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Guns N' Roses: turnê "Not In This Lifetime" também passou pelo RJ

GUNS N’ ROSES

Estádio Engenhão, RJ/RJ (15/11/2016)

 

Texto por Marcelo Vieira e fotos por Katarina Benzova

 

Em janeiro de 2009, Axl Rose foi entrevistado pela Billboard. Foi a primeira entrevista concedida pelo líder do Guns N' Roses em nove anos. O fiasco do eternamente adiado Chinese Democracy, lançado dois meses antes, motivou a revista a perguntar sobre uma reunião do “velho Guns”. Rose deixou claro que isso jamais aconteceria: “Posso me ver tocando de novo com Izzy, talvez algo com Duff, mas só.” Quanto a Slash, “um de nós dois morrerá antes de uma reunião.” A vida nos ensina a nunca dizer nunca e, seja lá qual tenha sido a real motivação para o reencontro, tomemos por fator legitimador a satisfação das centenas de milhares de fãs por todo o planeta que estão comparecendo às apresentações, assegurando a rentabilidade da turnê batizada de Not in this Lifetime (Não nesta vida). Números são dispensáveis: o acontecimento já entrou para a história como um dos mais lucrativos da música.

 

Sem Izzy Stradlin, que no Twitter disse que deu pra trás por causa de grana (“Eles não queriam dividir os ganhos igualmente”) e Steven Adler (com a saúde debilitada pelos anos de excessos e sob o constante risco de uma recaída — ainda que este seja chamado ao palco de vez em quando para dar uma canja geralmente em Out ta Get Me ou My Michelle), completam a formação o tecladista Dizzy Reed, braço direito de Axl desde a pré-produção de Use Your Illusion, o guitarrista Richard Fortus, o baterista Frank Ferrer (carinhosamente ou não apelidado de Ed Motta pelos “gozadinhos” fãs brasileiros) e Melissa Reese, que cuida dos samplings e de um ou outro teclado adicional, além de quebrar um galho nos backing vocals.

 

Houve um tempo em que Axl referia-se a Slash como “um câncer que precisa ser removido.” Hoje em dia, o vocalista parece estar vivendo bem com a doença que, querendo ou não, divide os holofotes e olhares atentos do público. A magia do momento, de um Axl cantando como nunca e de um Slash tocando muito como sempre, contagiou os mais de 42 mil presentes no mesmo estádio que não recebia um show de rock de verdade desde a última passagem de Paul McCartney por solo carioca.

 

Do lado de fora já se via a miscelânea do público, que chegava em pelotões, a maioria saídos da estação de trem localizada logo em frente. Via-se do roqueiro mais comedido e casual àquele com tendências poser, usando legging e echarpe enquanto suava em bicas sob o sol escaldante do meio da tarde. Gente de todas as idades e todos os níveis de conhecimento acerca do universo gunner; pessoas que estavam lá por paixão pelo rock ou só pelo oba-oba, pelas selfies, pela ostentação. Por mais diversos que sejam os backgrounds, a música entra aí como fator homogeneizador: não há cor, credo, saldo e escolaridade quando as vozes se alinham para entoar o refrão de Sweet Child O' Mine; não há distinção de grupos no convite à selva onde a morte espreita; e, por aproximadamente três horas, os cariocas (ou não) que viam o show tanto de dentro do estádio quanto do viaduto 0800 do lado de fora (“visão parcial, mas som perfeito”, segundo um amigo) esqueceram-se todos os problemas, de toda a pindaíba e de todo o perrengue e perigo que seria a volta para casa em pleno feriado: afinal, estavam na cidade paradisíaca.

 

O repertório fez jus à trajetória de poucos álbuns salpicados em mais de trinta anos de atividades. Oito das doze canções de Appetite for Destruction foram executadas. GN'R Lies foi ignorado, dada a substituição de Patience por Don't Cry no bis (precedida de um trecho de Babe, I'm Gonna Leave You, do Led Zeppelin, que é no mesmo tom). Dos Illusion, tanto as que não tem como deixar de fora (Live and Let Die, November Rain, Knockin' on Heaven's Door e You Could Be Mine) quanto outras que permaneceram engavetadas por anos (Double Talkin' Jive, Coma, Civil War - OK, essa nem tanto - e Yesterdays, deixada de fora nos dois shows de São Paulo). Até The Spaghetti Incident? teve sua cota, com Attitude, clássico dos Misfits, que Duff já cantava ao vivo na turnê de Use Your Illusion. Teve ainda espaço para outro cover (The Seeker, do The Who) e, é claro, Slash tocando o tema d'O Poderoso Chefão, prática que perdura desde o princípio dos anos 1990 e marca presença inclusive em seus shows solo.

 

Depois do Rio, o Guns N' Roses seguiu para shows em Curitiba (17/11) e Brasília (20/11), onde encerrou o giro por terras brasileiras. A etapa sul-americana de Not in this Lifetime continua com shows na Colômbia (23/11), na Costa Rica (26/11) e encerra na Cidade do México (29/11). Então, após um merecido descanso, a banda volta para a estrada em janeiro.

 

Afinal, dinheiro nunca é demais.

 

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