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Sweden Rock Festival 2017 com Aerosmith, Scorpions e In Flames

SWEDEN ROCK FESTIVAL 2017

Solvesbörg, Súecia (07 a 10/06/2017)

 

Texto e fotos por Pati Patah

 

Depois de mais de 24 horas de viagem, com direito a atraso de vôo quase perdendo a conexão para Copenhagen e ainda atraso na viagem de trem para a cidade do Sweden Rock Festival, (viagem normalmente de quase 2 horas, levou mais de 4) cheguei em Solvesborg na véspera.

 

Fui diretamente ao parque para fazer o credenciamento e já começar o aquecimento do festival já preparada.

 

Na quarta feira ainda estão finalizando os últimos preparativos mas o parque já fica bem movimentado, as barracas de comida e bebida, souvenirs e produtos diversos já estão abertas. Os palcos Sweden Stage, 4Sound e Rockklassiker já estão em atividade.

 

Inaugurando o 4Sound Stage, Emma Varg, banda sueca vencedora da votação para entrar no lineup. No Sweden Stage, um tributo a Led Zeppelin que deixou bastante a desejar. Em seguida, subia ao 4Sound a banda de hard rock de Gothenburg, a nascente da maioria das grandes bandas suecas, Art Nation e ao palco Rockklassiker um dos nomes de destaque da nova geração do thrash metal, a banda finlandesa Lost Society. Duas apresentações bem competentes tanto na musicalidade quanto na presença de palco e capacidade de agitar o público que não é pequeno.

 

Apesar de grandes bandas internacionais de peso no festival, o número de bandas suecas e de outras partes da escandinávia é bastante considerável e o interessante é que o público dá grande valor a essas bandas vibrando e cantando junto.

 

A noite foi caindo e a temperatura também. Os palcos com um público surpreendente para o “warm up day”.

 

Uma das atrações que mais animou foi Black Ingvars, banda sueca de 1995 com 8 álbuns lançados e muito popular entre os suecos. Conhecida por tocar na versão rock hits da dance music dos anos 80, canções infantis e natalinas e coisas do tipo. E o público imenso que assistia entrou na dança.

 

Outra novidade para mim foi o trio sueco de 2001 Grand Magus, que atualmente é bem popular no país. Banda de metal tradicional com pitadas de doom metal, groove setentista e folk nórdico. O trio empolga! Segue a mesma linha de bandas suecas que tem o público junto na apresentação.

 

Da mesma forma, os canadenses da banda de metal\hard rock dos anos 70, Helix, comandam o público. Com mais de 10 álbuns, Helix é bastante popular entre os suecos. O álbum de 1984 “Long way to heaven” ficou em #1 na Suécia.

 

A chuva veio com o vento e o frio aumentou. Mas a noite continuou e os shows também. Enquanto rolava Myrkur no Rockklassiker Stage, projeto solo da multi-instrumentista dinamarquesa Amalie Bruun, no 4Sound Stage rolava Grave Digger. A chuva não desanimou os alemães e na sequência a Headliner da noite, no Sweden Stage, Black Star Riders.

Além do veterano da irlandesa Thin Lizzy, Scott Gorham (guitar), a banda conta com o vocalista\guitarrista Ricky Warwick (ex-Almighty) que também faz parte da Thin Lizzy, o guitarrista Damon Johnson (ex-Alice Cooper), o baterista Jimmy DeGrasso (ex-Suicidal Tendencies, Megadeth) e o baixista Robbie Crane (ex-Vince Neil, Ratt).

 

Desde 2012, a banda já lançou 3 álbuns e se mostrou capaz de desenvolver um trabalho novo. A musicalidade da banda segue bastante o estilo da Thin Lizzy, ótimo para os fãs da clássica pois Black Star Riders inclui os seus hits no setlist dos shows. E assim fechou a primeira noite do Sweden Rock Festival.

 

A animação era tanta que a vontade era ficar no parque até o dia seguinte, mas foi necessário ter algumas horas de descanso para a maratona que se iniciaria em breve, pois ainda estava virada no fuso horário.

 

E a quinta feira amanheceu com o céu mais azul e sol tentando brilhar. A expectativa era de um dia mais quente. E foi!

