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Interação e ativismo marcam show histórico do Green Day em Curitiba

GREEN DAY

Pedreira Paulo Leminski, Rio de Janeiro, RJ, 05/11/2017

Texto por Rodrigo Schvabe e fotos por Victória Heloise

 

Ainda estava claro quando a banda americana Green Day passou por Curitiba, no dia 05 de novembro com a sua Revolution Radio Tour. Eram 19 horas na Pedreira Paulo Leminski, onde 15.000 pessoas gritavam freneticamente “Green Day, Green Day, Green Day” enquanto Billie Joe Armstrong (vocalista e guitarrista), Tré Cool (bateirista) e Mike Dirnt (baixista) entraram no palco.

 

Os roqueiros veteranos da Califórnia fizeram um show puramente de rock do começo ao fim – que destruição! Pela primeira vez em Curitiba, chegou a hora do Green Day mostrar o que arrasta grandes multidões: músicas contagiantes e alguns truques da cartola como show de pirotecnia, espetáculo de luzes, canhões de ar para arremessar presentes para a galera, explosões, troca de cenário e muito mais! Sem dúvida o Green Day foi a banda que soube usar melhor a grandiosíssima estrutura da Pedreira – até agora.

 

Feita a estratégia perfeita para agradar uma audiência, Green Day só foi ao palco depois que tocou Bohemian Rhapsody do Queen, Blitzkrieg Bop do Ramones e Also Sprach Zarathustra de Richard Strauss. Na primeira, o gigantesco karaokê envolveu o público e, logo depois, alguém da produção vestido de coelho cor de rosa representou o mascote da banda, interagindo com a plateia que respondeu com gritos de "Hey Ho, Let’s Go“. E obviamente, foi na música clássica de 2001 – Uma Odisséia no Espaço que a banda entrou no ponto mais alto da música levando todas a loucura.

 

O Green Day chegou com tudo e Billie entrou gritando “Curitibaa!!!” sem medo de prejudicar a sua garganta para um show que duraria 2h30. Perguntou para cada lado do palco e para a galera do fundão “Vocês estão prontos?”, enquanto corria de um lado para o outro. O frontman de 45 anos com rostinho e disposição de 20 finalizou pedindo: “Eu quero ver cada um daqui pulando alto e ficando muito louco”. O vocalista estava extremamente animado e tão louco quanto sua plateia, e a primeira música da noite, Know Your Enemy começou a tocar enquanto o sol se punha perante as nuvens curitibanas.

 

O trio foi apoiado por Jason White na guitarra de apoio, Jason Freese no saxofone e Jeff Matika com vocal e violão de fundo. O show seguiu com Bang Bang e a faixa o título, Revolution Radio, do último álbum. Apesar da turnê ser desse CD, a maioria das músicas eram clássicas de outros álbuns, especialmente American Idiot que marcou presença em 7 músicas – Revolution Radio teve 5.

 

Independente da música, o som ficou perfeito na acústica da Pedreira, com a banda tocando com muita coerência. Em dado momento, Tré Cool entra de saia e coroa de passista de escola de samba, dançando e trocando de lugar com o Billie que se arrisca a tocar uma batera. A banda tem uma ótima presença, mas quem brilha no palco, é sem dúvida, Billie que tem uma conexão incrível com o público, e até pegou uma lanterna, enquanto as luzes se apagaram, e disse: "Aqui dá pra ver o céu de Curitiba. Quem se importa com Rio e São Paulo?". O vocalista era incansável: continuou correndo sem parar, de um lado para o outro do palco, tocando muita guitarra e violão durante o show, falando com a galera e pedindo para eles cantarem sempre que possível.

 

Billie ainda expressou seu ativismo falando: “Sem racismo, sem sexismo, sem homofobia", demonstrando sua frustração, queixando-se da política e soltando frases contra o presidente americano Donald Trump durante a música Holiday, terminando a música com a frase “Não somos mais o Green Day dos Estados Unidos, somos o Green Day do Brasil” enquanto a galera gritava “Fora Temer! Fora Temer! Fora Temer!”. Billie olhou por minutos o público se manifestando e retrucou: "Não entendo direito o que vocês estão dizendo, mas eu posso sentir".

