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Black Sabbath: apresentação histórica da turnê “The End” em Curitiba

BLACK SABBATH

Pedreira Paulo Leminski, Curitiba/PR (30/11/2016)

 

Texto e fotos por Victória Heloise

 

“Nenhum show vai superar isso’’. Era o que um fã dizia ao começar a aclamada música War Pigs. O Black Sabbath realizou uma performance à altura da sua grandeza e colocou todos os presentes na Pedreira Paulo Leminski para pular, gritar, chorar e cantar a plenos pulmões seus clássicos. Apesar do setlist pequeno – o guitarrista Tony Iommi se recupera de um câncer -, as músicas aqueceram a noite fria de Curitiba e o coração do Ozzy, que constantemente dizia “Eu amo todos vocês”.

 

A pontualidade funcionou. Às 20h a banda de abertura Rival Sons apareceu, mas ainda com a luz dia. Isso prejudicou um pouco a iluminação do show que não destacou, mas não enfraqueceu a performance. A banda de rock norte-americana que tem pegadas de soul e groove foi formada em 2009 e realizou sua primeira passagem em Curitiba. Pouco conhecida pelos presentes, o grupo se mostrou digno de uma banda de abertura. O show começou com o ótimo riff de guitarra da música Eletric Man, do álbum Great Western Valkyrie e já animou. Aqueles que conheciam cantavam fervorosamente a música e aqueles que não conheciam visivelmente gostaram do que ouviram. A banda seguiu com Secret, do mesmo álbum, que possui linhas vocais bem difíceis, mas o vocalista Jay Buchanan segurou perfeitamente as pontas. Ao fim da música, ele fez sua primeira interação com a plateia com um “Muito obrigado”!

 

Apesar disso, a banda não se relacionou muito com o público durante as músicas, se mostrando mais introspectiva, mas claramente envolvidos no grande momento para a banda. Seguiram com Pressure And Time, um dos seus principais singles. Muitas pessoas imediatamente comentaram ao ouvir as primeiras notas: “Isso é muito Led Zeppelin”! Depois, Open My Eyes, Fade Out e Torture mantiveram o público feliz e interessado, reagindo com aplausos aos riffs do guitarrista Scott Holiday, à performance do vocalista Jay com uma panderola e a boa sonoridade em geral. Entre as pausas, o vocalista elogiou o local do show: “Um lugar tão lindo”, e adicionou um comentário: “Parece que o King Kong vai sair das árvores”, que pôs o público na risada. Ele ainda agradeceu muito ao Black Sabbath pela oportunidade, e não poderia ser diferente, visto que nos vídeos das suas músicas no YouTube a grande maioria dos comentários são de pessoas que foram ver o Sabbath e receberam a surpresa de uma boa banda de abertura. Por fim, Keep On Swinging fechou o show em um bom astral, com muitos aplausos do público e muita satisfação da banda, especialmente do vocalista que se curvou diante da plateia.

 

Prontamente aquecidos, agora todos aguardavam com grande expectativa o Black Sabbath. O palco curiosamente foi equipado com aquecedores dos dois lados – afinal, a banda tem que ficar aquecida também! 21h e as luzes começaram a se apagar e todos os olhos se voltaram para o telão que começou a passar um vídeo mostrando lugares obscuros. Em um dos ambientes, um ovo começava a se chocar e nasce, ninguém mais ninguém menos, que o Demônio. A multidão vai à loucura e, no vídeo, o Demônio na sua raiva queima tudo. Eis que então aparece o nome Black Sabbath em chamas e a banda aparece começando com o clássico Black Sabbath. Algumas pessoas ficaram na dúvida se essa música seria uma boa escolha como a música de abertura, visto que começa bem lenta e só depois fica rápida, mas a atmosfera criada pelo vídeo justificou a escolha. Os sinos e o barulho de chuva no começo da música quase não foram escutados em meio a gritaria do público. Ozzy, ou o Príncipe das Trevas, só deixou o clima ainda mais sombrio com a sua performance única com direito a uma risada macabra e com as mãos estendidas para o público quase como se estivesse passando sua energia.

 

Quando a música fica mais rápida, a Pedreira sai do chão, pulando juntamente com Ozzy e todos ficam tomados pelos riffs de guitarra. No final da música, Ozzy faz o sinal da cruz e depois pergunta: “Como estão vocês”? Depois, pede para que todos fiquem enlouquecidos para Fairies Wear Boots. O imponente Tony Iommi começa a música com sua guitarra e o telão mostrava imagens da banda em meio a um filtro psicodélico. Apesar dos 67 anos, Ozzy segurou as notas e estava claramente animado. Seguindo com After Forever, a icônica frase “I can’t fucking hear you” foi dita pelo Madman que fez caras e bocas ao longo da música.

 

A banda se preparava para Into the Void e observava-se a grande cruz no sobretudo de Ozzy e na guitarra de Iommi. O headbanging do público acompanhava a melodia e, em seguida, Snowblind fez todos cantarem.  Ozzy introduz a banda e quando Tony é citado – “the one and only” - todos gritaram seu nome. O guitarrista ficou emocionado e colocou a mão no coração. Feita as introduções, War Pigs começou com um telão cheio de imagens de destruição. A interação de Ozzy rendeu muitos gritos e logo chega Behind The Wall Of Sleep que foi acompanhada por muitas palmas. O baixo de Geezer Butler fechou a música e emendou com o clássico N.I.B..

 

Seguindo o show, Ozzy tem seu merecido descanso e se despede por hora: “Deus abençoe vocês todos, vejo vocês em um minuto”, anunciando o solo de bateria da canção instrumental Rat Salad. A performance de Tommy Clufetos era de impressionar qualquer um, judiando da bateria. Quando podia, o público acompanhava as batidas com gritos de ”hey!” que ecoavam na Pedreira. A galera aplaudiu fervorosamente o seu esforço. Em seguida, um ponto alto da noite (o show em si foi um ponto alto): Iron Man, com direito a uma belíssima imagem da bunda do Ozzy. Ele sorria de contentamento por ter feito sua peripécia. Acalmado um pouco os ânimos, Dirty Woman talvez tenha vindo como uma escolha insuficiente para o setlist, que sentiu falta de um Sabbath Bloody Sabbath. Mesmo assim, o público estava no clima e balançou os braços na música. Logo depois, veio Children Of The Grave, com Ozzy notificando: “Se vocês ficarem bem loucos nós tocaremos mais uma música. Pulem todo mundo, deixe me ver suas mãos, eu não consigo escutá-los. ” Já no camarim, Ozzy puxou o coro: “Mais uma música, mais uma música”, instigando 24 mil vozes a gritar junto, fazendo a banda retornar para o palco para fechar com chave de ouro com Paranoid.

 

O público pedia mais uma música, mas infelizmente aquele show histórico havia chegado ao fim. A banda agradeceu, jogou palhetas e baquetas e se retirou. E o sentimento de todos era o mesmo: Nenhum show vai superar isso.

 

OBS.: Um adendo interessante que vale a pena escrever: o público na hora da saída cantou ‘’Vamo, vamo, Chapê’’ em uma linda e emocionante homenagem aos jogadores da Chapecoense, que morreram em um acidente de avião no dia 29 de novembro em Mendellín.

 

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