logotipo
35 anos de rock'n'roll

Música do Dia


OZZY OSBOURNE - Let Me Hear You Scresm

Tristeza dupla: morrem bateristas dos grupos C.O.C. e To/Die/For

Reed Mullin e Santtu Lonka morreram nesta semana: causas não foram reveladas.

Black Swan: superprojeto de hard rock reúne músicos consagrados

Novo supergrupo reúne músicos de Whitesnake, Dokken, Foreigner, Mr. Big, Ace Frehley e MSG.

Absu anuncia seu fim após briga com guitarrista que virou trans

Banda texana de black metal usa redes sociais para anunciar oficialmente seu fim.

  • Tristeza dupla: morrem bateristas dos grupos C.O.C. e To/Die/For

    Terça, 28 de janeiro de 2020
  • Black Swan: superprojeto de hard rock reúne músicos consagrados

    Terça, 28 de janeiro de 2020
  • Absu anuncia seu fim após briga com guitarrista que virou trans

    Terça, 28 de janeiro de 2020

Statik Majik: entrevista exclusiva da RB com o baterista Luis Carlos

Statik Majik: o nome de peso do stoner nacional

 

Por Erick Tedesco

 

O baterista da carioca Statik Majik, Luis Carlos, Carlinhos para os chegados, é um workaholic quando o assunto é heavy metal. Dia, tarde e noite ele se divide entre ensaios, contatos com imprensa e fãs e divulgação da banda, além do projeto The Black Rook que recentemente lançou o videoclipe da música Rats. Um presente pelo esforço foi o convite da Liberation Music Company para a Statik Majik abrir os dois shows do Black Label Society no Brasil em agosto deste ano, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Uma oportunidade por méritos também, afinal, divulga o acima da média Wrath Of Mind, apenas o segundo álbum da carreira. Muito bem produzido por Renato Tribuzy, o registro fonográfico é um turbilhão de adjetivos, tem peso e boas melodias, ótimos fraseados de guitarra e vocal vigoroso com versatilidade. A base é o stoner metal, mas Carlinhos prefere não discutir rótulos. Conheça mais sobre o atual momento da banda na entrevista a seguir.

 

ROCK BRIGADE: As composições em Wrath Of Mind, comparadas ao material de Stoned On Musik, soam mais potentes e fluem com naturalidade. Quais foram os pontos de partida para compor um álbum que representasse a maturidade da banda dentro de uma mesma proposta de trabalho?

Luis Carlos: O fato de termos uma formação mais estável, mais tempo para compor e uma produção maior, onde resolvemos contar com o Renato (Tribuzy) na produção. Em relação ao Stoned, com o Wrath nada mudou também, pois toda concepção do álbum partiu de ideias que eu e Thiago Velásquez desenvolvemos no decorrer do tempo e, assim, de como queríamos que o álbum soasse. Sinceramente, acredito que isso não deve mudar para um terceiro álbum, acho que está dando certo desta forma. Com o Wrath já vínhamos de muitos shows e acho que isso foi um fator decisivo para que estivéssemos entrosados, e com a entrada do Leonardo Cintra na Guitarra, conseguimos o que faltava para consolidar um trabalho bem feito.

 

RB: O vocal de Thiago Velásquez está diferente em Wrath Of Mind, mais versátil e encaixou muito bem na sonoridade mais 'solta' do álbum. Foi um direcionamento natural ou diretamente pensando para as novas composições?

LC: O fato de sermos produzido por um excelente vocalista contribuiu para que isso acontecesse, e como as canções são mais elaboradas que as do primeiro disco, o correto seria ter um vocal diferente, mais versátil. Thiago realmente está cantando muito mais, a custo de muita estrada e muito estudo.

 

RB: De Black Sabbath e Cathedral a Foo Fighters, como a banda dilui as influências do stoner metal e stoner rock?

LC: Da forma mais natural possível, nada contra quem faça, mas odeio esses clichês de “somos stoner, vamos copiar o Black Sabbath, nos vestir de hippies e colocar carros na capa”. Com a Statik isso não funciona, procuramos, sim, absorver as influências de cada integrante e direcionar para a banda.

