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Anthrax: entrevista exclusiva da ROCK BRIGADE com Joey Belladonna

Por Gabriel Souza, revisão por Pedro Pirani

 

ROCK BRIGADE: Joey, seu último trabalho solo foi lançado em 2003. Podemos esperar mais trabalhos de sua carreira solo no futuro, ou agora é só Anthrax?

JOEY BELLADONNA: Deus, eu já tinha até esquecido... Na verdade é que eu estou tão ocupado com o Anthrax, que não tenho tido muito tempo, mas a verdade é que eu tenho algumas músicas e muita coisa legal, eu adoraria ter tempo para fazer mais coisas, eu gosto de fazer música, eu e com o Anthrax eu não tenho tido a chance de fazer esse trabalho criativo que eu gosto de fazer, apesar de eu cantar, dar ideias, cantar em cima e tudo mais, eu não tenho a chance de mapear as coisas desde o começo, mas eu tenho ideias e muitos dos álbuns que você ouve, que são considerados “álbuns”, são como demos para mim, nós fizemos eles tão rápido, eu não consigo nem me lembrar porque eu os chamo de álbuns. Eu deveria dizer que eles são apenas “demos”, eles são bem rápidos e com uma qualidade baixa, talvez por isso eles não tenham se saído tão bem, mas você sabe, você fica ansioso para lançar sua música e aí você não pensa em procurar alguém para investir dinheiro e conseguir uma gravadora e todas essas bobagens, apenas um álbum meu foi lançado por uma gravadora (Spells Of Fear), e eu não sei porque eles quiseram lançá-lo, foi divertido fazê-lo mas para mim o mais importante foram as demos Artifacts I & II, que para mim eram ótimas, eu e Paul Cook nos sentamos todos os dias e criamos tudo, letras, melodias, músicas, gravações, foi muito legal e também foi a minha primeira aventura realmente escrevendo música.

 

RB: Assisti um show solo seu, quando você veio pra América do Sul em 2008, na Argentina. E na época você não fazia mais parte do Anthrax, então para nós era a primeira vez em que pudemos vê-lo frente a frente.

JB: Foi insano! Sim, eu sei o pessoal da minha banda pirou! Nós estávamos andando de van e ai nós e o motorista começamos a rir de tudo aquilo, foi muito divertido, toda vez que eu venho pra cá eu lembro daqueles shows, por que apesar dessa historia toda de vir pra cá no avião do Iron Maiden, ter vários horários marcados e tal, o que nós fizemos de vir pra cá sem ter nenhuma pista de como as coisas seriam foi inacreditável, foi muito mais divertido.

 

RB: Você e John Bush gravaram juntos um cover para a faixa Ball Of Confusion. Há alguma chance dessa faixa ser tocada ao vivo com vocês dois dividindo os vocais?

JB: Não, não, não, sem chance, nunca, nem mesmo na mesma sala, eu não sei porque eu fiz aquilo, eu não deveria nem ter participado para se honesto com você, eu dirigi até lá e não ganhei nem o dinheiro da gasolina, você acredita? Foi tudo muito estranho, eu não sei porque eles escolheram essa música, eu foi mais pelo “bem” de fazer, não foi o meu momento favorito.

 

RB: Você não gostou de ter gravado o cover?

JB: Não, eu não diria que eu não gostei, eu gostei de cantar, mas foi estranho, eu não sei porque eu fui. Foi uma vibe estranha, e a recepção também não foi muito boa e para ser honesto com você, eu levei na “esportiva”, dirigi meu carro até lá sozinho, como se eu não tivesse nada melhor pra fazer, eu já ouvia essa música muito antes do que qualquer um deles, isso mostra a minha idade, eu e meu amigo costumávamos toca-lá, ouvíamos os discos (do Temptations), destruíamos a bateria, foi bem estranho eles (Anthrax) terem escolhido bem essa música.

 

RB: Você tem o Joey Beladonna’s Chief Big Way. Essa foi sua primeira banda?

JB: Não, não eu tive outras bandas covers antes do Anthrax, eu tive uma banda que se chamava… veja só, eu tive uma banda chamada Medusa, outra que se chamava Megaforce, e depois surgiu a Megaforce Records, eu tinha umas 3 ou 4 bandas cover, o Chief Big Way é meio o que todas essas bandas eram, mas sou eu tocando bateria e mais dois caras tocando baixo e guitarra. Era muito legal, e nós tocávamos minhas músicas favoritas, só músicas legais, era muito divertido, colocávamos os PA’s e a bateria no meu carro, íamos todos no mesmo carro até o lugar do show, nós tocamos em lugares muito pequenos, uma vez que minha bateria esta montada eu não consigo mais sair. Você daria muita risada, mas é legal, nós tocamos muito bem.