 

Logo ao meio dia já fui conferir umas das bandas que eu esperava, Phil Campbell and the Bastard Sons abrindo o Sweden Stage. No caminho, dei uma paradinha para checar o hard rock melódico da sueca Great King Rat que já agitava o Rock Stage. O tempo já estava apertado então corri para ver o guitarrista de Motorhead com sua banda que tem na bateria, no baixo e na segunda guitarra seus filhos Todd, Dane e Tyla e no vocal Neil Starr. Fazendo o perfeito rock and roll tradicional, Phil e sua competência discreta como quem quisesse que seus filhos e Neil se destacassem, não pôde evitar a atenção do público e dos fotógrafos. Na sequência, a primeira apresentação do palco principal, Festival Stage, foi a finlandesa Apocalyptica fazendo um show comemorativo com o setlist de músicas da banda Metallica tocadas por 4 cellos. O público já era imenso e a tendência era aumentar neste primeiro dia com a Headliner Aerosmith.

 

Ao mesmo tempo no 4Sound Stage acontecia a apresentação do black metal da sueca Nifelheim. Dei uma corridinha para conferir e a banda continua com o mesmo entusiasmo de alguns anos atrás. A expressividade dos integrantes contagia.

 

De lá segui para o Rock Stage para conferir o heavy metal épico da norte americana Iced Earth, e logo fui para o Festival Stage para o show da rainha do metal, Doro Pesch. Comemorando 30 anos do último álbum da banda Warlock, da qual fez parte, Doro trouxe ao Sweden Rock Festival a turnê de aniversário “Triumph and Agony - Doro Pesch’s Warlock”. O seu carisma e encanto perante o público dispensa comentários. Por onde passa Doro move o público com grande energia.

 

A caminho do Sweden Stage, dei uma paradinha no 4Sound onde rolava o thrash metal tradicional da suecaThe Haunted, banda de 1996 que tem no line up 3 ex-membros da conceituada At The Gates. The Haunted tem uma grande turnê programada para 2017.

 

Continuei então para o Sweden Stage para ver pela primeira vez o show da norte americana Coheed and Cambria. Banda de hard rock com um quê de progressivo e umas pitadas de pop e punk. Com influências de Led Zeppelin, Pink Floyd, The Police e Iron Maiden, além do vocal de Claudio Sanchez comparado a Geddy Lee (Rush), fez uma apresentação surpreendente e é tida como uma das grandes proeminentes bandas da atualidade. Ao mesmo tempo acontecia no Rock Stage a apresentação de Ian Hunter, vocalista da clássica Mott The Hopple, muito conhecida por gravar “All The Young Dudes” de David Bowie.

 

Mais uma norte americana logo subiria no Festival Stage, uma das grandes esperadas do festival, Alter Bridge. Miles Kennedy, também vocalista da banda solo de Slash, é acompanhado pelo adorado Mark Tremonti. Considerada uma das grandes bandas de hard rock contemporâneo, mistura elementos modernos ao hard rock dos anos 70. O quinto álbum da banda “The Last Hero” foi lançado no final de 2016.

 

A noite foi chegando imperceptível, já que no verão sueco o sol se põe em torno das 21h. Ainda tivemos Fates Warning, que havia se apresentado em uma edição anterior no palco principal, desta vez realocada para o 4Sound Stage. Muitas bandas suecas como Skeleton Birth, Dead Sleep, Leading Light, Nocean e outras estavam agitando os palcos menores. O início da noite seguia ao som de Wintersun, Primus e Steel Panther, que é bem popular na Suécia, onde o hair metal ainda vive. Conhecida pelas paródias e pelas piadas, Steel Panther mantém seu estilo divertido no palco interagindo com o público sem medir palavras que às vezes são um pouco exageradas.

 

Em seguida, a hora da Headliner da noite, Aerosmith e sua turnê de despedida. Aerosmith se tornou uma das grandes bandas nos EUA já na década de 70 e finalmente conquistou a Europa nos anos 80, onde chegou a vender milhões de cópias de seus álbuns "Permanent vacation" (1987), "Pump" (1989) e "Get a grip" (1993). O público era imenso. Entretanto, foi uma apresentação fria, comparada a anteriores que pude acompanhar. O setlist foi tocado como manda o figurino mas a interação com o público foi praticamente nula. Nem mesmo um “tchauzinho” no final, apenas um disparo pobre de papel picado com um pouco de fumaça no final e uma imagem no telão agradecendo o público.

 

Diferentemente foi a apresentação de Ed Guy logo após. Cheio de simpatia e super carismático, Tobias Sammet, também da Avantasia, subiu ao palco em meio a disparo de fogos. Comemorando os 25 anos da banda incluiu no setlist os grandes sucessos.

 

Depois de algumas horas de descanso, felizmente com a temperatura bastante agradável, sol e céu azul, chega a sexta feira.

