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Lollapalooza 2017: um festival intenso e sensorial em São Paulo

LOLLAPALOOZA 2017
Autródomo de Interlagos, SP/SP (25 e 26/03/2017)


Texto por Luiz Mallet e fotos por Pati Patah


A estrela aqui já é conhecida: o Lollapalooza é um festival de música que acontece anualmente em várias partes do mundo e é composto por gêneros como rock alternativo, heavy metal, punk rock, indie rock, grunge e performances de comédia e danças, além de estandes de artesanato e também gastronomia. O festejo tem apresentado uma grande variedade de bandas e ajudou a expor e popularizar artistas importantes na indústria musical como um todo.


E em 2017, no Autódromo de Interlagos, não foi diferente. Grandes nomes da música internacional de várias frentes atenderam ao chamado e aportaram na Cidade da Garoa. Uma multidão de fãs (100 mil no sábado e 80 mil no domingo, de acordo com os números oficiais) rumou ao tempo automobilístico para assistir grandes apresentações. O festival sempre traz uma estrutura robusta e dessa vez não foi diferente: quatro palcos, uma tenda gigante de culinária, lojas de lembranças e regalos, lounges diferenciados e principalmente, uma cultura alternativa pairavam no ar da cidade de São Paulo.


O festival sempre divulga seus horários de forma antecipada e esse ano foi seguida a tradição. Essa divisão é mais do que importante para os presentes, pois os palcos são substancialmente longínquos um do outro e organização é necessária por parte do público para que não se perca nenhuma atração que interesse. Começando os trabalhos, o Dr. Pheabes subiu ao palco em meio ao sol escaldante de 12h do primeiro dia para o show de lançamento de seu segundo álbum, chamado Welcome To My House, no palco principal. Mesmo com um público bem reduzido, a banda brasileira não fez feio, mais uma vez mostrou seu recado e saiu com a certeza de entreter bem os presentes e abrir de forma digna o festival.


Algumas outras atrações interessantes do primeiro dia de festival foram Suricato e seu Rock com pitadas de folk que não desagradam os que têm ouvidos mais regulares para a música em geral, BaianaSystem com sua pegada de bass music e com participação incrível de B Negão (Planet Hemp) em boa parte do show, dando um toque agressivo na apresentação do conjunto e fazendo a pipoca perto do palco virar quase uma roda de pogo nos momentos mais intensos e Cage The Elephant trazendo um vigor interessante e jovial característico do indie rock novamente ao palco principal, já com a casa um pouco mais cheia.


Casa essa que em certo momento da noite ficou cheia em níveis que beiraram o insustentável, chegando a situações como impedir a entrada de transeuntes ao Chef’s Stage (pavilhão culinário) por lotação ou mesmo ao show do Vintage Culture, DJ brasileiro que se apresentava no Palco Perrys (dedicado à música eletrônica) por capacidade máxima. Fato que não deveria acontecer num espaço dedicado como o Autódromo de Interlagos, com capacidade suficiente para alocar e abranger quem quisesse ver qualquer show de preferência. Isso é certamente algo que deve ser revisto para as próximas edições, pois deixou alguns presentes frustrados.


Pontualmente às 18h35, o Rancid subiu ao palco para uma apresentação concisa e madura para uma banda de punk rock, também pudera: são mais de 25 anos de estrada e sobra experiência. Porém, o que sobra de experiência parece ter faltado em cuidado com o som de palco, pois infelizmente, o que saia dos auto-falantes não estava à altura (com perdão do trocadilho) da banda. Com um som um pouco embolado, abafado e baixo comprometeu a apresentação num ponto de vista de euforia. Porém, seus fãs souberam compensar essa falha e embalaram rodas enérgicas e muito vigorosas durante clássicos como Maxwell Murder, Dead Bodies e a fatal Time Bomb, num saldo geral, a primeira passagem do Rancid pelo Brasil fez valer a pena a espera.


Ao final do atmosférico e introspectivo show da excelente The XX no palco Onix (que inclusive era um dos mais belos e interessantes do festival, sendo montado em um anfiteatro natural em uma das curvas do Autódromo, criando um clima Woodstockiano hipster), o público voltou sua atenção para o palco principal novamente, pois era aguardado o Metallica. Mesmo após cansativas passagens pelo Brasil, a banda não decepcionou. Abrindo seu show com a já conhecida The Ecstasy Of Gold, do compositor renomado Ennio Morricone, o quarteto começou sua apresentação com a Hardwired, que faz parte de seu último trabalho, o bem quisto Hardwired...To Self-Destruct. O som da banda já fazia jus ao tamanho dela, pois soava pomposo e agressivo, do jeito que uma aparelhagem de uma banda do medalhão do Metallica deve soar. Clássicos não faltaram: hinos como The Unforgiven, From Whom The Bell Tolls, Harvester Of Sorrow e One fizeram os fãs da música pesada ecoar seus cânticos por toda São Paulo. Encerrando com a trinca Battery, Nothing Else Matters e Enter Sandman, o grupo deixa o palco principal ao mesmo tempo do duo americano The Chainsmokers (que também fez uma apresentação digna) para encerrar o primeiro dia de festival. Mas calma que no dia seguinte teve mais.


