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Sonata Arctica volta a Curitiba com turnê do novo álbum

SONATA ARCTICA

Hermes Bar, Curitiba/PR (10/05/2017)

 

Texto e fotos por Victória Heloise

 

O Sonata Arctica voltou para Curitiba pela quarta vez com a turnê do novo álbum The Ninth Hour, englobando músicas de outros cinco álbuns. A banda apresentou um setlist inconsistente, porém a simpatia e presença de palco do grupo não deixou a peteca cair.

 

A abertura ficou para a banda curitibana Ankhy que reúne influências de death metal melódico, power metal, metalcore, metal sinfônico e do metal progressivo. O grupo honrado pela oportunidade de abrir para uma das maiores bandas da Finlândia agradou o público com a sua sonoridade pesada. O cantor Matheus Motta se mostrou muito competente com seu vocal rasgado, sem apresentar falhas na sua performance. A banda como um todo mostra uma presença de palco boa, mas ainda um pouco tímida – um pequeno fato que pode ser aprimorado. A banda, ainda que embrionária, se mostra com um grande potencial para o sucesso. Ao fim da apresentação, o vocalista anuncia “temos um presente para vocês, um cover”. A plateia inicialmente chuta os sucessos Nova Era e Carry On, do Angra, e depois começa a zoar gritando “Chitãozinho & Xororó”, além da famigerada fala “toca Raul”. O grupo que também leva na brincadeira as zoeiras, mas enfim começa as primeiras notas de Carry On que coloca o público para pular. A banda fechou o show com um digno cover.

 

O público aguardava ansiosamente o grupo finlandês. A banda entrou com a introdução da música We Are What We Are e já começou o show com dois singles, Closer To An Animal e Life, ambas do novo álbum The Ninth Hour. Das cinco músicas que tocaram do álbum, essas duas sem dúvidas foram as que a plateia mais conhecia e cantava junto. Tony Kakko já mostrou sua postura como um frontman com uma presença de palco bem forte. Interagia intimamente com a plateia, trocando olhares e interpretando para os fãs. A terceira música, The Wolves Die Young, single do álbum anterior Pariah's Child, foi anunciada pelo tecladista Henrik Klingenberg e manteve o clima positivo. A seguir, In Black and White marca a presença do álbum Unia na apresentação. Tony então anuncia que era um momento de acalmar os ânimos. O vocalista se posiciona sentado nas caixas de som, extremamente perto do público, e começa a cantar Tallulah, uma das grandes baladas da banda. A expressividade comovia os fãs que estavam na grande, desesperadamente tentando alcançar o vocalista. A música não falha no setlist da banda, sendo cantada fortemente.

 

Retomando as músicas do novo álbum, Fairytale vem como uma música um tanto quanto desconhecida para o público, mas que funcionou bem ao vivo. Entretanto, ela ficou no meio de dois clássicos: Fullmoon vinha a seguir. Tony de novo se acomoda nas caixas de som até o momento que a música acelera, onde opta por subir, sem medo, nelas. Pedindo muita interação da plateia, os curitibanos não decepcionaram e sempre acompanharam com palmas e gritos. Tony ao longo do show fez longos discursos para a plateia, mas quem ficou na grade foi prejudicado pela péssima sonoridade que a casa de show escolhida tem, mal escutando o que o vocalista falava. Mesmo assim, os fãs ficavam muito satisfeitos com a interação de Kakko, do baixista Pasi Kauppinen e do guitarrista Elias Viljanen. O show seguiu com Among The Shooting Stars que também não era conhecida por muitos da plateia e deu uma esfriada no show. A banda se retira do palco e o público fica apenas com No More Silence. Tony retorna ao palco com outra blusa e o show engatilha Abandoned, Pleased, Brainwashed, Exploited, do álbum Winterheart's Guild que reanima a plateia. A banda também retoma a energia com a música e Kakko interage com os outros integrantes e com seus fãs.

 

A banda não soube manter um bom ritmo no show por causa da disposição do setlist. De novo intercalando com uma balada, chega a vez de We Are What We Are do novo álbum. A música que é uma crítica às atrocidades que os humanos fazem com o próprio mundo e inicia com o guitarrista Elias e o vocalista sentados, demonstrando a seriedade da canção. Mesmo quem não conhecia a música pegava facilmente o refrão e acompanhava a banda. O vocalista se ajoelhou quando entrou o solo de guitarra e começou a rezar, maximizando a importância da mensagem que o grupo quer passar. Ao final, Kakko se retira novamente e troca mais uma vez de figurino, retornando e conversando com os fãs.

 

The Power of One, precedido pelo solo do guitarrista, e Misplaced já notificam os sinais de que o show estava por acabar e que o melhor estava ainda por vir: I Have A Right e Don’t Say A Word. Ambas as músicas obtiveram muita aceitação do público, especialmente a última que rendeu muitos pulos e, inclusive, um sutiã rendado vermelho sendo jogado para a bateria do Tommy Portimo. O clima na última música cresceu e emendou com o fechamento clássico com Vodka, comum nos shows da banda finlandesa. Tony “dividiu” a plateia em três grupos para ver quem gritava “vodka” mais alto. A empolgação vinda das duas últimas músicas foi tanta que uma fã invadiu o palco e abraçou Tony Kakko, que não soube reagir ao ocorrido. Ele ficou olhando confuso para plateia, meio abraçado com a moça que chorava.

 

Os fãs saíram com um sentimento de que o show poderia ter sido melhor. As músicas do novo álbum não agradaram tanto, correspondendo com às críticas da época em que foi lançado como o álbum mais fraco da banda. Apesar disso, a presença de palco do Sonata Arctica segurou um show com músicas insuficientes. Felizmente para os fãs, a banda não tem medo de tocar clássicos e sempre fazer um setlist variado e saber aproveitar as melhores músicas, como Fullmoon que foi tocada nas quatro passagens da banda pela cidade.

 

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