 

Neste dia começa um misto de emoções: aquela sensação ruim de que metade do festival já passou contra a empolgação por começar mais um dia repleto de música com um lineup de arrepiar. Começando o dia com a sueca The Unguided, a alemã Primal Fear, a britânica Wishbone Ash, a holandesa Picture e a também sueca Mustasch, corri ao Rock Stage para o show da norte americana Kix. Uma das mais influentes bandas do hair metal\glam rock bands dos anos 80, Kix teve sua ação sobre bandas como Poison, além de inspirar o estilo vocal de Halestorm que é uma das grandes bandas da atualidade. Super performático, Steve Whiteman subiu ao palco com seu terno vermelho e óculos com cifrão estampado nas lentes. Não economizou energia para movimentar o público que assistia a estréia da banda no Sweden Rock. Ao mesmo tempo rolava King’s X no Sweden Stage.

 

Segui para o 4Sound Stage onde pela primeira vez presenciei o show da norte americana\australiana de 2013 The Dead Daisies que já teve no lineup integrantes de Rolling Stones, Black Sabbath, Guns and Roses entre outras e dividiu palcos com Def Leppard, Kiss, Aerosmith, ZZ Top. Hard Rock de primeira, a banda tem como líder o guitarrista Davis Lowy e conta também com o ex-vocalista do Motley Crue, John Corabi e o ex-guitarrista de Whitesnake, Doug Aldrich na formação atual. Levantou o público de uma tal forma que cheguei a pensar porque a banda se apresentava no 4Sound Stage, palco pequeno, ao invés de Sweden Stage ou Rock Stage. Com competência até para o palco principal, Festival Stage. The Dead Daisies se apresenta no Brasil em breve. Tentei correr para o Festival Stage onde exatamente no mesmo horário rolava o show de Gotthard, mas cheguei tarde para fotos. O público também era imenso. Mas na minha opinião, Gotthard perdeu muito com o falecimento de Steve Lee (RIP).

 

Logo começaria no Rock Stage o show da norte americana de 1993 Clutch, uma das esperadas do festival, então corri para lá. Banda bastante autêntica sem seguir padrões ou rótulos, mistura elementos do rock alternativo, groove, hard rock, sem poder deixar de falar do vocal marcante de Neil Fallon que vez ou outra lançava sorrisos ao público. Diferentemente de outros anos, que havia um gap de 10 ou 15 minutos entre uma banda e outra mesmo que em palcos diferentes, este ano os horários coincidiam, fazendo com que fosse necessário optar. E mais uma vez no mesmo horário acontecia o show da norte americana Metal Church no Sweden Stage.

 

Os próximos shows seriam Little Steven and the Disciples of Soul e Lucifer’s Friend, no mesmo horário, mas optei por Little Steven, no Festival Stage. Steven Van Zandt, conhecido por ser guitarrista de Bruce Springsteen, e também ator representando “Sil” na série vencedora de vários prêmios “The Sopranos”. Na ativa desde o início dos anos 80, teve seu último disco solo lançado em 1999, mas seu mais novo trabalho está a caminho. E ele tem o seu encanto dominando a guitarra com um time de talentos nos metais e com direito a 3 backing vocals femininas. Mais uma vez, ao mesmo tempo, ia começar o show das norte americanas Ratt no Rock Stage e Ministry no Sweden Stage. Optei pelo glam rock. Ratt esteve no Brasil recentemente em uma edição do festival Monsters of Rock, e repetiu a belíssima apresentação naquele início de noite.

 

Aproveitando a janela até a Headliner do dia, Scorpions, descansei um pouco e logo segui para o Festival Stage. Assim como Aerosmith, Headliner da noite anterior, Scorpions já anunciara o encerramento de carreira, mas continua em turnê. Desde o afastamento de James Kottak da bateria, quem assumiu foi Mikkey Dee, integrante da lendária Motorhead até o falecimento de Lemmy Kilmister (r.i.p.). Apesar de Dee ter dado um “up” na banda, parece que os outros membros estão um pouco cansados. Observando Rudolf Schenker, o mais ativo em palco com suas acrobacias, se mostrou um pouco parado nas primeiras músicas. Depois deu uma animadinha. Ainda assim o show é uma excelência com uma produção impecável de palco com uma bela iluminação, telões de led e imagens em movimento alternando com a transmissão real time de todos no palco, bem como do público. No final não podiam faltar os fogos e o disparo de fumaça.

