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Abraxas Fest 2018: um festival de mil faces e um só objetivo

ABRAXAS FEST

Cais da Imperatriz, Rio de Janeiro/RJ (14/10/2018)

 

Texto por Luiz Mallet e fotos por Fred Borges

 

Mais um ano e mais um aniversário da produtora Abraxas. E, como de costuma, mais uma vez eles mostraram ao que vieram trazendo não só o Eyehategod, uma das bandas mais conceituadas entre o meio sujo e fétido da música pesada como também o Samsara Blues Experiment, uma viagem lisérgica a base de muito riff e que tem uma base sólida de fãs. Para terminar de compor o cast, também vieram a incrível Jupiterian, de SP e a Pantanum, de Curitiba.

 

Seguindo à risca o horário, o Jupiterian subiu ao palco às 18h e começou o dia colocando o clima lá embaixo. Tendo lançado o segundo álbum, chamado Terraforming, de 2017, o grupo paulista traz um show carregado e denso. Desde o visual (com capuzes e máscaras e escondem totalmente a identidade dos membros), até o som opressor e negativista, o quarteto paulista passa a sua mensagem de forma agressiva e direta: não há bons sentimentos aqui. Músicas como Daylight, Matriarch e Aphotic expressam bem toda a atmosfera nesse show de uma das bandas mais respeitadas do circuito alternativo hoje, no Brasil.

 

O Pantanum entra no palco e mostra um show que tem seus bons momentos, mas peca na falta de um pouco de ousadia ou até mesmo, menos burocracia. Uma fórmula um pouco generalista de levar a sua música só ativa um sentimento de revival no show, mas sem buscar nada a mais. O grupo curitibano mostra músicas que tem seus lampejos, como Pedrada e Shadow in my Way tem seus momentos e trazem passagens com um frescor necessário ao grupo que, apesar de fazer uma apresentação correta, precisa mostrar algo mais para se destacar em meio à um cenário de renascimento e resgate de uma identidade característica que já começa a mostrar seus primeiros sinais de cansaço.

 

O Samsara Blues Experiment pisa novamente no chão do Rio de Janeiro. Em sua segunda passagem pelo Brasil, o grupo alemão traz a sua fórmula já conhecida, mas sempre brilhantemente explorada: um show sem muita intervenção vocal, muitas camadas e doses cavalares de lisergia. A apresentação tem poucas músicas, mas bem longas, como Center of the Sun, que ultrapassa treze minutos, e One with the Universe, que apresenta a marca de mais de quinze minutos de viagem. Um show para ser lembrado e guardado com na memória, junto com o que estava por vir.

 

Ver o EyehateGod no Brasil é mais um momento histórico e importante para o cenário no país e na cidade, pois é um dos maiores nomes do sludge/doom metal mundial. Jimmy Bower e Mike Williams representam a voz de muitas gerações ver eles de tão perto, no Cais da Imperatriz, é de uma alegria ímpar. O grupo começa o show nervoso, com Agitation! Propaganda! E Jack Ass in the Will of God, mas logo faz questão de abaixar a rotação com músicas como Parish Motel Sickness e Lack of Almost Everything. Mike Williams mostra que está em ótimo estado, soltando a voz em níveis monstruosos como em Medicine Noose e Take as Needed for Pain e Jimmy Bower destila sem timbre indefectível em músicas como Sisterfucker Part I e Sisterfucker Part II.

 

O show se encerra com Left to Starve e Serving Time in the Middle of Nowhere, deixando a todos catárticos e estupefatos com o que acabava de acontecer e encerrando assim mais um Abraxas Fest. O festival, que mescla diferentes níveis do Doom Metal de todo o planeta, mostra que, apesar de todas as nuances complexas de um estilo tão abrangente pode ser, o objetivo continua sendo um só: uma ode ao som pesado. Parabéns e até o ano que vem!

 

 
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