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Som Nosso de Cada Dia fez show no SESC Belenzinho em SP

SOM NOSSO DE CADA DIA

SESC Belenzinho, SP/SP (15/07/2017)

 

Texto por Patrícia Carvalho e fotos por Bolivia & Cátia Rock e Patrícia Carvalho

 

O show do Som Nosso de Cada Dia expressou, sem sombra de dúvidas, uma experiência sinestésica, onde a música conseguiu transcender os limites do corpo e se encontrar com nossa mais íntima essência. Seria um “Sinal da Paranoia”? Difícil explicar, mas foi com esta música que a banda de rock progressivo abriu o grande espetáculo, arrepiando a todos na plateia. Na sequência a banda mandou “Bicho do Mato”, a faixa mais rock n’ roll do disco e a música que melhor representa o ânimo caótico das metrópoles e o sentimento, antagônico por excelência, de liberdade. Na sequência, a perturbadora “Som Nosso de Cada Dia” nos desassossega ao cantar em plenos pulmões: “Eu quero botar para fora minha dor poluída pelo século do desespero”; refrão este que representa a necessidade genuína que muitos têm de se expressar. “Snegs de Biufrais” encerra o Lado A do show, com a mesma suavidade melódica que a letra se propõe expressar.

 

O Labo B apresenta “Massavilha”, inconfundível pelos teclados psicodélicos e por sempre nos surpreender quando a lisergia psicodélica se torna uma melodia dançante, que nos cativa e emociona. Na sequência Pedro Baldanza nos presenteia com sua performance no violão e cantando em espanhol a admirável “Direccion de Aquarius”. Para encerrar o Labo B a banda desconstrói todas as cadências sonoras com “A Outra Face”, que se inicia como um devaneio sonoro e abruptamente se torna um delírio, até alcançar a letra, com toda sua intensidade característica.

 

Além do anfitrião Pedro Baldanza no baixo e vocal, encontrava-se no palco o baterista Cláudio Tchernev (Mutantes) que por entre tempos aleatórios, que muito nos lembra uma sonoridade tribal, nos arrebatou a cada compasso; o virtuoso tecladista Fernando Cardoso (Violeta de Outono), nos fascinando com a miríade de notas de seus solos e presença constante de suas teclas; o percussionista Pedro Calasso, que enalteceu a brasilidade do Som Nosso com sua percussão e também nos presenteou com seu vocal expressivo; o guitarrista Marcello Schevano (atual Carro Bomba, Casa das Máquinas e Golpe de Estado) que, como o próprio Pedro Baldanza fez questão de mencionar, foi um dos responsáveis pela realização desta grande celebração, além de nos arrepiar ao improvisar juntamente com o ilustre violinista convidado Cássio Poletto, nos despertando sensações surrealistas, das mais fantásticas.

 

Após os eufóricos aplausos da plateia a banda volta ao palco para tocar novamente “Bicho do Mato”, com participação nos vocais do grandioso César de Mercês (O Terço).

 

O espetáculo foi catártico, uma experiência da liberdade capaz de exaltar os ânimos. É um privilégio que mesmo em tempos de deriva possamos ter momentos que iluminam, e assistir – e sentir, em todas as suas dimensões, corporais e imagéticas – o show do Som Nosso de Cada Dia é, com absoluta certeza, um destes momentos de iluminação profana.

 

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