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Tropical Rock Fest: Krisiun e Ratos de Porão na 2ª edição do evento

TROPICAL ROCK FEST II

Tropical Butantã, SP/SP (02/06/2017)

 

Texto por Gil Oliveira e fotos por Pri Secco

 

Na sexta-feira, dia 02 de Junho de 2017, o Tropical Butantã recebeu a segunda edição do festival Tropical Rock Fest, que contou com a participação do Krisiun, Ratos de Porão e Paura.

 

Havia a informação que o festival teria a participação e abertura do Chaoslace, banda oriunda do ABC paulista que supostamente venceu uma seletiva para a abertura, o que não ocorreu e aproximadamente às 22:30min tivemos o início com os também veteranos do Paura.

 

O Paura é uma banda bastante conhecida no underground paulistano, não só pelo competente Hardcore praticado em suas duas décadas de existência, mas também pelo flerte com o Metal, o que proporciona a banda participar de variados tipos de festivais e a tocar com bandas que vão desde o Metal Extremo ao Hardcore californiano. Divulgando o recente trabalho Tameless, a banda esbanjou energia e peso que aos poucos foi animando aos que chegavam à casa depois de um dia “bravo” de expediente. Sem dúvida a banda chega à maturidade musical com arranjos que preenchem os riffs influenciados pelo thrash dos anos 90 e quebram a barreira do Crossover priorizando as passagens densas e cadenciadas. Os vocais e a movimentação de Fabio Prandini além da precisão do novo batera João Limeira foram os destaques da apresentação.

 

Perto da meia noite o Ratos de Porão entra no palco pra mais uma apresentação épica, em especial, homenageando os discos mais antigos da carreira do grupo. No ano passado a banda homenageou os 25 anos de lançamento do disco Anarkophobia, sendo este executado na íntegra. Pra esse show especialmente, a banda homenageou o que na minha humilde opinião é o melhor disco ao vivo do estilo já gravado, o RDP ao VIVO.

 

Começaram às homenagens bem “pesado e agressivo” com “Tatoo Maniax”, a primeira faixa do disco de 1987 “Cada dia mais sujo e agressivo”, seguida das outras três músicas do mesmo disco e em ordem, “Plano Furado”, “Ignorância” e “Crise Geral”. A cada pausa a nostalgia aumentava e João Gordo não perdia a oportunidade de “alfinetar” os “bangers radicais” presentes proferindo os dizeres: “Como rockeiros satanistas apoiam crentes radicais?”, “Quem apoia crente radical é Bolsomito!”.

 

É anunciada a próxima homenagem e os fãs de longa data tomaram suas devidas posições, uma enorme “roda” foi aberta; começou assim a homenagem ao disco RDP ao VIVO de 1992, tocando na mesma ordem: “Morrer”, “Mad Society”, “Crianças sem Futuro”, “Ascenção e Queda”, “Beber até Morrer” (nesse momento muitos se lembraram da brincadeira que o João fez no disco: “Vocês não acham que estou lindo de cabelos vermelhos?”) e “Máquina Militar”.

 

Chegou a hora de tocar algo mais recente e do ultimo trabalho “Século Sinistro”, a música “Sangue e Bunda”, no instante seguinte viajaram de volta a 1997, do disco “Carniceria Tropical” tocaram “Banha” e “Arranca Toco”.

 

Subsequente uma música do primeiro disco do Juninho (baixo) na banda, do Split “Looking for Answer”, “Exército de Zumbis”, seguida das músicas “Expresso da Escravidão” (“Homem Inimigo do Homem” – 2006) e “Engrenagem” (“Onisciente Coletivo” – 2003).

 

João Gordo continuou com as provocações, o que deu um toque extremamente cômico e irreverente à apresentação, quando anunciou a volta para o disco “Cada dia mais sujo e agressivo” emendaram “Pensamentos de Trincheira”, “Peste Sexual” e “Sentir ódio e nada mais”, a última cantada em uníssono.

 

Fecharam a segunda parte desse espetáculo, com talvez a música mais conhecida da banda, (talvez por causa de uma versão que o Sepultura fez no Split “Refuse Resist”) “Crucificados pelo Sistema” de 1984.

 

Os veteranos demonstraram um “certo” cansaço a essa altura da apresentação, porém ainda havia tempo para tocar o que a própria banda considera como “hits” e na versão do disco ao VIVO, finalizaram a celebração com “AIDS, Pop e Repressão” e “Igreja Universal”.

 

Em seguida, os gaúchos naturalizados paulistanos (ou de qualquer lugar parafraseando os Titãs) como se autodenominam, e com os dizeres: “São Paulo, o Krisiun está aqui!”, começaram a derradeira, e mais esperada apresentação da noite.

 

Mantendo a mesma proposta do festival, abriram o show com a que é considerada seu primeiro hit, “Kings of Killing” do disco “Apocalyptic Revelation” de 1998, muito difundida na época pelo “cdzinho” da revista Planet Metal. Em seguida foi a vez de “Ravanger” do disco “Conquerors of Armageddon” de 1999.

 

O Krisiun conquistou seu espaço com muita luta no underground sendo considerada a banda que mais se manteve fiel não só aos seus ideais como aos seus fãs, não decepcionando jamais. O respeito ao público fica não só evidente como em primeiro lugar, e a cada música, Alex Camargo (baixo e voz) faz questão de apontar entre o público seus amigos e os apoiadores da cena. Foi a vez de tocar algo mais recente, “Blood of Lies” do disco “The Great Execution” de 2011, depois de "Blood Of Lions".

 

Alex chama atenção pra próxima música, e voltam às raízes com “Aborticide (into the Crypts of Holiness)” me deixando com uma grande vontade de ouvir ao vivo “March of the Black Hordes”, a música instrumental seguinte no disco “Apocalyptic Revelation”, mas ficamos na vontade, porém fica a sugestão; a seguinte foi o que considero o grande hino da banda, “Combustion Inferno” do disco “Southern Storm” de 2008.

 

Sem muita “firula” retornaram ao primeiro disco da banda, o cultuado “Black Force Domain” de 1995 com a música “Hunter of Souls”. Com essa “dobradinha” não poderia faltar à participação de João Gordo, amigo de longa data; apoteoticamente pra delírio geral “Extinção em Massa” do disco “Great Execution” foi tocada, e seguida por “Descending Abomination” do mesmo disco.

 

Uma breve pausa e Max Kolesne mostra o motivo de ser considerado o mais veloz baterista brasileiro do estilo num curto e competente solo de bateria, seguido de um dos clássicos do rock n’ roll e influência assumida, “Ace of Spades” do “Motörhead”.

 

Entrando na reta final da apresentação, tocaram a música do álbum homônimo “Conquerors of Armageddon” de 2000, seguida de “Hatred Inherit” na mesma ordem da gravação.

 

Para fechar não apenas uma apresentação, mas essa verdadeira celebração não só ao som pesado, mas ao underground brasileiro, a faixa título do primeiro disco “Black Force Domain” foi executada deixando os presentes satisfeitos e extasiados, porém com muitas dúvidas de como ir embora, pois chegávamos perto das 3 da manhã.

 

O mês não poderia começar melhor, já que na semana passada o Sepultura se apresentou na cidade lotando a casa em questão, e agora essa “dobradinha” mostra aos fãs e à sociedade em geral que o underground não definha, pelo contrário, está mais vivo e ativo que nunca.

 

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