez que o álbum estiver pronto, com certeza elas entrarão nos sets dos shows.
 
RB: Como você vê esse renascimento do thrash metal liderado pelo Big Four?
ALEX: Tem sido uma grande coisa para a música, que foi ofuscada por outros tipos de rock na década de 90, como música alternativa, indie, etc. Para as bandas que estão fora do Big 4, como nós, Exodus, Death Angel e outras, é como uma oportunidade de “um novo começo”. Mas eu acho que esse “renascimento” realmente começou cerca de dez anos atrás, uma vez que o Ozzfest começou a apresentar essas bandas, misturadas com outros estilos dentro do metal e ganhou força e marcou o início de uma nova geração de bandas de heavy.
 
ALEX SKOLNICK TESTAMENT 3RB: Você acredita que o Testament deveria ser um dos Big Four?
ALEX: As bandas do Big 4 já estão aí por muito mais tempo do que nós. Mesmo quando eu estava no colégio, todas essas bandas tinham pelo menos um álbum lançado. Nós realmente somos parte de uma “segunda onda do thrash”  que se seguiu ao Big 4. Claro, seria bom ter a oportunidade de ser incluído nesses shows enormes! Absolutamente! Mas eu entendo e respeito a situação do Big 4!
 
RB: Alex, muito obrigado pela entrevista. Para finalizar, mande uma mensagem para os fãs brasileiros!       

ALEX: Os fãs brasileiros são alguns dos melhores do mundo. O Brasil é um lugar com uma rica história musical e as pessoas apreciam muito, todos os estilos de música. Os rapazes da banda e eu aguardamos ansiosamente para voltar a tocar no Brasil! Vejo vocês em breve!

 
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