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Thorhammerfest traz o melhor do folk em duas noites em São Paulo

THORHAMMERFEST

Clube Piratininga, São Paulo/SP (30/04/2018 e 01/05/2018)

 

Texto por Marly Cardoso e fotos por Claudio Higa


Mais uma vez São Paulo é presenteada com uma edição do festival que há muito já virou tradição e é aguardado todos os anos com ansiedade pelo público que aprecia o estilo, bem como está virando tradição ser realizado no Clube Piratininga, local de facílimo acesso e excelente infraestrutura.

 

Além dos shows, contou com stands de cervejas artesanais, hidromel, artesanato viking, celta e afins e até stand de tatuagem.

 

Na segunda-feira, véspera do feriado do dia do trabalho, foi a noite “folk” desta edição do festival, quando houve uma apresentação acústica dos grupos Duo Arcanum (Blumenau), Vilsevind (Suécia/Argentina) e Månegarm (Suécia), este que seria também a atração principal do dia seguinte.

 

A dupla de música medieval/erudita Duo Arcanum, conta com Daniel Mueller, violão erudito e Shiddarta Gabriella Oliveira, vocal lírico. O clima era bastante intimista e a platéia assistiu ao show sentada no chão. Que belo começo!

 

O Vilselvind, dupla suéca/argentina composta por Sergio Ribnikov Gunnarsson e Johanna Ribnikov Gunnarsson, empolgou os presentes com seu folk escandinavo, em sueco e espanhol. Doce, mágico e suave.

 

Na sequência veio a versão “acústica” do Månegarm, que contou com a participação do Vilselvind nas músicas Hemkomst e Utvard.  Foi um show interessante, mas que deixou apenas o gostinho de “quero mais”. O dia seguinte prometia… E cumpriu.

 

O segundo dia do festival começou à tarde, por volta de 15:00 horas, com a apresentação dos paranaenses do Futhärk. Tocaram sons autorais e covers memoráveis, que levantaram o público, como Amon Amarth (Wanderer), Eluveitie (Thousandfold e Inis Mona), Finntroll (Trollhammaren) e Korpiklaani (Vodka). Só a nata do folk/viking metal. Tive a impressão que tocaram mais covers do que sons próprios. De qualquer forma foi um excelente show.

 

Na sequência veio carioca Tamuya Thrash Tribe, com temática versando sobre o nosso folclore, em especial o indígena. Tocando um thrash metal intenso, também contava com percussão. Impossível não remeter à lembrança a fase “Roots” do Sepultura, principalmente com a música Senzala/Favela.

 

Foi um show intenso e cheio de energia que fez o público agitar bastante. Enfim, “a palavra de Tupã”, como eles disseram, foi deixada em meio a moshs e stage divings.

 

Logo a seguir vieram os argentinos do Einher Skald, viking metal com pegada bem death metal. Fizeram um show direto e impactante. Porém com um diferencial: contam com violino, o que dá uma pegada sonora bem peculiar e melódica à brutalidade que é o som da banda. Tocaram sete músicas, brincaram com a platéia, se divertiram e ficaram marcados como uma das melhores atrações do festival.

 

Em seguida foi a vez do Armored Dawn, que segue em turnê pelo seu trabalho Barbarians In Black, segundo de sua carreira. Fizeram a casa estremecer. São bem conhecidos do público, que por sinal, encheu o local de fãs. Era nítido o expressivo número de pessoas que ali estava por eles. Foi um show impressionante, tanto em técnica quanto em relação à interação com o público que cantava a entoava as músicas com a banda.

 

Na sequência os noruegueses do Blot subiriam no palco pra deixar o público totalmente estarrecido. Black Metal de primeira linha, mas com um “algo a mais” hipnotizante. Tocaram músicas do seu álbum Ilddyrking, lançado em 2015, e botaram o clube pra tremer. Pintados de vermelho, como se fosse o sangue de seus inimigos, os vikings noruegueses fizeram os que ali estavam banguear sem dó. Não deixaram pedra sobre pedra. E com certeza muita gente com dor no pescoço.

 

Uma peculiaridade é que o vocalista tem uma tatuagem em homenagem ao Sepultura, e ao mostrá-la ao público, o mesmo foi ao delírio. Mas a homenagem não ficou apenas na tatuagem. Tiraram um cover de Desperate Cry. Mas o ponto alto e inesperado foi o cover do Dissection Where Dead Angels Lie. Foi mágico. Afinal, Dissection não se toca, evoca-se!

 

Espero que voltem logo para mais uma aula de Black metal. Não um Black Metal qualquer e sim o do tipo que hipnotiza.

 

Enfim, a atração principal.

 

Os suecos do Månegarm, em sua segunda apresentação no Brasil, chegam para fazer o público agitar, e se emocionar.

 

O carisma da banda é proporcional à brutalidade. Brutalidade essa que se alterna com momentos mais calmos, mas não menos intensos. Tocaram sons de toda a discografia. Ao vivo são tecnicamente perfeitos.

 

Sons of War e Odin Owns Ye All quase foram o ponto alto. Quase! Porque o ápice do show se deu bem na última música, Hemfard que é um verdadeiro hino viking, fazendo todos cantarem juntos (ou pelo menos tentarem!).

 

Månegarm é sem dúvida uma das melhores e maiores bandas do estilo, representam o mesmo com maestria e são apaixonantes em palco. Uma excelente escolha da produção tê-los mais uma vez no cast desse evento que com certeza, de 0 a 10, merece 10. E que venham mais Thorhammerfests!

Armored Dawn-10.jpg Blot.jpg Duo Arcanum.jpg Einher Skald-3.jpg Futhark-10.jpg Manegarm Acustico.jpg Manegarm-2.jpg Tamuya Thrash Tribe-3.jpg Vilsevind-10.jpg

 
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