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Otacílio Rock Festival 2018: Taurus e mais na edição deste ano do evento

Otacílio Rock Festival

Otacílio Costa, OTA/SC (17 e 18/03/2018)

 

Texto e fotos por Gil Oliveira

 

O OTA, carinhosamente apelidado pelos frequentadores desse divertido festival, a cada edição consolida seu reconhecimento e torna-se passagem obrigatória para os metalheads da região Sul/Sudeste que buscam acampamento, boa cerveja e muito heavy metal.

 

Por estes palcos já passaram nomes como Krisiun, RDP, Nervosa, Torture Squad, MX, Korzus, entre outras, obtendo uma média de público de aproximadamente 2000 pessoas por edição que visitam a região fometando cultura, desenvolvendo e movimentando a economia local.

São cerca de 20 bandas que passam anualmente pela fazenda Cambará, um festival outrora Open Air que nessa edição teve sua realização num grande galpão, contendo um amplo palco bem estruturado e dotado de sistema “don’t stop”, agilizando a troca de bandas não deixando as cabeças paradas por muito tempo.

 

A 12 ª edição do festival trouxe 19 bandas e coube a John Liar de Lajes as honras de abertura dos trabalhos, trazendo seu hardcore com pitadas californianas e bons arranjos de bateria, divulgando o seu primeiro EP lançado em 2015.

 

Seguida pela banda Legado Frontal; uma banda de metalcore/hardcore da própria Otacílio Costa que fez a transição para a banda Warhell de Curitiba, banda veterana de mais de uma década de existência, praticando um ótimo death/thrash metalanimou aos presentes que se manifestavam nas primeiras “rodas” e fazendo com os que chegavam da montagem das barracas ou mesmo das caravanas atrasadas, se apressarem pra não perder mais um minuto sequer.

 

Cerebal Cannibal de Benedito Novo – SC mostrou seu death metal visceral direto e cantado em português, seguidos pela banda tributo aos estadunidenses da Death, Misanthrope, e a Don Capone de Orleans – SC, amenizando os ânimos com muito rock’n blues, intercalando músicas do EP “Corpo Fechado” e alguns covers.

 

Por volta das 17 hs a primeira banda paulista subiu ao palco, a Attractha; tocando o seu hard/heavy progressivo, desfilaram as músicas do seu recente disco “No Face To Fear What’s Buried Inside You”, incluindo a música do clipe “Playback Time”. Em seguida, a banda do ABC Paulista Justabeli entrou em ação divulgando o disco “Cause The War Never Ends...”, praticando o seu death/black metal empolgou muito os presentes com músicas como “Soldiers of Satan” e “Parabellun”, embalando a noite pesada que caia dentro e fora do galpão preparando os metalheads para os principais shows da noite.

 

Deviamente aquecidos, a Selvageria tratou de fazer as rodas abrirem-se novamente e os primeiros moshs rolaram. Com seus trajes oitentistas e tocando rápido como todo speed/thrash metal deve ser, os vegeteranos desfilaram clássicos como “Trovão de Aço”, “Hino do Mal” e “Selvageria”, sempre divertindo e brindando aos presentes com vodka barata e enaltecendo o clássico metal.

 

Do Rio Grande do Sul a Horror Chamber tocou com maestria e precisão o seu brutal death metal oriundo de Canoas. Divulgando o disco de 2016 “Eternal Torment”, o destaque vai para o sucessor de Dio Britto, Rafael Kniest nas baquetas, além do vocalista e baixista Guilherme Lanning; vale muito a pena acompanhar e observar os próximos trabalhos desse quarteto que se mostra “pesado e coeso”.

 

Chegada a hora do show mais esperado do Festival, os brasilienses do Miasthenia subiram ao palco perto da meia noite; mostrando o seu extreme pagan/black metal e divulgando o recente disco Antipodas, Susane “ Hécade” juntamente ao duo dominaram o palco logo nas primeiras músicas.  Devidamente trajados e homenageando as mulheres guerreiras amazonas, a experiente banda mostrou não apenas precisão, mas muito entrosamento e versatilidade emanada do baterista Victor Del Duca “V.Digger” , preenchendo  todos os “vazios” que a “falta” de um contra baixo deixa, intercalando com as melodiosas frases de guitarra de Marcos Rizzato “Thormianak”.  Foi uma apresentação intocável evidenciando o destaque e o prestígio que a banda alcança recentemente.

 

Fechando a primeira noite de festival, Red Hazor de Florianópis sobe ao palco desfilando seu thrash metal bem humorado e ressucitando alguns bangers que definhavam pelo chão do galpão. Dentre as músicas tocadas, “Wish You Here Beer” e “Beer Revolution”, incluindo os covers “Bomber” (Motörhead) e “Strike of the Beast” (Exodus).

 

Iniciando as atividades no Domingo, logo cedo houve uma reunião entre os principais produtores de festivais de Santa Catarina; representantes do River Rock Festival, Maniacs Metal Meeting, entre outros entusiastas, além de dar força ao OTA, discutiram não apenas a agenda dos festivais em SC, mas também a cena rock/metal em geral.

 

Abrindo as festividades sonoras, ATHO de Otacílio Costa subiu ao palco tocando um hard/heavy bem entrosado e melodioso. Em serguida Captain Cornelius fez rodas se abrirem com um contagiante Folk metal/Irish Punk regado de muita dança, brincadeiras e claro, cerveja. De Curitiba, Bad Bebop, com várias influências dos anos 90; a banda de Stoner metal não deixou a movimentação acabar, destaque pra o cover de War Pigs (Black Sabbath).

 

Mais uma banda paulista, foi a vez do Válvera inflamar o festival. Executaram músicas do disco “Back to Hell” intercalando com músicas do “Cidade em Caos”, mostrando muita energia e potência em seu heavy metal autoral.

 

Caminhando pro fechamento do festival a banda Jailor de Curitiba subiu ao palco, tocando um thrash metal livre de outros rótulos com muita velocidade e riffs marcantes, a banda entusiasmou os presentes que abriram as últimas grandes rodas e queimaram as energias restantes os preparando pra última esperada atração.

 

Finalmente os veteranos da Taurus tomaram o palco para desfilar clássicos como “Signo de Taurus”, “Desordem e Regresso” e “Rebelião dos Mortos”. Os cariocas com mais de 30 anos de carreira deram uma aula de heavy metal, demonstrando suas habilidades e experiência de estrada, não apenas contagiando, mas  conduzindo uma grande apresentação e fechando com maestria mais essa edição do festival.

 

O OTA se fortalece anualmente com uma boa estrutura tanto para quem assiste aos shows, como para os bangers que vão para os churrascos, camping e cervejadas, colocando Santa Catarina definitivamente como um dos principais estados fomentadores da música pesada. Parabenizo os organizadores não apenas pelo festival em si, mas também pela curadoria envolvida e a atenção ao organizar a ordem das bandas dando harmonia e total diferencial ao OTA.

 

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