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Mike Maeda: entrevista exclusiva com o baterista do Republica

 

Por Gustavo Maiato

 

ROCK BRIGADE: Primeiramente, parabéns pelo lançamento do novo álbum Brutal & Beautiful. Eu queria começar falando justamente sobre isso. Como você descreveria o som desse novo álbum para alguém que nunca ouviu antes? O que vocês trazem de novidade em relação aos trabalhos anteriores?

 

MIKE MAEDA: Muito obrigado! O Brutal & Beautiful é um álbum que remete ao Heavy Rock. Como o próprio nome diz, ele tem momentos de brutalidade e de beleza. É um mix de diversos estilos e gêneros que a banda toda tem em comum. No geral, a ideia foi tentar fazer algo mais moderno em relação aos trabalhos anteriores. Sem perder o conceito de Rock and Roll que a banda tem por natureza. Bandas como AC/DC, Faith no More e Guns ‘N Roses sempre foram influências, mas ao mesmo tempo tentamos trazer elementos atuais de música eletrônica e música brasileira, principalmente na parte rítmica.

 

RB: Como está a preparação para a abertura dos shows do Scorpions e Alice Cooper na Europa? Vocês estão preparando alguma novidade especial?

 

MM: Basicamente foi um convite que rolou através do nosso empresário que entrou em contato com o Shep Gordon que é o empresário do Alice Cooper. Eles se comunicaram, a gente enviou nosso trabalho e rolou esse convite. Nosso empresário foi atrás também do empresário do Scorpions, ele ouviu e se interessou pelo som, daí veio essa oportunidade. Isso pegou a gente até de surpresa!

 

Em relação à preparação, a gente já estava ensaiando desde o começo do ano por causa do Rock in Rio e basicamente vamos levar esse mesmo show para a Europa. Talvez com uma música ou outra do disco anterior, mas a gente pretende manter esse padrão de shows no decorrer desse e do próximo ano.

 

RB: É muito difícil o rock e o metal estarem em trilhas sonoras de novelas. A música de vocês Stand Your Ground acabou entrando para a trilha da novela Rock Story, da TV Globo. Como foi essa aproximação entre vocês e a emissora e o que você achou da experiência de ter uma música tocada em novela?

 

MM: Isso foi uma história engraçada por que a gente não esperava nada. A gente arriscou, pegamos nosso disco e enviamos para o artístico da Globo. Enviamos o disco incompleto mesmo, antes de ser lançado. Para nossa surpresa, o material caiu nas mãos do Daniel Filho que estava atrás de algo mais pesado e agressivo para a novela. Quando ele ouviu ele falou “é o que eu preciso”, aí a Globo entrou em contato. A gente conversou entre a gente porque o disco nem tinha saído, mas era uma oportunidade única que a gente arriscou e obviamente a gente liberou a música para a novela.

 

Acho que isso representa uma fagulha, algo muito pequeno, mas eu pelo menos sinto que existe um público faminto pela volta do rock ao mainstream. Todos os shows grandes de rock são sempre sold out aqui no Brasil. A demanda existe, mas não tem muito espaço na mídia, o que não significa que ele morreu, acho isso impossível.

 

Essa abertura representa um pouco disso, é bem possível que em breve a gente veja o rock e o metal de novo em evidência, tomara que isso aconteça porque nós temos muitos artistas e bandas muitos boas no mercado que precisam de um espaço.

 

RB: Vamos falar um pouco sobre sua carreira solo. Você lançou o álbum Techno Caos em 2013 e tem alguns trabalhos como produtor. Existe alguma previsão para retomar essa carreira solo seja com esse projeto ou com alguma outra banda?

 

MM: Eu nunca larguei meu lado solo, até por causa de workshops e clínicas que eu faço por aí. Estou totalmente vinculado nesses projetos, sem nada oficial em mente, mas quando tem clínicas de batera e as marcas enviam a gente pra tocar eu acabo fazendo um som. Nada oficial, sem compromisso, mas a ideia é tocar com o máximo de pessoas.

 

Eu continuo gravando com outros artistas como músico de estúdio até porque eu gosto muito dessa vibe de poder estar em outros projetos, mas o meu foco é o república até por uma questão de tempo Hoje o república consome 99% do nosso tempo, mas sim, existe uma ideia de ano que vem ou em 2019 eu lançar alguma coisa, mas muito diferente do que eu faço no Republica. Seria um disco instrumental com uma cara mais jazzística.

 

RB: Para fechar, eu queria perguntar sobre o Rock in Rio. Vocês tocaram recentemente no festival e já estão virando frequentadores de carteirinha do evento. Como é a relação entre vocês e o Rock in Rio? Esse evento mudou alguma coisa na carreira de vocês?

 

MM: A gente sempre se colocou à disposição da organização. O Zé Ricardo, curador do Palco Sunset, entrou em contato com a banda e convidou o Dr Sin para participar junto na nossa primeira vez lá. Por causa desse show, em 2015 nós fomos convidados a tocar no Rock Street, um palco menor. A gente tinha iniciado o processo de produção do Brutal & Beautiful e inclusive tocamos algumas músicas, mas tudo muito embrionário. Eles precisavam de bandas um pouco mais pesadas para preencher o cast de bandas de rock e metal de alguns dias e aí rolou esse convite.

 

Esse ano a gente sabia que o disco ia sair na mesma época. Nós entramos em contato com o Zé e o pessoal da produção e como sempre nós nos dedicamos muito ao festival, eles se sentiram muito felizes e nos apoiaram.

 

Nós somos muito gratos ao Rock in Rio, é graças ao festival que a banda já alcançou outros patamares dentro do mercado. A apresentação agora em 2017 foi a que mais repercutiu para a nossa carreira, nós sentimos que o público deu um up, as músicas estão indo bem nas rádios e nas mídias sociais. A gente sente que a banda vem crescendo e alavancando cada vez mais o projeto que é atingir o maior número de pessoas no mundo inteiro. Não é segredo para ninguém que nossa vontade é a internacionalização do nosso som, é um crescimento de fora para dentro.

 

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