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Killswitch Engage: confira entrevista da RB com o baterista Justin Foley

O baterista do Killswitch Engage, Justin Foley, concedeu uma entrevista à ROCK BRIGADE, e está disponível abaixo. O grupo se prepara para uma turnê de três shows pelo Brasil, junto com as bandas Memphis May Fire e Battlecross. O giro começa amanhã (22/08) em Curitiba/PR e termina no Rio de Janeiro no domingo (24/08). No sábado (23/08), se apresentam em São Paulo.

 

Por Daniel Croce

 

ROCK BRIGADE: Olá, Sr. Foley, como vai? É um prazer e uma honra falar com você. Bom, já se passaram 2 anos desde a saída de Howard (Jones, vocalista antigo) e a readmissão de Jesse (Leech, primeiro vocalista, que deu espaço a Howard e retornou a banda), e com ele veio o mais recente lançamento da banda, Disarm The Descent. Como você pode nos contar como tem sido esses últimos dois anos, como os fãs tem recebido essa troca de vocalistas, como eles tem reagido com o fato de Jesse cantar as canções do Howard, etc.?

 

Justin Foley: Agradeço suas palavras, cara. Tem sido absolutamente incrível, os nossos fãs tem respondido muito bem a isso, nesse ponto realmente não temos o que reclamar. Aquela fase de 2, 3 anos atrás foi uma das mais obscuras, difíceis, na nossa vida como banda, como grupo de pessoas que tem um sonho e ao mesmo tempo um trabalho juntos, e foi um extremo alívio, em primeiro lugar, ter o Jesse de volta, e em segundo lugar, termos a aceitação total dos nossos fãs, a legitimação de que Jesse não precisa ser Howard para cantar as musicas do Howard, ele pode, e deve, se impor ao cantá-las. Não poderia estar mais feliz com isso, cara.

 

RB: Quando vocês vieram para cá pela primeira vez, em novembro de 2009, e eu estava lá, foi um momento único, um "senhor" show. Então vocês precisaram levar mais quatro anos para poderem voltar, com esse tema da troca de membros, e então aportaram aqui em outubro do ano passado no festival Monsters Of Rock em São Paulo. Ainda bem que nessa terceira turnê de vocês, finalmente serão headliners, e melhor ainda, não vão resumir o giro em uma única cidade, e sim, passar também pelo Rio de Janeiro e Curitiba. O que vocês estão esperando dessa turnê e mais ainda, o que vocês estão preparando para nós?

 

JF: Eu me lembro daquele show em São Bernardo, e foi lindo, as pessoas sabiam cantar tudo, espero encontrar isso de novo em todas as 3 cidades, e daremos a vocês, com certeza um show que vocês não vão esquecer (risos). Temos pouquíssimas chances de fazer turnês internacionais como headliners, pois quase sempre a gente toca em festivais com contagem regressiva correndo, hora marcada pra começar, tocar, terminar, colocar e retirar as coisas do palco, sem afetar aquela "uma horinha de show", dessa vez teremos direito a um set inteiro para nós, sem pressa, então, acho que o minimo é entregarmos aos fãs tudo, ou quase tudo que ele gostaria de ouvir, de todas as fases da banda. Sabe, ter o Jesse também é bom por isso, visto que podemos voltar a explorar coisas dos nossos primeiros lançamentos, quando eu nem sequer estava na banda, mas, pessoalmente gosto de tocar tudo daquilo, dos primeiros lançamentos.

 

RB: Já foi-se mais de uma década desde a "primeira onda" do metalcore, como você analisa a cena hoje em dia, os sub generos que surgiram, como o deathcore, o djent e afins? E na sua opinião, você pensa em si mesmo como um patriarca do estilo com o Killswicth Engage?

 

JF: (risos) Confesso a você que nunca pensei dessa forma, mas acho que uma coisa é certa, isso apenas me faz sentir velho (risos de ambos). Talvez seja bom saber que nós somos parte de algo maior, que criamos algo um pouco diferente, e assim deixamos nossa marca, mas confesso, não, nunca pensei nisso desta forma. E infelizmente eu não tenho parado para ouvir bandas novas, mal as ouço quando divido palco em turnês, eu sei que é uma falha minha. Em giros de 2 ou 3 bandas, até presto um pouco de atenção, porém como todo mundo fica amigo de todo mundo, acho que a gente acaba ficando mais amigo que todo o resto, e eu em particular, acabo vendo poucos shows das bandas que viajam comigo.

