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The Cult e Alter Bridge unem forças e presenteiam fãs em Curitiba

 

THE CULT + ALTER BRIDGE

Live Curitiba, Curitiba/PR (19/09/2017)

 

Texto e fotos por Victória Heloise

 

A noite levemente fria em Curitiba não espantou os fãs de rock que se dirigiram até o Live Curitiba para presenciar duas grandes bandas. Apesar do dia 19 cair numa terça-feira, a casa ficou lotada de pessoas das mais variadas idades, uma mistura de gerações com um único desejo: assistir shows de qualidade.

 

A abertura de luxo ficou com a banda estadunidense Alter Bridge, que marcava sua primeira passagem no Brasil. Eles também se apresentaram no Allianz Parque, em São Paulo, e no Rock In Rio, no Palco Mundo. Uma grande honra para a banda e um maravilhoso presente para os fãs. Formada a partir do "falecido" Creed, Mark Tremonti (guitarrista), Brian Marshall (baixista) e Scott Phillips (baterista) começaram o novo projeto com o vocalista - e também guitarrista - Myles Kennedy, resultando num sucesso de crítica nas terras brasileiras.

 

Abrindo com as velozes Come To Life e Addicted To Pain, a banda foi recebida pelo público com gritos de “Alter Brigde, Alter Brigde!”. Quem clamava o nome da banda eram, majoritariamente, jovens que, inclusive, estavam mais concentrados na grade. Seguindo com a melódica Ghost Of Days Gone By, o público acompanhou com muita cantoria e palmas - feeling total do início ao fim. A banda teve uma escolha muito feliz no setlist que englobou músicas de todos os álbuns, apesar da turnê ser do último lançamento, The Last Hero. Nada mais justo para os fãs: os primeiros shows para os brasileiros pediam sucessos antigos.

 

É fato que, apesar do público superanimado, a banda começou um pouco fria. A primeira interação, um saudoso “obrigado”, só viria no começo da quarta música, Cry Of Achilles. O “problema” até tem uma explicação plausível: será que eles já viram um público do Alter Bridge tão animado quanto o do Brasil? Não sabemos, mas a banda foi esquentando e o show foi ficando cada vez melhor. A interação foi crescendo e um sortudo da plateia ganhou do Mark Tremonti uma baqueta no meio do show! Já a banda ganhou mais um mimo: uma bandeira do Brasil cheia de autógrafos que foi colocada nas caixas de som ao lado de outra bandeira do Brasil que tinha escrito "Alter Bridge".

 

O espetáculo teve muitos momentos memoráveis como Mark assumindo os vocais em Waters Rising - que voz incrível -, Myles deixando a sua guitarra de lado em Metalingus e, o que talvez tenha sido o momento mais bonito da noite: Myles, um violão e um público extremamente envolvido em Watch Over You. O vocalista não conteve a emoção ao ver os fãs cantando a plenos pulmões a balada e disse que teve três tipos de arrepios diferentes. Sim, talvez somos o melhor público.

 

O Alter Bridge veio provar sua competência e se mostrou uma banda com muito potencial. Depois de 5 álbuns - One Day Remains (2004), Blackbird (2007), AB III (2010), Fortress (2013) e The Last Hero (2016) -, a banda certamente tem bagagem, pique e público para ser um headline e não um convidado.

 

Devidamente aquecidos, agora o público se preparava para o clássico The Cult. O Hard Rock dos anos 80 trouxe um público de outra geração, que esperava ansiosamente pelo espetáculo. Começando com Wild Flower e seguindo com Rain, a banda inglesa já animou e mostrou porque ainda está na ativa. A plateia foi a loucura e começou a cantar junto os sucessos.

 

O vocalista Ian Astbury mostrou logo de cara sua postura rabugenta ao jogar o pedestal do microfone no chão. Sabiamente, sempre havia alguém estrategicamente posicionado ao lado da bateria para ajustar o objeto que, ao longo do show, foi ao chão diversas vezes. A atitude era meio espantosa visto que constantemente Ian jogava qualquer coisa visível ao chão - jogava toalha e garrafa d’água para as coxias. Quem mais sofreu, no entanto, foram os pandeiros usados na maioria das canções. Ian os jogava no chão, tentando insistentemente fazê-los rodar e passar debaixo da suas pernas ou fazia embaixadinha. Dois pandeiros, após tamanha judiação, foram parar na mão de dois fãs sortudos. Loucuras à parte, Ian tem uma energia inexplicável e manteve sua qualidade vocal do início ao fim.

 

Em seguida, Dark Energy marcou a primeira presença do último álbum Hidden City (2016). A plateia acompanhou com palmas e já era visível o envolvimento de todos na música, cada qual de um jeito: era possível ver gente dançando, pulando, fazendo headbang ou simplesmente cantando. Voltando a 1987, Peace Dog e Lil' Devil animaram muito e Ian agradeceu com um ‘“muito obrigado, Curitiba”. Algo peculiar do show foi o guitarrista Damon Fox fazendo também o papel do tecladista. Complicado para a mobilidade do membro que, além de tudo, também fazia backing vocal. Por sorte, o papel duplo de Damon não prejudicava a sonoridade porque o membro original, Billy Duffy, fazia um som espetacular com sua guitarra.

 

The Cult adicionou algumas música do novo álbum como Birds Of Paradise, Deeply Ordered Caos e G.O.A.T, mas recheou mais o setlist com clássicos que viriam a seguir: Sweet Soul Sister, Fire Woman, She Sells Sanctuary e Love Removal Machine foram os pontos altos da noite que levaram a casa a loucura e satisfez os fãs.

 

A adição de Alter Bridge + The Cult foi uma química muito próspera que deixou os fãs extremamente contentes. Essas duas grandes bandas lotaram uma das maiores casas de show em Curitiba em um dia atípico, provando que sua excelência é indubitável. O desejo do público se tornou realidade.

 

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