 

RB: Quanto do que se escuta em Wrath Of Mind é consequência da parceria entre o Statik Majik e o renomado produtor Renato Tribuzy?

LC: O nível da produção.

 

RB: Drowning in Despair é um hit, com energia para ser aprovada até mesmo por quem não vive o cenário do metal. Qual foi, até o momento, o alcance desta música?

LC: Bem, fico feliz em considerá-la um hit (risos). Também curto esta música, mas confesso que tenho outras preferências no disco. O alcance dela tem sido a melhor possível, até lançamos esta música como single e primeiro clipe do disco, mas te digo que Paradox Of Self Existence, nosso clipe mais recente, teve uma repercussão bem maior, com uma semana tivemos mais de mil acessos.

 

RB: O investimento em videoclipes, um dos recursos da Statik Majik para divulgar o trabalho, ainda funciona? Quantos já lançaram?

LC: Sim, e tenho visto que várias bandas do Rio de Janeiro estão lançando, então, creio que perceberam que a divulgação de clipe é uma boa forma de divulgação. Ainda neste ano estaremos gravando outro e será nosso quarto clipe. Além de Drowning e Paradox, lançamos um do primeiro disco, da música Statik Majik, que conta com uns 14 mil acessos. Uma pena só termos lançado um clipe pro primeiro disco.

 

RB: Divulgação, aliás, parece ser uma tarefa tão importante para a banda quanto os ensaios semanais e promover o Statik Majik em shows pelo país e exterior. Como você organiza esta pulverização diária?

LC: Uma boa dose de dedicação e loucura (risos), afinal, fazer música no Brasil é difícil, ainda mais heavy metal. Hoje temos uma assessoria, mas muita coisa em relação a shows sou eu quem cuida. Sou baterista, manager, louco, de tudo um pouco (risos)

 

RB: As turnês pela América do Sul já são uma constante. Como a banda repercute no Peru, Colômbia e Bolívia, por exemplo?

LC: Com muito trabalho de divulgação, e o mesmo acontece para todos os shows, em qualquer lugar, a gente mete as caras e vamos que vamos, acreditamos que banda de verdade tem que rodar, pegar estrada, então, é assim que as coisas funcionam.

 

RB: Como é a estrutura destes países para receber bandas do porte do Statik Majik? Onde é mais legal de tocar fora do Brasil?

LC: Tivemos uma receptividade excelente, afinal, lá fomos tratados muito bem, eles adoram os brasileiros. Tivemos tarde de autógrafos, festa do evento, tocamos em excelentes eventos, alguns deles com público de 1.500, duas mil pessoas. Amo tocar pela América e voltar é sempre bom demais, onde nem importa muito, o público é demais!

 

RB: Já está agendada nova turnê pela América do Sul em setembro. Em quais países tocarão e como está a preparação para o giro?

LC: A gente ainda planeja muita coisa. Devem acontecer algumas mudanças, mas certamente voltaremos para alguns países da América e queremos dar um segundo giro na Europa em 2015. Talvez fazer uma gig pela Inglaterra.

 

RB: Quais bandas de stoner gostariam de poder participar como banda de abertura em uma eventual apresentação delas em solo nacional e por quê?

LC: Não é necessariamente stoner, mas curtiríamos demais tocar com o Black Label Society (N.R.: a entrevista foi conduzida antes do anúncio da participação do Statik Majik na turnê nacional da banda de Zakk Wylde) e com o Black Sabbath seria um sonho! Seria muito legal também tocar com Spiritual Beggars, Nashvile Pussy, Eletric Wizards, e claro, bandas clássicas de heavy/doom que eu amo, como Candlemass, Saint Vitus, Trouble e Pentagram.

 

RB: Pela lógica dos acontecimentos, qual é o próximo passo da Statik Majik?

LC: Não ter uma lógica (risos). Bem, começamos a compor novas músicas e creio que em 2015 estaremos gravando um novo disco. Ainda lançaremos um novo clipe e teremos muitas novidades com o Wrath Of Mind, e claro, tocar, tocar e tocar. Queremos pegar muita estrada e subir em muitos palcos.

 
Busca no site