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King Diamond: entrevista exclusiva da ROCK BRIGADE com o vocalista

A ROCK BRIGADE fez uma entrevista exclusiva com o lendário vocalista King Diamond, que se apresenta na primeira edição do Liberation Festival em junho. No evento, que acontece no dia 25 de junho, no Espaço das Américas em São Paulo, banda executará na íntegra o clássico álbum Abigail (1987).

 

Maiores informações sobre o Liberation Festival estão disponíveis aqui.

 

Por Gustavo Maiato

 

ROCK BRIGADE: A ROCK BRIGADE conferiu os shows que você fez no ano passado e a produção do palco estava muito boa. Vocês vão trazer toda a mesma estrutura para o Brasil? Os fãs brasileiros estão ansiosos!

KING DIAMOND: Absolutamente. A produção inteira vai estar lá. É a primeira vez que nós temos a oportunidade de fazer isso no Brasil. Nós tivemos uma coisa boa aí em 1996 quando estávamos na turnê, mas não foi nada como isso. Esse é o melhor momento para ver o King Diamond. Nós vamos trazer tudo e eu posso garantir que os fãs não vão esquecer nunca.

 

RB: A turnê que passa pelo Brasil vai contar com o clássico álbum Abigail na íntegra. Você pode nos contar como surgiu a ideia desse show? O que podemos esperar?

KD: Nós começamos devagar, desde que eu tive o problema do coração muitas coisas mudaram, é claro. Eu não estou fumando mais, eu mudei minha voz e ela está melhor agora do que nunca esteve. Cantar todo o álbum Abigail é bem difícil, não é uma coisa fácil. Mas é mais fácil agora do que jamais foi. A minha voz se tornou muito mais forte. Eu como de maneira mais saudável, eu ando bastante, o que é bom para o coração de acordo com meu médico. Eu ando cinco vezes por semana. Eu me sinto melhor agora do que eu possa imaginar nos últimos vinte anos. Eu não fico cansado depois dos shows, eu me hidrato corretamente antes dos shows e durante os shows. É um sentimento diferente, a banda soa melhor do que nunca, eles não comentem erros. A equipe também é muito mais profissional do que jamais tivemos e isso tudo me faz sentir muito seguro no palco. Eu não me preocupo se pessoas vão cometer erros. É muito bom fazer a performance e ter esse bom momento com os fãs. Isso é uma boa diferença sobre como funcionava antes. Nós costumávamos viajar com 3 ou 4 pessoas na equipe e agora nós somos 20 pessoas viajando. E é tudo pelo melhor, nós começamos a tocar mais músicas do Abigail e de repente eu pensei, “é daí que eu vim”, por que não fazer a coisa toda? As músicas que estávamos tocando ao vivo estavam muito bem e nós já tocamos todas elas antes então nós sabíamos todas elas. Nessa tour nós estamos tocando todo o material antigo, vai ter alguma coisa do Fatal Portrait, Abigail naturalmente, Them, Conspiracy e The Eye e algum coisa do Melissa e do Don’t Break The Oath.

 

RB: Você foi convidado para participar do show dos 30 anos do Metallica. Você ainda mantém contato com os caras da banda? Podemos esperar algum tipo de contribuição entre vocês?

KD: Foi ótimo ter sido convidado para tocar no aniversário deles. Eu sempre os vejo tocando quando eles vêm. Acho que foi em junho que eles vieram. Mas a gente não se liga toda hora, não é esse tipo de amizade sabe. A gente se encontra eventualmente. Faz muito tempo desde que eles me ligaram do nada. Eles me ligaram do nada e disseram “Ei cara, olhe isso aqui”. Nós tivemos muitas experiências juntos e sempre foi ótimo. O Metallica é uma ótima banda, a maneira que eles tratam os fãs deles é ótima. Eles são seres humanos ótimos e músicos ótimos. A organização toda deles é inacreditável, é uma fábrica completa trabalhando com eles, é sempre um prazer encontrar eles e ver como eles estão.

 

RB: Durante os últimos anos existe alguma banda seja de metal ou não que tenha chamado a sua atenção?

