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Black Sabbath: turnê de despedida “The End” passou pelo RJ

BLACK SABBATH

Praça da Apoteose, RJ/RJ (02/12/2016)

 

Texto por Marcelo Vieira e fotos por Ronaldo Borges

 

Um ciclo está prestes a se fechar. O céu nublou em respeito ao Black Sabbath. O cortejo fúnebre dos arquitetos da música pesada passou pelo Rio de Janeiro na última sexta-feira. A passarela do samba da cidade que leva a alcunha de túmulo do rock tornou-se a própria sucursal do inferno, tomada e ladeada por gente vestida de preto — enlutada, sim, mas também ansiosa e agraciada por poder dizer adeus aos pais da porra toda.

 

Verdade seja dita: Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler estão velhos de guerra. No último dia 3, Ozzy completou 68 anos, e não há cientista capaz de explicar o porquê. Sobrevivente recente de uma batalha contra o câncer, Iommi exibe em seu semblante o lado ruim da vida na estrada, sobretudo com a saúde fora dos cem por cento. Butler, com sua típica cara de oração sem sujeito, não nos permite saber se está tudo bem ou não.

 

Nos dois estandes de merchandising, localizados um em cada setor, camisetas que custavam 80 reais saíam aos montes, bem como cópias de The End, CD com oito faixas inéditas anunciado à exaustão nos telões laterais do palco. Mesmo custando 250 reais, o item, autografado e com venda exclusiva nos shows da turnê, esgotou como se não houvesse crise.

 

Agora... O que é isso na minha frente?  Vultos de preto apontando para mim. Será mesmo que eu fui o escolhido? Eu, apenas um em meio a tantos? Deve ter sido essa a sensação que cada um dos quase 40 mil presentes sentiu tomar conta à medida que o trítono, o som do diabo, da abertura da faixa que dá nome à banda, fez vibrar o chão e os alto falantes, dando início ao funeral.

 

Black Sabbath, Paranoid e Master of Reality, de onde advêm onze das treze canções executadas, são o heavy metal, como nós o conhecemos, na incubadora. A gênese da música do cão passa por esse triunvirato massivo e encorpado, distorcido e saturado, apaixonante e aterrorizante em igual proporção.

 

Em vias de ganhar edição "super-hiper-ultra-mega-master-blaster" deluxe, Paranoid foi o álbum com maior participação, tendo cinco de suas oito faixas tocadas, entre elas Rat Salad, que precedeu um interminável solo de bateria de Tommy Clufetos, e War Pigs, que fez brotar o “ooooo” mais emocionante da noite.

 

No telão, imagens que dialogam com as canções, como o frenesi de larvas em After Forever e um paredão simulando o R.E.M., fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vívidos, em Behind the Wall of Sleep. E não é um problema se Ozzy praticamente lê as letras no monitor posicionado à sua frente. Tampouco se “I can’t fuckin’ hear you” parece ser tudo o que ele tem a acrescentar. Se o metal é uma religião, o Sabbath é o alto clero, e Ozzy, o papa.

 

Rolaram ainda Snowblind, uma ode à substância que os manteve ligadões e inspiradões para gravar Vol. 4 e Dirty Women, de Technical Ecstasy, que, dadas as últimas circunstâncias às quais o casamento de Ozzy com Sharon Osbourne vem sendo entregue, nos permite um humor tanto inadequado quanto subliminar.

 

No bis, Paranoid nos dá o recado final: “curtam a vida”. Pode acreditar que curtiremos, Sabbath. Mais ainda por termos a sua música para embalar a festa.

 

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