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Avantasia: entrevista exclusiva da RB com o líder Tobias Sammet

A ROCK BRIGADE teve a oportunidade de entrevistar o líder e vocalista do Avantasia, Tobias Sammet. No próximo dia 24 de abril, a banda fará uma nova apresentação no Brasil. O show faz parte da turnê de divulgação do novo álbum de estúdio Ghostlights; maiores informações estão disponíveis aqui.

 

Entrevista por Gustavo Maiato e tradução por Victória Heloise e Gustavo Maiato

 

ROCK BRIGADE: Ghostlights é um álbum que fica entre dois estilos. Tem um lado power metal como em Babylon Vampires e Unchain The Light e um lado sinfônico como em Let The Storm Descend Upon You e Seduction Of Decay. Como você descreveria o álbum para alguém que quisesse saber como ele soa?

 

TOBIAS SAMMET: Bom, eu acho que é um álbum bem diversificado, um álbum cheio de cores. Tem uma grande produção, tem o maior número de vocalistas que o Avantasia já teve em um álbum. Tem amigos próximos como Michael Kiske e Bob Catley e Sharon Den Adel do Within Temptation. E é claro, Jorn Lande e Ronnie Atkins. Mas também temos alguns vocalistas novos como Dee Snider, Geoff Tate, Marco Hietala do Nightwish e o Herbie Langhans do Sinbreed.

 

Então eu acho que ao mesmo tempo é um grande passo em direção ao futuro, mas também ao mesmo tempo tem alguma coisa que as pessoas podem sentir uma familiriaridade. Eu acho que é um ótimo álbum! Eu fiz um trabalho incrível! (risos)

 

RB: Draconian Love é uma das principais surpresas do álbum, lembrando bandas góticas como Sisters of Mercy, HIM e The 69 Eyes. É uma música bem diferente do que o Avantasia costuma fazer. Como surgiu a ideia da música e a ideia de convidar Herbie Langhans para os vocais? O dueto entre vocês ficou realmente muito bom.

 

TS: Sabe o que é engraçado sobre essa música? Era para ser somente uma música normal do Avantasia como Dying For An Angel ou Lost In Space. Era uma música de mid tempo normal e, no estúdio, Sascha Paeth fez a sugestão de diminuir o alcance da voz do meu potencial parceiro de dueto em uma oitava. Apenas deixar mais grave. Eu iria cantar os vocais guias para meu parceiro em potencial, mas eu não consigo cantar tão baixo assim. Então o cara que fez os back vocals, um amigo do Sasha chamado Herbie Langhans, estava cantando os vocais guias como uma demo. Nós queríamos chamar Andrew Eldritch do Sisters of Mercy porque Sasha Paeth já produziu essa banda.

 

Agora nós tínhamos tipo uma música gótica, mas não foi pensada para ser assim no começo quando eu escrevi. Depois, nós não conseguimos o Andrew Eldritch e o que nós fizemos foi perguntar para o Herbie se nós poderíamos usar a demo original dele no álbum e ele concordou. Então, por coincidência, o que era pra ser uma demo virou a versão final da música e todo mundo amou isso. Eu diria que essa música inteira foi um grande acidente positivo! Mas isso é a grande coisa por trás do Avantasia, apenas fazer as coisas sem pensar muito a respeito e honestamente só sentir seus instintos, suas entranhas e sua intuição. Algo pode ter uma grande virada no caminho do início até o final.

 

RB: Como se dá o processo de escolha dos convidados? Quando você está compondo você já tem em mente quem vai cantar cada música ou você envia a demo para os convidados e aguarda se a pessoa vai topar participar?

 

TS: Algumas músicas eu escrevo com o cantor na minha mente. Um exemplo é quando eu escrevo uma música como Ghostlights ou Unchain The Light com o Michael Kiske. Eu sei imediatamente que esse tipo de música deve ser cantado pelo Michael Kiske. Em outras músicas como The Haunting ou Seduction Of Decay eu ficava pensando em quem poderia ser a pessoa certa para essas músicas. No caso de The Haunting, por exemplo, eu sabia que tinha que ser alguém bastante teatral, bastante extravagante. Então eu fui até minha velha coleção de CDs e eu pensei "Tem que ser o Dee Snider!".

