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Joe Satriani: turnê do “Shockwave Supernova” passa por Curitiba

JOE SATRIANI

Net Live Curitiba, Curitiba/PR (09/12/2016)

 

Texto por Gustavo Maiato e fotos por Victória Heloise

 

Artistas que revolucionaram uma época existem vários. Se contarmos os que continuam na ativa e fazendo sucesso esse número cai consideravelmente. Porém, dá pra contar nos dedos os que continuam lançando ótimos discos mesmo com trinta anos de carreira e mais de quinze discos nas costas. Joe Satriani é um desses músicos que não deixam a peteca cair, sempre buscando novidades e aprimoramentos para seu som. O show que passou por Curitiba trouxe clássicos absolutos de sua carreira como “Crystal Planet” e “Satch Boogie”, mas também trouxe a nova safra criativa do guitarrista com cinco canções do mais recente trabalho Shockwave Supernova, facilmente seu melhor disco em quinze anos. Para formar o time de estrelas da banda, Satriani não fez por menos e convocou músicos do primeiro escalão do rock progressivo como o baterista Marco Minnermann (The Aristocrats), que deu sua própria interpretação em algumas músicas e fez um espetacular solo no meio da apresentação.

 

A música que dá nome ao disco foi a primeira da noite e pegou o público que encheu, mas não lotou o Live Curitiba ainda frio. A configuração apenas com lugares sentados não ajuda em nada um show de rock, que demanda uma intensa troca de energia com a plateia. Somente em pé que dá pra pular e vibrar de maneira espontânea e parecia que todos estavam se contendo em suas cadeiras. Em “Summer Song”, um fã não se conteve e saiu correndo pela casa, atraindo olhares pouco amistosos dos seguranças carrancudos. Voltando ao show, “Flying in a Blue Dream” é um clássico das antigas que arrepia na introdução onde Satriani sustenta uma nota aguda por vários segundos enquanto o baixo de Bryan Beller (também do The Aristocrats) pulsa firme no ritmo. O outro clássico “Ice 9” foi executado com um fundo de estalactites de gelo exibido no telão. Minnemann nitidamente modificou algumas levadas das músicas, incrementando com algumas viradas e pratos adicionais.

 

Satriani trocava de guitarra praticamente a cada música e para executar “On Peregrine Wings” ele optou por uma que estampava simpáticos ETs verdes. A música tem a levada de um legitimo baião nordestino e animou a plateia. Mike Keneally, que segurou as pontas na segunda guitarra e nos teclados, tocou junto com Satriani a melodia principal, fazendo uma bonita dobra. “Friends” veio precedida de um discurso agradecendo os músicos que já passaram em sua vida e em “If I Could Fly” a plateia acompanhou com palmas. Seria interessante que o telão atrás passasse mais closes na guitarra de Satriani, mostrando para o público os detalhes de sua técnica, mas normalmente se via apenas imagens relacionadas com as músicas.

 

Uma antiga crítica musical já versava sobre a incrível técnica de Satriani: “Ele apresenta ligados e two-hands de entortar nossos cérebros”. “Crazy Joey” mostrou que a crítica continua bem atual. A música tem bastante swing e foi uma das melhores da noite, mostrando os tradicionais ligados, onde uma palhetada rende muito mais do que uma nota. Outra que sempre dá as caras e emociona é a balada “Always With Me, Always With You”, com direito ao chocalho de Keneally na intro. O multi-instrumentista animava a plateia a todo tempo, pedindo palmas e gritos.

 

Foi uma noite com vários pontos altos. O solo de Minnemann foi de tirar o fôlego, mostrando que o baterista é sim um dos melhores do mundo e um dos mais criativos também. Uma coisa que não se vê todo dia é espaço para solos de teclado, mas Satriani resolveu dar esse espaço para Keneally mostrar tudo o que é capaz com um solo de timbres sombrios que arrancou aplausos. O medley com pequenos trechos de AC/DC, Jimi Hendrix e Deep Purple caiu bem e o blues “Big Bad Moon” foi a única em que Joe se arriscou nos microfones e também na gaita. Para o final, “Surfing With the Alien” botou a casa abaixo e ao fim da canção todo mundo foi para frente tentar pegar palhetas ou baquetas, tornando impossível o trabalho dos seguranças em conter os fãs.

 

Joe Satriani já ganhou vários discos de platina e de ouro e é comercialmente o mais bem sucedido guitarrista de rock instrumental do mundo com mais de 10 milhões de CDs vendidos. O show do disco Shockwave Supernova agradou muito apesar do formato sentado que o Dream Theater recentemente já tinha provado que não funciona. Satriani desfilou clássicos sem ter medo de mostrar o novo trabalho e foi recompensado com o apoio do público, que saiu satisfeito ao ver um artista que não se acomodou e continua surfando na crista da onda.

 

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