No Domingo, os trabalhos da galera mais rock n' roll começaram mais tarde. Lá pelas 14h30, quando o palco eletrônico já estava na sua terceira atração, o grupo Catfish And The Bottlemen subiu ao palco para trazer seu british rock sujo ao Lollapalooza São Paulo. E empolgou! Mesmo com o público ainda não comparecendo em peso, balançou os presentes ao som de músicas ótimas como a visceral e intensa Soundcheck e a acentuada e violenta Twice. Um ótimo começo que colocou a galera do som pesado em seu lugar e mostrou que tem gente nova no estilo que anda fazendo bonito. Mas ainda não era hora de descansar e pode ter demorado, mas chegou: horários de duas bandas interessantes bateram! O Rock Alternativo despojado, porém sublime do Jimmy Eat World e do intenso e profundo Silversun Pickups dividiram o público e fizeram com que os presentes ficassem em dúvida, mas para onde rumassem, estariam em boas mãos.


As falhas do dia anterior pareciam ter sido sanadas e tanto a locomoção como a entrada das áreas comuns estavam mais tranquilas, mas não podemos afirmar se isso se deve a uma organização que entendeu e atendeu os pontos críticos do dia anterior, mas também o público que era substancialmente menor. Porém, nada tira o mérito da casa de resolver os erros e as falhas em tempo e proporcionar a experiência que o cliente que pagou pelo ingresso espera: conforto e praticidade enquanto usufruir das estruturas do festival.


O Two Door Cinema Club, assim como o Cage The Elephant, traz um toque jovial característico e necessário por meio de uma releitura de estilos antigos interessante do rock alternativo hoje em dia e que parece estar dando certo, pelo menos por algum tempo. The Weeknd terminava sua apresentação impactante quando o clima já ia ficando apreensivo para o The Strokes. Explico: os shows da banda estão super escassos e desde que foi confirmada, houve uma euforia e ansiedade grandes para essa apresentação. O que se mostrou no palco é o que se esperava: Um show interessante, mas duvidoso em alguns aspectos. Apesar de um set bem escolhido e remetendo ao passado glorioso da banda que praticamente ajudou a reorganizar o rock n' roll mais visceral na grande mídia, a performance de Julian Casablanca com o público se mostrava meio vacilante, haja vista o que o vocalista balbuciava durante as músicas era qualquer coisa ininteligível e não agregava em nada ao espetáculo.


Na parte musical, foram incríveis! A banda mostra que ainda tem bastante lenha pra queimar e mostra sua técnica de forma desafiadora e perfeita. Músicas como Trying Your Luck e Reptilia evidenciam que os caras ainda sabem fazer o que se propõem de forma sublime e correta. Num show intenso, não faltaram músicas incríveis e interessantes como New York City Cops, 12:51, Soma e Someday. A primeira parte do show, é claro, foi encerrada com Last Nite, clássico inabalável do conjunto.


No entanto, uma pausa demasiadamente longa para a volta do bis fez com que muitas pessoas ou fossem embora, ou rumassem para o palco Axe, onde estava acontecendo a apresentação do interessante Flume. Após uma pausa que quase beirou o constrangedor, a banda volta para um bis com Heart In A Cage, 80s Comedown Machine e a incrível e explosiva Hard To Explain. Um jeito fabuloso de se encerrar um show, se não fosse a saída abrupta e inexplicável dos músicos sem falar nada novamente. Veja bem, este que vos fala já viu apresentações bem obtusas nestes anos de jornalista e não se incomoda (nem um pouco, e até entende que às vezes agrega) com pouca comunicação (ou nenhuma) da banda com o público, dependendo do som. Mas o The Strokes é uma banda que já atravessou a barreira do underground e é necessário, acredito, o mínimo de trato com quem aguardo até àquela hora da noite para ver o conjunto. Se não decepcionou, no mínimo causou estranhamento. Saldo final: o The Strokes ainda segura a barra, mas começa a mostrar alguns sinais de irregularidade.


A sabatina de andar até o trem, a volta do autódromo, os preços caros, o caminho entre os palcos e todo o calor desse solo brasileiro são esquecidos quando nos deparamos com festivais do cacife do Lollapalooza. Festival esse que se propõe a entregar uma experiência para seus fãs. E não digo só uma experiência musical (o que é super importante, afinal de contas, é um festival majoritariamente de música), mas também um ataque intenso e sensorial de pertencimento para onde quer que você olhe. Talvez eu entenda agora o que move todos esses fãs para essa sabatina anual. Talvez agora, eu compreenda que o Lollapalooza é um festival que existe e reina acima de qualquer coisa que ele apresenta. Os seguidores que estavam lá são para aquém de fãs das bandas que lá se apresentavam, mas também, fervorosos fiéis do Lollapalooza. E é totalmente compreensivo, afinal a gente também se sente um pouco parte dessa família. Que venha 2018.


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