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Return To Roots: Max & Iggor Cavalera em show na Espanha

MAX & IGGOR CAVALERA RETURN TO ROOTS

Sala Razzmatazz, Barcelona/Espanha (08/11/2016)

 

Texto e fotos por Mauricio Melo

 

Nos orgulhece poder antecipar ao público brasileiro o que os fãs irão encontrar dentro de um mês, quando então os irmãos Cavalera estiverem tocando na íntegra o disco de maior projeção daquela que um dia foi sua banda de origem, o Sepultura e o disco em questão, o Roots. Ainda que este não seja o disco favorito de muitos fãs tanto no Brasil quanto aqui na Espanha.  Lembro claramente de quando o mesmo foi lançado que, tanto críticos especializados quanto críticos de botecos, chegaram finalmente a um acordo e opinaram que metade do disco era nosso Sepultura de sempre e outra metade era para os intelectuais estrangeiros. Aquela batucada, berimbau e tal foi interessante mas nem tanto, pelo menos para os milhares de brasileiros acostumados com o som dos típicos instrumentos.  Muito pelo contrario, na época teve gente (mais radical) torcendo o nariz para tal mistura.  Porém, para o gringo que nem sabia que capoeira existia, aquele som foi dominador e misturado com o Thrash Metal então nem se fala.  Para um povo sem jogo de cintura como o europeu,  aquilo foi o máximo.

 

Por falar neles, é impressionante como são exigentes. Pagam para ver e terem autoridade de sair resmungando pelos cantos e de lá mesmo, dos cantos (da sala Razzmatazz), encostados nos bares, havia muita gente reclamando, dizendo que não era o mesmo ver Max e Iggor tocando o álbum do que ver o Sepultura. Porra! é lógico que não é o mesmo e nem será mas já é algo levando em consideração que há uma década, tal encontro entre os irmãos seria inimaginável.   Já a grande maioria, concentrada na faixa central da pista deixou a felicidade tomar conta, bebeu, pulou, gritou, atendeu aos pedidos do Max para fazer mosh pit e isso ele sabe comandar como poucos. Destacando que, mesmo antes do show principal, durante todo o show de abertura do Crisix e no intervalo entre os mesmos, pequenas rodas de pogo foram abertas por pura diversão, curtição top.

 

O quarteto, com os mesmo integrantes do Cavalera Conspiracy, foi bem pontual. Nada mais pisar no palco e Max recebeu a ovação calorosa da sala Razzmatazz. Um rápido agradecimento e “Roots Blood Roots” deu o tom da festa. É neste momento que compreendemos a importância que o Sepultura teve no metal mundial principalmente no período entre Beneath the Ramains e o disco em questão. Sabíamos da importância mas não é o mesmo saber por revistas e vídeos do que vivenciar a experiência, ainda que a atual também não seja o Sepultura e principalmente a época dos acontecimentos mas como o próprio Max declarou, é o mais próximo que eles podem chegar de uma possível reunião até o momento.

 

Tocando um disco na integra é dispensável relatar a ordem do setlist mas sim podemos destacar o efeito que “Attitude” teve sobre o publico, foi insano ainda mais para nós fotógrafos por estarmos atrincheirados entre o publico e a banda na minúscula barricada da Razzmatazz o mesmo podemos dizer em “Cut-Throat”. Outra que merece menção especial é “Breed Apart” com muito mais peso que no disco. Igor continua um monstro na bateria, aquela pegada firme e inconfundível, suas baquetas por momentos parecem a Lucille que o personagem Negan utiliza para esmagar crâneos na mais famosa série sobre zumbis da televisão. Poderíamos também economizar comentários para Marc Rizzo mas o guitarrista é impecável como sempre, seus riffs, solos e postura no palco não dão espaços para criticas negativas. O baixista Chow, que apareceu caladão no CC há alguns anos, continua caladão mas leva as quatro cordas com firmeza e estilo.

 

Deram o álbum por encerrado com “Dictatorshit” mas tocaram o cover “Procreation (of the Wicked)” do Celtic Frost, que também figura no disco no bis e incluíram dois covers mais. Uma versão pra lá de punk-hardcore de “Polícia” (Titãs) que além de mais rápida do que a gravada na época,  foi tocada somente por Max e Iggor, sem a presença de Marc Rizzo e Johny Chow, uma versão crua, porradona e nervosa. De volta como quarteto ainda tocaram “Ace of Spades” e uma versão quase grindcore de Roots Blood Roots para finalizarem a noite.

 

Sinceramente, não podemos pedir mais a estas alturas do campeonato. É garantir o ingresso e correr para o abraço. Roots.

 

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