KD: Eu não escuto música nova. Eu ainda fico com as coisas antigas, mas há algumas razões para isso. Eu tenho uma grande coleção, eu tenho álbuns de vinil e algumas coisas raras. Tenho uma caixa cheia deles e uma outra caixa em algum lugar. Tenho o primeiro vinil do Wishbone Ash de 1970. O Black Sabbath e Led Zeppelin antigos... Uriah Heep, o meu cantor favorito de todos os tempos é o David Byron. Eu sempre fui um grande fã de música, eu esperava depois que os shows acabavam mesmo que estivesse nevando ou chovendo, qualquer coisa, só para dizer um “oi” ou conseguir um autógrafo. Eu encontrei um autógrafo outro dia e provavelmente eu vou mostrar no nosso site ou no Facebook. Eu achei um autógrafo do Cream em um vinil, o primeiro que comprei deles em 1973. Outro que eu achei foi o do Thin Lizzy de 1975 de um show que fui em Copenhagen. Eu encontrei eles não no show, mas quatro dias depois. Eu estava vendo o Blue Öyster Cult e o Thin Lizzy tinha ficado na cidade para ver eles. Eu os encontrei em um bar, andei até eles e peguei um autógrafo. Quando você ia nesses shows em Copenhagen você ganhava uma folha de papel onde tinha a biografia da banda que você estava assistindo, e eu tinha um papel desses sobre o Blue Öyster Cult dizendo que era uma banda dos EUA e tal. Então eu arranquei um pedaço desse papel e de um lado ficou o autógrafo deles e do outro lado era a biografia do Blue Öyster Cult. Eu tenho muitas dessas coisas, por isso eu sei exatamente como os fãs se sentem, como é ter uma chance de conseguir um autógrafo. Nesse meio tempo eu consegui muitos desses álbuns em CD e eu tenho as primeiras versões. O Black Sabbath antigo quando apareceu em CD, o Uriah Heep também, eu tenho os originais deles e eles soavam incríveis. Eu comprei um som novo ano passado e eles nunca soaram tão bem antes. Agora toda minha coleção de CDs antigos soa melhor do que nunca, o Demons and Wizards do Uriah Heep eu falo “Meu deus!” Por isso eu ainda estou muito ligado nas coisas antigas, eu não escuto músicas novas.

 

RB: O último álbum do Mercyfull Fate foi o 9 ainda em 1999. Já o King Diamond lançou seu último disco em 2007, o Give Me Your Soul... Please. Você tem planos de gravar material novo com o King Diamond ou com o Mercyful Fate ou com ambas as bandas? É claro, se estiver tudo bem entre você e o pessoal do MercyfulFate.

KD: Sim, eu falei com o Hank ontem e nós conversamos muito. Sobre o King Diamond, não era pra gente tocar nenhum show esse ano porque nós vamos estar no estúdio trabalhando em muitas coisas. Vai ter um Blu Ray/DVD que vai sair esse ano que vai ter dois shows completos. Um show vai ser um de 2015, Na Abigail Tour nos EUA e o outro vai ser do último verão na Europa, provavelmente será o Graspop ou o Hellfest. Vão ter coisas muito boas que gravamos, acho que foram 7 câmeras na Europa e 9 câmeras nos shows dos EUA. Mas em ambas as turnês nós tivemos 9 câmeras extra da Go Pro. Então foram muitas câmeras! Nós mudamos as Go Pro a cada noite, uma hora lá em cima nos camarotes, outra hora na cadeira de rodas cenográfica, vão ter muitos ângulos especiais que serão incluídos no DVD. É nisso que estamos trabalhando agora e quando estiver finalizado, e isso vai acontecer ainda esse ano, nós vamos começar a escrever o novo álbum de estúdio do King Diamond. Eu tenho um estúdio novo na minha casa e eu posso gravar tudo menos as baterias. Eu tenho os microfones e tudo à prova de som, não tem vibrações, é tudo profissional. Os amplificadores vão ser para soar como à moda antiga. Eu não vou te dizer sobre o que será o álbum, mas eu tenho muitas ideias para o novo disco. Mas eu posso dizer que, como estamos tocando o Abigail do início ao fim, isso nos deu muito desse feeling de 1987. Eu até falei com o Andy, por que não gravar com os mesmos recursos da época? Usar os mesmos instrumentos de apoio, usar os mesmo equipamentos. Eu vou tratar meus vocais como eu fiz. Mesmo os que são vocais de apoio e não são vocais guia, todos são igualmente importantes e isso cria muita dinâmica na música. É a mesma coisa quando usamos as guitarras acústicas, todos os tipos diferentes de instrumentos. Não vai ser outro Abigail, mas vai ter muito do clima, da atmosfera do Abigail. O Andy até falou com o Roberto Falcao que foi o engenheiro de som do Fatal Portrait e também fez os teclados do Abigail. Ele também trabalhou no Them e no Conspiracy e o Andy fez todos os ajustes para os vocais nesses primeiros álbuns. Então nós definitivamente queremos ir em uma direção e agora que eu tenho meu próprio estúdio vai ser uma coisa ótima. Tudo vai ser feito certo, eu posso cantar de manhã se eu quiser. Depois que eu tive o problema no coração eu parei de fumar, me tornei mais saudável e ando 1.3 milhas por dia. Meu coração foi checado ano passado e estava bem forte. Eu como uma comida totalmente diferente agora, eu não fico cansado depois do show. Lá atrás em 1986, quando eu terminava de tocar eu ficava sem ar e não é o que acontece agora. Eu estou muito mais hidratado e em melhor forma. Os tempos são melhores, definitivamente.

 

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