logotipo
35 anos de rock'n'roll

Conheça nossas redes sociais!

Música do Dia


MESHUGGAH - Clockworks

  • Eddie Vedder confirma show intimista em São Paulo

    Segunda, 11 de dezembro de 2017
  • Helloween fez duas apresentações em SP para gravação de DVD

    Sexta, 08 de dezembro de 2017
  • Gary Thain: hoje, 08/12, é o aniversário de morte do músico

    Sexta, 08 de dezembro de 2017

Dream Theater: confira entrevista exclusiva da RB com Jordan Rudess

O Dream Theater, um dos nomes mais importantes do rock/metal progressivo mundial, desembarca pela oitava vez no Brasil. A talentosa banda norte-americana traz aos fãs de Belo Horizonte (21/06 – Teatro Minas Centro), São Paulo (22/06 – Espaço das Américas), Rio de Janeiro (23/06 – Vivo Rio) e Curitiba (25/06 – Ópera de Arame) a monumental e espetacular Ópera Rock com mais de 3 horas de duração, tendo a execução na integra do novo álbum The Astonishing. Todas as apresentações serão em formato de auditório, com assentos para todo o público. Ainda há ingressos à venda em todas as capitais.

 

Confira abaixo uma entrevista exclusiva da ROCK BRIGADE com o tecladista da banda Jordan Rudess:

 

Por Daniel Croce

 

ROCK BRIGADE: Já tem 14 anos desde que vocês lançaram o Six Degrees Of Inner Turbulence. Naquela época ainda havia uma indústria musical forte e as pessoas compravam CDs. Agora vocês lançaram um álbum duplo. Esse álbum, The Astonishing, é impressionante musicalmente, mas as pessoas definitivamente não estão mais comprando CDs como antes. Diga-nos como vocês chegaram com a ideia de lançar um álbum duplo nos dias de hoje, sobre os riscos e se vocês tiveram apoio da Roadrunner Records.

 

JORDAN RUDESS: Nós temos muita sorte de estar aí por tantos anos. Mesmo com as mudanças tão grandes na indústria da música, a nossa situação não mudou tanto assim. Nós podemos criar coisas que as outras bandas normalmente não poderiam fazer. Nós realmente queríamos fazer outro álbum conceitual, é algo que nós estávamos desejando por um bom tempo e estávamos esperando pela hora certa de fazer. John Petrucci e eu começamos a escrever as músicas, nós estávamos bem inspirados e entramos muito rápido no processo que queríamos. Então o álbum seria mais do que um só CD. Nós tivemos o sentimento que seria bom criar um show, algo que pudéssemos fazer ao vivo. Nós não nos importamos muito com o estado da indústria da música necessariamente, a ideia é criar algo bom para termos uma base de fãs e ter o apoio da gravadora.

 

RB: Pela primeira vez na história do Dream Theater as musicas do álbum não foram creditadas para todos os membros da banda, mas sim apenas para você e o Petrucci e com assistência do David Campbell. Você pode nos falar porque o Myung e o Mangini não foram creditados?

 

JR: Eles certamente foram creditados por tocar os instrumentos, apenas não foram creditados por escrever as músicas. John Petrucci e eu escrevemos todas as músicas e o David Campbell fez as orquestrações e arranjos. Sabe, uma das diferenças entre esse álbum e todos os outros é que é um projeto bastante único. Nós precisávamos estar bastante focados porque nós queríamos contar uma história através da nossa música e é diferente de qualquer coisa que fizemos antes. Nós entendemos que a melhor maneira de fazer isso era com o John e eu escrevendo, então sugerimos isso e foi o que fizemos.

 

RB: The Astonishing fala sobre um futuro distópico onde não existe a música e sobre as pessoas desafiando essa nova ordem mundial. Você acha que nós já estamos construindo o nosso caminho em direção a esse caminho sombrio para a música?

 

JR: Eu acho que em certo ponto na sociedade pode existir definitivamente muitas músicas feitas por máquinas. Você não tem algo orgânico e com a experiência humana. E isso é um ponto perigoso, as pessoas confiam muito nas máquinas para fazer músicas, confiam muito nelas e elas fazem o que fazem. Algo mecânico e não muito musical. Existem pessoas que usam as máquinas de um jeito ótimo, realmente muito legal e você vê a energia envolvida, uma energia mental por trás da música. Então chegou a hora do Dream Theater colocar esse conceito no ar e fazer as pessoas pensarem sobre isso um pouco mais. É uma época importante para se pensar sobre isso, se as máquinas ficarem cada vez mais poderosas elas chegarão ao ponto de controlar a produção e nós não teremos mais o controle e a humanidade não será como nós conhecemos.