 

RB: De volta a 2004, quando você mal tinha entrado na banda, vender CDs ainda era uma realidade viável para bandas lucrarem e poderem viver da sua própria musica autoral. Agora, dez anos depois, a realidade mudou drásticamente, e muitas bandas, boas bandas, não conseguem fazer um "pé de meia" fazendo turnês e vendendo merchandising. Como essa "cultura do download" afetou vocês, as outras bandas e a cena em geral? Digo, hoje em dia ou você se torna muito grande, atinge grandes públicos, como vocês mesmos, o Avenged Sevenfold, Lamb Of God e Trivium, ou literalmente é melhor os membros de uma banda ainda manterem seus empregos de "bater cartão" diariamente, paralelo ao trabalho como músicos.

 

JF: Pois é, você citou uma coisa bem traiçoeira que tem acontecido nesses últimos dez anos. Realmente podíamos arriscar uma vida de "rock star" uma década atrás, esbanjar um pouco mais de gastos e afins, porém de uns 5 anos pra cá, nunca mais. Todos nós, de certa forma, nos tornamos bandas de gastos discretos, moderados, até mesmo na produção dos shows, para não afetar o preço final do ingresso para o fã. O ponto de sermos razoavelmente grandes, como você mesmo disse, junto com todas essas outras bandas, é que já estabelecemos um patamar de vida estável, estamos seguros quanto as nossas finanças, sem esbanjar, sem exageros. Mas realmente, a gente toca com várias outras bandas menores, que confessam sair em turnê e não lucrar quase nada, apenas conseguem pagar seus custos pessoais, os custos locais para não morrerem de fome, não dormirem em hotéis cheios de insetos (risos), porém, retornam para casa apenas com alguns trocados a mais. No entanto, para não dizer que existem somente partes ruins nessa cultura, o lado bom é que desde meados de 2000 as pessoas tiveram acesso ilimitado e fácil a qualquer tipo de banda, qualquer tipo de música, pessoas de países que nunca imaginaríamos que nos conhecessem, mandavam e-mails ou mensagens em redes sociais, dizendo que eram nossos fãs e a gente meio que, estupefatos: "O quê? Oi? Temos fãs nesse lugar?" Acho que também facilitou a aparição de bandas novas, visto que é perfeitamente possível para novos artistas gravarem em casa, editarem e postarem na internet. Acho que isso tudo ainda é uma fase de transição, ainda estamos todos nos adaptando a uma nova realidade, não acho que ela se estabilizou por completo ainda. Vamos ver o que o futuro nos guarda em uns 5 anos mais ou menos.

 

RB: E planos para um novo álbum de estudio, ou talvez um novo DVD/Blu-ray ao vivo?

 

JF: Definitivamente não esse ano. Muito talvez em meados do ano que vem alguma coisa nós faremos, mas a verdade é que estamos quase sem parar desde que Disarm The Descent saiu, ou seja, quase um ano e meio na estrada tocando. Devemos fazer apenas mais alguns shows nos EUA em setembro ou outubro, e não será exatamente uma turnê, serão realmente poucos shows, e acho que podemos nos dar uma pausa para descansar. Então, é melhor esperar por algo na segunda metade de 2015 (risos), precisamos de férias.

 

RB: Diga para os leitores um pouco sobre seus outros empreendimentos musicais, tal como a gravação do álbum Darkness In The Light da banda Unearth, e um pouco das suas bandas prévias ao Killswitch Engage, como o Red Tide e o Blood Has Been Shed, e também como essas bandas influenciaram e afetaram sua habilidade como baterista, e como você escreve as partes de bateria para o Killswitch Engage.

 

JF: Certamente está tudo conectado, a maneira como eu tocava nas minhas duas bandas finadas foi uma preparação para como eu toco hoje no Killswitch Engage. Sabe, eu costumava usar um kit enorme, porque na época do colégio e até um pouco depois, eu levava covers de Rush e outras coisas que demandavam muitos tons, surdos, muitos pratos, peças de percussão e etc. Daí o tempo foi passando, e na época do Blood Has Been Shed foi quando comecei a realmente tomar parte das composições ativamente, e a impor o que eu gostaria de usar nas músicas, daí comecei a ponderar o que era realmente necessário usar no meu kit de bateria, então comecei a tirar, eliminar o que se tornou supérfluo para o estilo da banda, e de tanto enxugar, cheguei ao meu limite de usar um tom e dois surdos, e um número, digamos, suficiente de pratos. Já com o Unearth, poxa, eu sou amigo deles desde sempre, muitos anos, mas não precisei escrever nada das partes de bateria, eles simplesmente chegaram com tudo programado, sequenciado, e disseram "É isso, apenas toque e grave direto essa me*d@" (risos).