 

A conexão com o público se intensificou ainda mais quando eles levaram, ao todo, 3 fãs para cantar e tocar no palco. Um dos pontos altos do show foi quando Sérgio, um garoto de apenas 13 anos, foi chamado para tocar guitarra. Neste momento a Pedreira toda gritou junto e o garoto, sortudo, ainda levou a guitarra de presente para casa. Outro momento emocionante foi quando Billie chamou fãs para cantar no palco e eles, ao final das respectivas músicas, saltaram nos braços da plateia em um super stage diving. Apesar disso, as eventuais “enrolações” não agradaram muito, quando Billie Joe deixou a galera cantando por muito tempo ou ficava por muitos minutos calado. Deu para observar nesse momento de quase silêncio – a banda tocava bem baixinho ao fundo - uma lata sendo arremessada e alguns fãs mostrando o dedo. O breve momento em meio a um show eufórico não foi muito bem pensado, mas logo eles voltaram a cantar e contagiar a Pedreira novamente.

 

Voltando ao setlist e com a banda ainda vestida a caráter, eles iniciaram uma seção de cover cantando Shout, Always Look on the Bright Side of Life, Break on Through (to the Other Side), (I Can't Get No) Satisfaction e Hey Jude de Isley Brothers, Monty Python, The Doors, The Rolling Stones, The Beatles, respectivamente. Billie se queixou mais uma vez a respeito dos casos de nazismo que ocorreram nos EUA: "A semana passada foi infernal. Eu odeio os nazistas, eu odeio racistas", gritando bem alto. Logo mais, a banda fechou o set com mais duas músicas do último álbum, Still Breathing e Forever Now.

 

Para o bis inevitável, a banda voltou ao palco tocando American Idiot, seguindo a faixa Jesus of Suburbia. Então, Billie fica sozinho com um violão acústico cantando com muita emoção 21 Guns e Good Riddance (Time of Your Life). Deu para sentir falta nesse momento da música Wake Me Up When September Ends que não foi tocada na turnê brasileira. A banda agradeceu e se despediu lançando várias palhetas e baquetas enquanto uma chuva de papel picado, com a marca Green Day, caia sobre os fãs extasiados num show insuperável onde músicas incríveis foram tocadas por músicos de verdade, mostrando como essa banda clássica ainda é grande e continua sendo importante no Rock.

 

Ps: Green Day fez um show que animou muito, não tinha como ficar parado. O setlist, os fogos e a presença de palco da banda foram inesquecíveis.

 

A banda agradeceu e se despediu lançando várias palhetas e baquetas enquanto uma chuva de papel picado, com a marca Green Day, caia sobre os fãs extasiados num show insuperável onde tínhamos músicas reais tocadas por músicos de verdade, mostrando como Green Day ainda é grande e continua sendo uma importante banda de rock.

 

The Interrupters

 

A banda de abertura ficou por conta dos estilosos californianos The Interrupters, formada por Aimee Allen no vocal principal, e os irmãos Kevin Bivona na guitarra, Justin Bivona no baixo e Jesse Bivona na bateria usando roupas com suspensório e gravata. O show começou a tocar ainda de dia, às 18h, com um tempo frio e com cara de chuva típico da cidade. A banda tocou pela primeira vez no Brasil e, apesar de nunca terem tocado para um público tão grande, todos se mostraram bem à vontade no palco, interagindo entre si e com o público, pedindo para a multidão participar. Aimee arriscou um obrigado em português e acabou o show com um "Curitiba vocês são lindos", também em português. Eles acabaram saindo sem continência pra agradecer no final, mas ressaltaram: “É uma honra tocar aqui, nunca tocamos para um público tão grande!”

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