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Stone Sour faz Coliseu de Lisboa tremer

A devoção dos fãs à banda, e principalmente ao Corey Taylor (vocalista que se tornou mundialmente conhecido pelo seu trabalho com o Slipknot), foi algo impressionante de se ver. O Stone Sour não vinha a Lisboa desde sua atuação na edição de 2007 do Super Bock Super Rock.

 

Essa espera de 11 anos acabou quando a intro de ‘Whiplash Pants’ foi tocada, faixa que faz parte de ‘Hydrograd’ (o álbum mais recente da banda).

 

Corey já chegou pedindo ao público que fizesse barulho. E ele está, evidentemente, se deliciando cada vez mais com a fama e a reação servil de sua audiência, essa que já beira a um tipo de veneração incondicional.

 

Foram incontáveis as vezes em que pessoas da plateia esgoelaram “I love you, Corey!”, incluindo [pasmem] alguns barbudos daqueles típicos da velha guarda do heavy metal. Em uma oportunidade, a altura e a pujança de se declarar ao músico foi tão grande que, no intervalo entre as canções, o cantor correspondeu com um “I fucking love you too!”.

 

Caras e bocas, brincadeiras, dancinhas e piscadelas… Enfim, alguém imaginaria que um dos compositores do aclamado ‘IOWA’ (um dos melhores álbuns de metal pesado de todos os tempos) se apresentaria com tamanha efusividade?! Pois é, meus caros, há de tudo nesse mundo. A vida surpreende!

 

A parte mais cômica do show foi quando ele entrou com uma arminha de brinquedo para jogar papéis picados e coloridos no público!

 

‘Bother’, ‘Through the Glass’ e ‘Made of Scars’ fizeram parte do setlist. Esses sons mostraram bem o porquê de o Stone Sour ter conquistado seu lugar entre os mais aclamados do hard rock mundial. No entanto, ’30/30-150′ foi o tema que fez o pessoal todo saltar e cantar em coro.

 

O estadunidense, de 44 anos, apresentava energia de 18. E na ‘Song #3’ o filho de Corey, Griffin Taylor, de apenas 15 anos, foi apresentado por seu pai coruja para ‘tomar conta do palco’ e se habituar com uma carreira que já parece traçada. As caretas, as poses, o caminhar e os trejeitos do pai foram imitados com exatidão pelo menino. Porém, o mais importante foi ter puxado o dom de cantar eximiamente bem como o Mister Taylor.

 

Já encaminhando para o fim da apresentação ouviu-se um: “Vocês são como um presente para nós. E vamos fazer algo aqui que nunca fizemos antes.”

 

O som escolhido para retribuir o carinho do público lisboeta foi ‘Love Gun’ um tributo ao Kiss, que na terça-feira atuou no Estádio Municipal de Oeiras com a presença do próprio Corey como espectador. E o bis teve mais uma de ‘Hydrograd’, a faixa ‘Fabuless’.

 

O resumo é que ficou um gosto de ‘quero mais’ e, provavelmente, não serão mais necessários 11 anos de espera!

 

 

Texto: Fernando Araújo
Fotos: Stefani Costa

 

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