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SP Rock Show: Sepultura comanda a festa na capital paulista

SP ROCK SHOW

Anhangabaú, São Paulo/SP (25/11/2018)

 

Texto por Elizabeth “Tibet” Queiroz e fotos por Humberto Morais

 

O domingo tipicamente paulistano, frio e “garoento” de novembro, não impediu a galera banger de comparecer ao Anhangabaú para curtir o rock pesado do Sepultura, o rap- hardcore do Pavilhão 9, os classic rocks do Pomparças, o hard rock do P.A.D. e o heavymetalcore do Eutenia.

 

Com uma estimativa de público pela PM de São Paulo, de 10.000 pessoas, a galera roqueira compareceu em peso e se aglomerou num dos poucos eventos de rock gratuitos que aconteceu esse ano na cidade.

 

O SP Rock Show teve como intuito trazer cultura e arte para o paulistano, numa iniciativa da Prefeitura do Estado de São Paulo e da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, através do vereador Quito Formiga, ex-skatista, e roqueiro inveterado.

 

- Minhas iniciativas como vereador, serão sempre em prol da cultura, principalmente o rock que sempre foi a minha preferência. Além do mais tenho o Marcelo Pompeu encabeçando a produção e apresentação do evento. ...E eu tinha certeza que seria mesmo um sucesso....  completou o vereador.

 

O evento foi idealizado por Fernanda Skolaude e Marcelo Pompeu, e aconteceu no domingo dia 25 de novembro no Vale do Anhangabaú, trazendo bandas veteranas e bandas novas da cena paulista, o que agradou em cheio a galera presente pela diversidade de estilos.

 

A primeira a entrar no palco, com um visual bem glannrock setentista, foi o Eutenia, que fez um rock pesado com riffs interessantes, modernos, com solos em dueto bem marcantes das duas guitarras. Letras fortes em português e em inglês que misturava alegorias mitológicas e as loucuras do dia a dia. Banda bem interessante e pesada que acendeu a galera que ainda estava chegando no Anhangabaú.

 

Em seguida veio o “PAD”, formada por Marcos Klein, guitarrista do Ultraje a Rigor  banda que canta em português, com uma pegada meio progressiva. Belos arranjos e ótimo vocal de Fabio Noogh, o destaque foi para Rodrigo Simão com seus teclados incríveis, que é o que estilizou as pitadas de rock progressivo ao set list.

 

Pomparças entrou para ascender a galera! Com seu carisma incrível, o front man do Korzus, Marcelo Pompeu, foi quem apresentou, produziu e orquestrou o evento, fazendo a galera bater cabeça e cantar clássicos do rock em uníssono e que incluiu em seu set; Ramones, AC/DC, Judas Priest, e outros. Encerrando com clássicos do SLAYER, muito bem acompanhado pelos parças de “milianos”, Heros Trench e Marcelo Soldado, e uma cozinha super entrosada. Timaço de responsa!!!

 

A próxima banda que entrou no palco do SP Rock Show, foi o Pavilhão 9, banda veterana considerada um dos principais grupos de hip hop nacional nos anos 90. Com um discurso social forte, apresentou letras engajadas nas questões políticas e culturais. Banda que tem 7 álbuns em sua longa carreira, com destaque para os vocalistas Rhossi e Doze que souberam muito bem dar o recado.

Foi um show coeso e linear, com uma pulsação constante da batida rap, pesada com pitadas de hardcore. Apresentaram entre outras, músicas do seu último álbum Antes, Durante e Depois. Ótimo show do Pavilhão 9, que instigou mais ainda o público presente.

 

O Sepultura ainda em sua turnê mundial Machine Messiah, turnê do lançamento do décimo quarto álbum da banda em 2017. Apresentou um repertório dinâmico e completo para os fãs paulistanos que se aglomeravam num Anhangabaú lotado. A banda não deixou por menos e detonou um repertório pesadão e de arrepiar. Começando com Bestial Devastation, música do EP de estreia do Sepultura em 85, dando uma sequência cronológica, dos álbuns seguintes durante o show, o Sepultura comemorava também os 20 anos da entrada do Derrick Green no vocal da banda. Fizeram um show nível internacional, com ótima produção de palco e luz. Tudo perfeito.

 

Detonaram em seu set list, músicas como Escape of Void, Territory, Attitude, Against, Choke, Sepultanation, Corrupted, False, What I Do, Phanton Self, entre outras e fechando com os clássicos Arise, Refuse Resist, e Roots. Showzaço para matar a saudade dessa banda nacional que é uma das mais importantes bandas do cenário pesado mundial. Andreas como sempre muito simpático e agradecendo a presença da galera a todo momento, dizendo como é bom tocar em São Paulo para aquele público que se expressava e dava o retorno de energia para banda, baita showzão!!!!

 

Anhangabaú cheio, lotado e “craudiado” de “Head Bangers”, que compareceram em peso para prestigiar o SP Rock Show, evento muito importante para cena paulista tão carente de bons shows a nível nacional, e com bandas nacionais.

 

E que aconteçam muito mais eventos como esse em 2019, e que os Deuses do metal estejam conspirando a favor....... Amém!!!

 

Vida longa ao rock nacional!

 

 
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