 

Já pensando na programação do sábado, o último dia do festival, não dá vontade de dormir e sim aproveitar cada segundo pois logo logo iria deixar saudade. Mas foi preciso algumas horas de sono para colocar a sola pra queimar no dia seguinte.

 

A temperatura definitivamente subiu, o céu desde cedo azul e o sol já raiando.

 

Foi a vez de conferir a banda da britânica Thunder que abriu as apresentações do último dia no Festival Stage. Apesar de relativamente nova, banda de 1990 que resgatou o hard rock bluseado de Led Zeppelin, Bad Company e outras bandas do estilo.

 

Muitas bandas suecas tocando ao mesmo tempo. Fui conhecer Corroded no 4Sound Stage e no meio do caminho parei no Rocklassiker Stage. O som que vinha de dentro da tenda me atraiu, e era Motvind. Banda de hard rock dos anos 70 com 6 albuns lançados até 1983. Deu uma parada em 1984 se apresentando esporadicamente e estreou no Sweden Rock este ano. Continuei a caminhada e digo que cheguei para um dos shows que mais gostei na edição deste ano. Corroded. Banda sueca de hard rock\metal com bastante influência de Black Sabbath e Machine Head. Ganhou os suecos em torno de 2009 e já tem 4 álbuns lançados. Passei pelo Rock Stage onde rolava Candlemass e depois passei pelo Sweden Stage checar Sator. Neste momento, em praticamente todos os palcos rolavam apresentações de bandas suecas, e em todos os palcos um público consideravelmente grande. Isso me chamou bastante a atenção já que no Brasil as bandas nacionais sempre reclamam que em festivais o brasileiros acabam indo nos horários das bandas gringas e não prestigiam os seus conterrâneos. Realmente na Suécia é bastante diferente. Dá-se muito valor às bandas nacionais.

 

Voltei para o palco principal onde começaria Sweden Rock Orchestra Symphony. Projeto especial desta edição, reunindo mais de 40 músicos na orquestra e 6 vocalistas convidados: Dan McCafferty (ex-Nazareth), Tarja Turunen (Tarja, ex-Nightwish), Joacim Cans (Hammerfall), John Lawton (ex-Uriah Heep), Peter Tägtgren (Pain, Hypocrisy), Joe Lynn Turner (ex-Rainbow, Yngwie Malmsteen). Sob o comando do maestro Ulf Wandenbrandt e a banda sueca de hard\prog\metal Freak Kitchen acompanhando a orquestra. Foi bem lindo. Cada vocalista convidado apresentou duas músicas e no final, todos juntos se uniram no palco. Foi para mim emocionante fotografar Dan McCafferty que recentemente se afastou da banda Nazareth. Durante todo o tempo permaneceu sentado em frente ao microfone e mostrou alguma dificuldade em cantar. Foi um privilégio vê-lo no palco novamente.

 

De lá corri ao Sweden Stage para o show dos italianos da Rhapsody. Eles tem o controle do palco e agitam o público. Com shows acontecendo exatamente no mesmo horário acabei optando por Rival Sons, Saxon e Carcass a seguir até a hora da Headliner tão esperada, a sueca In Flames. Foi inesperada a ascenção de In Flames desde sua formação nos anos 80. Hoje fecham Arenas, tocam nos principais festivais e já tem cerca de 11 albuns lançados. São muito, muito populares na Suécia. Não foi por menos, a apresentação no Festival Stage foi perfeita. Parecia que todo o público do festival estava assistindo. A mesma coisa aconteceu no ano passado, com a sueca Sabaton fazendo o show de encerramento. A energia entre a banda e o público é uma coisa bonita de ver. Chega a arrepiar. Entre as músicas, o vocalista Anders Fridén, ex-Dark Tranquility, que está na banda desde 1995, vinha até a ponta do catwalk e ficava um tempo conversando com o público em sueco. Muito ovacionado, Anders parecia se emocionar ao falar. E seguia com o setlist.

 

Acredito ter sido a melhor escolha de banda para o encerramento do Sweden Rock, que este ano contou com 80 bandas distribuídas nos 5 palcos se apresentando para um público geral de cerca de 33 mil visitantes\dia, sendo que 90% do público é da Suécia.

 

O Sweden Rock Festival 2018 já tem data marcada, de 06 a 09 de junho, mas ainda nenhuma banda foi anunciada. Acompanhe a Rock Brigade pelo site www.rockbrigade.com.br e pelo facebook e saiba mais sobre a novidades deste grande festival.

 

Veja fotos panorâmicas do festival:

 

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