 

RB: De um baterista para outro, eu sempre quis perguntar, ou para você ou para outro, por quê muitos baterista do metalcore gostam de usar kits pequenos de bateria, tais como somente um tom, um surdo, um bumbo e até mesmo as vezes poucos pratos. Eu sei que você prefere um bumbo, um tom e dois surdos, porém, como um baterista de metal, você não sente falta de pelo menos um segundo tom? Ou aquele efeito estéreo que o uso dos dois bumbos causa, afora claro, o lado visual, de grandiosidade da coisa?

 

JF: Então, como eu falei, eu costumava usar um kit grande, mas confesso que dois bumbos nunca me agradaram. Nunca curti tanto o lance do efeito em estéreo de dois bumbos, e eu nunca me senti confortável com o posicionamento, e pior ainda, quando comecei eu tinha um carro bem pequeno, então no máximo cabia um bumbo só, junto com todo o resto da bateria (risos). Se ao menos eu tivesse uma pequena caminhonete, eu poderia ter pensado no contrario, mas a parte do conforto foi o que falou mais alto. Na verdade, eu levei uns 5 anos tentando configurações diferentes, começando com a clássica dois tons e um surdo, mas ai eu experimentei colocar um dos tons do meu lado como um pequeno surdo, e desde então gostei, me acostumei, e acho que não altero meu kit tem facilmente mais de 10 anos (risos).

 

Confira abaixo o serviço das três apresentações do Killswitch Engage no Brasil:

 

CURITIBA/PR

22/08 (sexta-feira) Abertura da casa:19h00

 

KILLSWITCH ENGAGE (Estados Unidos)

MEMPHIS MAY FIRE (Estados Unidos)

BATTLECROSS (Estados Unidos)

 

Local: MUSIC HALL (antigo John Bull Music Hall)

R. Engenheiro Rebouças, 1645, Curitiba - PR

 

Ingressos (à venda a partir de 24/04):

R$100 (pista - primeiro lote - estudante/meia entrada/promocional)

R$120 (pista - segundo lote - estudante/meia entrada/promocional)

Camarote: entradas limitadas à venda apenas pela internet.

 

Locais da venda antecipada:

DR ROCK (Praça Rui Barbosa, 765 - Shopping Metropolitan - Loja 04, Curitiba-PR, fone: 0xx41 3324-0669).

TÚNEL DO ROCK (Av. Marechal Floriano Peixoto, 34, Curitiba-PR, fone: 0xx41 3322 9502).

 

Venda de ingressos pela internet:

www.liberationstore.net

 

Realização: Liberation Tour Booking

Informações gerais: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Faixa etária: menores de 14 anos somente acompanhados de pai ou mãe.

 

SÃO PAULO/SP

23/08 (sábado) Abertura da casa:17h00

 

KILLSWITCH ENGAGE (Estados Unidos)

MEMPHIS MAY FIRE (Estados Unidos)

BATTLECROSS (Estados Unidos)

 

LOCAL: CARIOCA CLUB

Rua Cardeal Arcoverde, 2899

São Paulo - SP

www.cariocaclub.com.br

0xx11 3813-8598

 

Ingressos (à venda a partir de 24/04):

R$100 (pista - primeiro lote - estudante/meia entrada/promocional)

R$120 (pista - segundo lote - estudante/meia entrada/promocional)

R$150 (pista -terceiro lote - estudante/meia entrada/promocional)

Camarote: entradas limitadas à venda apenas na Loja 255 ou no Carioca Club

 

Locais da venda antecipada:

LOJA 255 (Galeria do Rock, Rua 24 de Maio, 62, primeiro andar, loja 255, São Paulo-SP,fone: 0xx11 3361-6951).

CARIOCA CLUB (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, São Paulo - SP,0xx11 3813-8598).

 

Venda de ingressos pela internet:

www.clubedoingresso.com

 

Realização: Liberation Tour Booking

Informações gerais: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Faixa etária: menores de 14 anos somente acompanhados de responsável legal.

 

RIO DE JANEIRO/RJ

24/08 (domingo) Abertura da casa: 18h00

 

KILLSWITCH ENGAGE (Estados Unidos)

MEMPHIS MAY FIRE (Estados Unidos)

BATTLECROSS (Estados Unidos)

 

LOCAL: Circo Voador

Rua dos Arcos S/N, Rio De Janeiro, RJ

 

Venda de ingressos: www.ingresso.com.br

R$100,00 (Primeiro lote - Meia entrada / Estudante / Promocional)

R$120,00 (Segundo lote - Meia entrada / Estudante / Promocional)

R$150,00 (Terceiro lote - Meia entrada / Estudante / Promocional)

Realização: Circo Voador, Liberation MC

 

Classificação: 14 anos

Informações gerais: www.circovoador.com.br

 

Sites relacionados:

www.killswitchengage.com

www.facebook.com/MemphisMayFire

www.battlecrossmetal.com

www.liberationmc.com

 
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