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Sons of Apollo: confira como foi o show do supergrupo em São Paulo

SONS OF APOLLO

Tropical Butantã, São Paulo, SP , 14/04/2018

Texto por Daniel Croce e fotos por Leandro Almeida


Como profetiza o pessoal do "choque de cultura": "só Transformers pode unir o Brasil". Eu vou mais além: "só Jeff Scott soto pode unir vertentes tão díspares do metal - o hard, farofa, e o metal progressivo"

 

Mais uma vez o carisma, a lábia, e as boas conexões e relações no meio, permitiu q Mike Portnoy montasse outro supergrupo. Para quem achou q Transatlantic, Winery Dogs, Adrenaline Mob e Flying Colors era o limite... Achou errado, otário.

 

Finalmente, Mike montou uma banda de respeito, um "player" poderoso nesse tabuleiro de xadrez da música pesada e trabalhada, e ainda assim, com veia pop, roqueira. Algo a botar medo até mesmo na sua antiga e mais famosa banda. Afinal, todos bem sabemos, Mike Mangini é um ser sobrenatural, porém Dream Theater sem Mike Portnoy... É golpe!

 

E no começo de tudo houve o P.S.M.S - Portnoy, Sheehan, Macalpine, Sherinian – sim, outro supergrupo, mas esse sem pretensões de ser banda de verdade, germinado talvez da vontade de duas metades de ex-Dream Theater's em: a) tocarem juntos depois de quase 20 anos. b) unir duas metades que já tocam juntas: a cozinha do Winery Dogs e a parte harmônico/melódica do Planet X. A dar nome aos bois, aqueles que dispensam maiores apresentações, Billy Sheehan e o deus de ébano da guitarra (e piano clássico ), Tony Macalpine.

 

Uma grande alegria só pode ser sucedida por algum revés, não é? Tony Macalpine precisou parar tudo na vida para tratar um câncer no colón. Aí a banda PSMS entrou num hiato forçado. Afinal, quem substitui aquele monstro alienígena da guitarra e do piano? "Temos um vocalista, mas não temos mais um guitarrista fenomenal... e agora?" Confesso que enxerguei a escolha de Ron Bumblefoot Thal com certo receio, em parte porque sou sempre partidário de Tony Macalpine, e em outra parte porque o melhor currículo com banda dele, inclui o Fakes and Roses, aquele GNR projeto solo do Axl Rose pós-lançamento de Chinese Democracy. Ainda bem que eu estava redondamente errado. Ao seu estilo, Ron é outro monstro, com sua própria identidade, timbre, habilidade em guitarra com e sem trastes…e ainda canta bem!

 

Em dado momento no meio do show na casa de eventos do Butantã, Mike nos brindou com uma história recente ("aqui tem informação"): lá estavam os Winery Dogs na tour de maio de 2016 no Brasil, com a banda SOTO abrindo todas as datas. Mike e Billy pensando: "Aquele PSMS é um bandaco, mas instrumental toda a vida não rola, tem q ter um vocalista, onde podemos achar?". Até q Mike deu uma olhadinha naquele sujeito da "banda de abertura", e estava lá, o tempo todo, o cara certo para a banda certa.

 

Acho que sempre cabe um capitulo a parte sobre William "Billy" Sheehan. Este senhor de 65 anos -  você não leu errado – recém-completos é um mistério que desafia a natureza. Com um curriculum invejável de bandas, e várias delas lhe deram fama e fortuna, ele poderia estar fazendo o que quisesse da vida: curtindo aposentadoria, fazendo "vários nada", tostado numa praia, numa piscina, só curtido todos os frutos financeiros que a vida lhe deu, e ainda da via royalties. Mas não, ele prefere estar em pelo menos três bandas complexas na ativa, prefere manter arranjos complicados de muitas horas na cabeça, prefere enfrentar fuso horas e jet lags das mais variadas partes do globo. Enquanto James Brown descansa merecidamente no panteão dos grandes, Billy Sheehan “tá” aí ainda, trabalhando num ritmo de "work horse". Fico aqui pensando duas coisas: como o tiozão do rock aguenta duas horas com um baixo double neck nas costas, e o quão feliz deve ser Mike Portnoy por dividir a cozinha de duas bandas incríveis com essa lenda viva.

 

Banda que compõe disco o qual não consegue levar ao vivo, na moral, nem precisa sair de casa. Passou longe, nesse caso. A mistura inusitada de prog metal, com hard rock, funky rock, timbres modernos mesclando com setentistas de Derek, aquele "timbrão" gordo, cheio de drive, de Billy Sheehan, as texturas de guitarra do incrivel Ron Thal, outro que tambem passa duas horas ininterruptas com uma guitarra double neck - uma com trastes, e o outro braco fretless - e não parece nem suar com isso. E mike claro, com suas linhas e "fills" que todo mundo reconhece de longe: chupado de mil bateras diferentes, claro, porém nas mãos e pés dele, criam vida própria. Todas as músicas do álbum foram levadas ao vivo. Não espero menos que isso de um debut.

 

Jeff Scott e Ron Thal cantando músicas do Falling Into Infinity é um deleite aos ouvidos. A interpretação de James Labrie em estúdio sempre foi marcante, mas ao vivo, uma eterna caixinha de surpresas: tem dias bons, dias medianos, e dias ruins. Já a dupla do S.o.A. nem dá conta da dificuldade de faixas como Just Let Me Breath e o hino Lines In The Sand.

 

Ah sim: todos têm momentos solo no show, menos Mike Portnoy. A segurança do "chefe" é tamanha, que ele provavelmente acha que não precisa.

 

Percebe-se a intimidade de artistas para com seus públicos quando certos protocolos de separação são quebrados: antes de começar o bis, Ron e Mike se perguntam "onde diabos está Jeff? Quer mesmo saber? Pegando uma caipirinha no bar principal ao fundo da pista comum. E foi de lá mesmo, nos braços do povão, que ele cantou The Cradle Will Rock, cover de Van Halen, faixa essa que tem sido sempre presente nos fins dos shows

 

O Sons of Apollo é a literal injeção de frescor no metal, além de ser a união inusitada de três sujeitos que tem ficha corrida no hard rock e na "farofa", com dois outros os quais ficaram mundialmente reconhecido pela música complicada, pelo prog metal. Mas quando nós estamos lidando com gente que sabe compor, arranjar, e principalmente aceitar ideias dos companheiros, o resultado é esse ai.

 

A abertura ficou por conta dos veteranos da banda Republica, com mais de 20 anos de estrada, e algumas participações em grandes festivais, tais como Rock in rio. Divulgando seu 3º álbum de estúdio, parece que a banda conseguiu se encaixar no seu devido nicho de mercado: hard/heavy rock, pesadão, afinação baixa, sem firulas, direto ao assunto. Não é exatamente o som que gosto de ouvir hoje em dia, porém, verdade seja dita, num mercado em que qualquer banda com qualidade não maior do que a de apenas conseguirem tocar em sarau de colégio, estão aí excursionando o mundo, porque se intitulam "stoner rock, stoner metal", plagiando tudo que já foi feito dentro do estilo, o pessoal do Republica ganha delas de lavada: ótimo entrosamento das duas guitarras, arranjos coesos, bateria inventiva, e o mais importante: linhas de voz feitas com vontade, com esmero.

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