 

RB: Como você cria ou constrói os sons com os seus teclados como o Kronos ou o Oasys? Você ‘’rouba’’ os sons de teclados anteriores ou começa do zero? E outra pergunta técnica é como você coloca os seus patches em ordem durante o show.

 

JR: Ok, eu irei te contar como eu uso o teclado. Por anos eu tenho tentado usar a mesma abordagem que é pegar os sons que uso nos teclados anteriores tipo o Korg e botar no teclado Kronos que eu uso agora, eu ponho em uma ordem linear onde eu vou passando através do som. Durante as noites eu posso dizer que faço 500 trocas de som. Eu criei todos os sons tirando a guitarra, o baixo, a bateria e os vocais, e mesmo assim, para o Dream Theater isso é muita coisa.

 

No novo álbum eu fiz o mesmo. Tento manter os sons que uso para o DT o mais atualizados possíveis, porque, você sabe, hoje em dia a fidelidade dos samplers, dos sons, que eu ponho em camadas, vão ficando ultrapassados, então muitos deles eu crio do zero mesmo, utilizando os novos softwares de síntese sonoras, aqueles mais atuais possíveis.

 

RB:  Como é a sua relação com a Apple? Eles te chamaram para colaborar com aplicativos de criação de musica?

 

JR: Eu sou um usuário da Apple e a razão de por que eu faço muito do meu trabalho como músico com eles é porque eles têm um sistema primário não apenas em relação ao usuário, mas também para fazer programas. É muito mais fácil criar um aplicativo por esses dispositivos iOS do que por um Android, especialmente se for algo para áudio. É claro que existem muitas pessoas usando o Android, mas as pessoas que estão tentando criar softwares para música estão mais com o iOS. Não tem muita coisa rolando mesmo agora com o Android ou o Windows. Mas eu também tenho aplicativos para essas plataformas, eu estou totalmente aberto para essas plataformas. São precisos programas que rodem nessas plataformas e que não seja um problema, em certo ponto pode ser que mude a experiência e fique mais fácil para o usuário e mais fácil para o desenvolvedor e o negócio nessa área vai ficar melhor. Pessoalmente, eu sou um usuário da Apple, eu uso iMacs e as coisas que eu tenho comigo são da Apple, eu tenho iPhone, iPad.

 

RB: Você tem planos de seguir com seus projetos paralelos como o Liquid Tension Experiment ou o Levin Minnemann Rudess?

 

JR: Sim, antes de eu sair em turnê eu quase terminei as minhas faixas para o novo álbum do Levin Minnemann Rudess. Estou muito empolgado, está um ótimo trabalho, foi uma grande cooperação, uma colaboração entre nos três. Esperamos lançar em breve.

 

RB: Você é o membro mais antigo do Dream Theater, uma década mais velho do que os membros originais que formaram a banda na Berkelee, mas você é o membro mais ativo na internet. Um heavy user. Conte-nos como um músico de quase 60 anos lida com a internet e os prós e contras disso. Como você lida com fãs old school e com essa nova geração de fãs adolescentes?

 

JR: Esta é uma pergunta interessante, são coisas que a gente discute muito. Existe uma corrente de pensamento que diz que o artista deve ficar distante, é difícil de alcançar esse tipo de abordagem. Não é a corrente de pensamento dos artistas de hoje em dia que estão mais engajados, mais envolvidos com os fãs. Eu vejo benefícios nas duas ideias, na maneira old school e na nova escola. Mas eu posso dizer que como uma pessoa que adora tecnologia bem como empresas de tecnologia e eletrônica, de acessórios, eu fico estimulado e eu curto até mesmo os contras nesse aspecto de alcançar os fãs. Eu gosto da linguagem da internet que eles fazem, dos vídeos, eles criam diferentes artworks. Eu gosto de ter seguidores por aí que são engajados, dos quais eu posso brincar e se divertir. Obviamente eu sou da corrente de pensamento que acha que esse engajamento entre música e tecnologia é interessante. Se isso é a coisa mais certa de se fazer como artista eu não sei. Eu tento ser engajado nas redes sociais e na internet, eu acho que essa é uma grande maneira de criar um publico, melhor que todas as outras.

 

 

ATENÇÃO!!!
Para postar um comentário sobre esse texto, você precisa fazer seu LOGIN no site.

Próximos Shows
Sem Eventos
Busca no site