 

Foi simplesmente baseado em uma intuição, não houve nenhuma regra ou plano, nada. Foi apenas uma ideia que veio do nada e tinha que ser o Dee Snider. Então eu entrei em contato com ele e ele ouviu a música, adorou ela, e cantou. Então para responder a pergunta, em algumas eu já sei desde o começo quem irá cantar as músicas e em outras eu escrevo a música e gravo uma demo primeiro e depois eu penso qual poderia ser a voz certa.

 

RB: Como de costume, você trouxe vários convidados para o álbum, porém muitos deles cantaram apenas em uma música como Sharon e Marco Hietala. Outros como Michael Kiske e Jorn Lande tiveram mais espaço no álbum. Como você avalia o espaço que cada convidado terá no álbum?

 

TS: Eu não tenho ideia, simplesmente acontece. Depende da história, das músicas, das passagens. Depende de tantas coisas que eu não tenho uma real ideia do que exatamente isso depende. Se alguém vai cantar uma, duas ou três músicas, eu não tenho ideia, isso simplesmente acontece. Se você perguntar a um roteirista de um filme porque Adam Sandler tem menos participação do que... qual o nome daquele cara daquele filme? Enfim, você entendeu a ideia. Você nunca sabe, isso simplesmente acontece. É o que a história ou a música ou tudo o mais demandar.

 

RB: Na época do Metal Opera os convidados interpretavam papéis. Cada cantor correspondia a um personagem na história que você criou. Agora em Ghostlights existe uma história por trás que conecta as músicas? Os cantores são personagens também?

 

TS: Com certeza é uma história de novo. O Avantasia sempre foi algo conceitual. É claro que não foi diferente com o Ghostlights, é um álbum conceitual. O que eu acho é que é um grande conceito. Tenho que dizer que é um pouco mais metafórico, um pouco estranho também. Mas é um conceito e sempre será.

 

RB: Nós brasileiros ficamos muito orgulhosos quando Andre Matos participou do Metal Opera e também no Wicked Symphony. Existem algum plano de trazer o Andre de novo em um disco futuro ou algum outro brasileiro?

 

TS: Não há um plano definido agora porque eu não tenho um plano para nada no futuro, exceto para os próximos shows! (risos) Definitivamente Andre é um ótimo cara e uma grande influência porque ele esteve tocando esse tipo de música quando ninguém mais estava fazendo. Eu realmente tenho um grande respeito pelo Andre. Não houve nenhum tipo de divergência contra ele. Não foi por isso que ele não está no álbum agora. Foi mais porque eu convidei quem veio primeiro na minha mente que foi o Michael Kiske. Eu pensei algumas passagens para aquele alcance vocal e o Michael Kiske estava dando conta disso. Mas eu adoraria trabalhar com o Andre de novo porque ele é um grande cara, um grande vocalista e um grande músico.

 

RB: Você é um "heavy user" das redes sociais. Está sempre presente no Facebook, respondendo os fãs, comentando nos posts. Você acha que isso é algo importante para os artistas nos dias de hoje? Ter essa proximidade com os fãs nas redes sociais?

 

TS: Eu tento estar em contato com as pessoas sempre que possível. Isso é o que faço. Eu não tenho ideia se eu estou fazendo isso demais ou se não estou fazendo o suficiente. Sempre que eu tenho tempo eu tento ver o que meus fãs têm a dizer. Nós temos um webmaster para nossa página no Facebook, mas com frequência eu vou lá também. Sempre que está escrito "Tobi" ou "T" debaixo de um post é porque sou eu. Eu faço isso com orgulho, porque essas são as pessoas que tornam possível eu fazer o que eu amo. Então, sempre que eu tenho tempo de fazer isso eu farei.

 

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