 

RB: Você interpreta o personagem Sidney no filme de terror independente Pledge Night (1990). Como aconteceu o convite, como você foi chamado para participar do filme?

JOEY: Recebemos uma ligação, a gravadora recebeu uma ligação, e eles me perguntaram “Você gostaria de estar em um filme?” e eu “Claro, sim, porque não, vai ser legal”, além do mais as filmagens eram em New Jersey. Para resumir, no filme eu sou um índio hippie que é morto e volta para matar as pessoas, é bem ruim.

 

RB: Você acha que o Anthrax será indicado ao Rock And Roll Hall of Fame em algum momento? Se sim, os fãs podem esperar um show com todos os membros e ex-membros?

JB: Eu não sei, levou tanto tempo para excelentes bandas, veja o Deep Purple, eles acabaram de entrar, sei lá, eu não me preocupo muito com isso. Vai ser estranho, eu não quero nem pensar nesse dia.

 

RB: Como foi fazer parte do tributo Heavy Metal a Frank Sinatra, cantando a faixa Strangers In The Night?

JB: Antes de eu participar desse tributo, eu participei do Metallica, cantando Sad But True, o mesmo cara que fez esse tributo fez o do Sinatra, e eu amo Sinatra, mas a versão heavy metal dessa música ficou um pouco estranha, eu não tinha muita certeza se eu queria participar por conta disso, eu nunca pensei em traduzir esse tipo de música para o hard rock ou heavy metal, mas foi legal. Eu gravei em casa, sozinho e aí mandei pra ele foi lançado, foi bem rápido, foi legal, uma coisa a mais para fazer parte, mas sabe o que eu gostaria de fazer? Uma versão mais tradicional, cantando como o Sinatra. Seria algo diferente para mim, quem sabe, talvez teria até mais repercussão, mas foi legal, Bob Kulick, o irmão do Bruce Kulick do Kiss que organizou tudo.


RB: Nos últimos álbuns (Anthems, Worship Music, For All Kings) vocês trabalharam com o mesmo produtor, Jay Ruston. Os álbuns que ele produziu são brilhantes, o quão importante foi trabalhar com ele?

JB: Para mim a coisa mais importante, porque o Jay é muito ligado aos vocais, ele trabalhou com Desmond Child (produtor e compositor de músicas como I Was Made For Lovin' You, I Hate Myself For Loving You, Livin' On A Prayer, You Give Love A Bad Name) durante anos, isso quer dizer linhas vocais trabalhadas, ordenadas e bem escritas, há muita preocupação em como os vocais devem ser, então quando nós trabalhamos sozinhos, nós não temos distração, não há pessoas palpitando em tudo, dizendo: “Parem, vamos tentar outra coisa”, isso costumava ser algo cansativo na hora de fazer álbuns, agora é só eu e ele, é quieto, e nós vamos lá e fazemos o que tem que fazer, ele realmente sabe acrescentar, é ótimo trabalhar com ele, fazemos as coisas rápidas, eu amo Jay, eu realmente amo, ele me ajudou a fazer esses álbuns sem me sentir pressionado, eu acho que trabalhar com ele me permite ter mais confiança no trabalho da banda, pois todos nós sentamos com ele para gravar nossas respectivas partes, e eles (o resto da banda) confiam que Jay tenha extraído o máximo de cada um de nós, às vezes pode até acontecer de alguém dizer “Não gostei do que vocês fizeram ai”, mas nós nunca, ou quase nunca tivemos esses problemas nos últimos álbuns.

 

RB: No ano passado, o Spreading The Disease comemorou 30 anos de lançamento, vocês além de lançarem uma edição especial incluíram no setlist algumas músicas que não eram tocadas a algum tempo como A.I.R. e Lone Justice. Vocês tocaram apenas algumas vezes Lone Justice nos últimos anos?

JB: Nós tocamos apenas nos shows em que somos headliners. Muita gente gosta dela, é uma ótima música sabe, ela não é uma canção para arenas, mas os vocais são incríveis. Há algo a mais nela.

 

RB: Há alguma chance desse álbum ser tocado na íntegra no futuro?

JB: Não sei, nós fizemos isso com o Among The Living, dá muito trabalho, é estranho tocar um álbum inteiro, você deixa de fazer outras canções que você normalmente faria. Nós fizemos alguns shows onde nós tocamos apenas o Among The Living e para mim foi estranho. Spreading The Disease seria interessante, precisaria de uma grande demanda para executarmos ele na íntegra, nós teríamos muito trabalho para reaprender todas as músicas e além disso teríamos que botar tudo o que estamos fazendo agora de lado, por isso eu acho que só o faríamos no caso de uma demanda gigante.

 

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