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Rosa de Saron: clima de saudade e gratidão marca despedida de Guilherme de Sá

ROSA DE SARON

Circo Voador, Rio de Janeiro/RJ (13/01/2018)

 

Texto por Carolina Soares e Gustavo Maiato e fotos por Gustavo Maiato

 

“Se a gente gosta de alguém por causa da riqueza, é interesse; se gostamos por causa do físico, é desejo; se é por causa da inteligência, é admiração. Agora, se a gente não sabe ao certo o porquê gostamos, aí sim é amor”. Foi em meio a homilias como essa, sempre encaixadas entre as 19 músicas do set, que o Rosa de Saron deixou seu recado no Rio de Janeiro, encerrando o ciclo do vocalista Guilherme de Sá, que se aposenta da banda deixando um vazio no coração dos fãs que lotaram o Circo Voador.

 

E a noite prometia ser memorável: logo no começo do show, Sol da Meia Noite e Cassino Boulevard mostraram que a galera queria cantar junto e o som que vinha da plateia rivalizava com os microfones da banda. Logo depois, veio um inteligente mash up entre Máquina do Tempo e She Will Be Loved (Maroon 5). É muito legal ver uma banda de nicho como o Rosa de Saron lotando uma tradicional casa de show no Rio, mostrando o poder de penetração da sua música, que vai muito além dos muros da igreja e tocam o coração com fortes mensagens.

 

Um dos momentos mais comoventes da noite veio na canção Quando Tiver Sessenta, dona de belos versos sobre um futuro promissor: “E eu, estando só, busque os meus netos na escola / Que seus sorrisos me lembrem que eles são a fortuna que acumulei”. A poesia, que fala sobre a felicidade de construir uma família, sem querer caiu como uma luva na atmosfera do show, já que Guilherme está deixando o grupo justamente para poder se dedicar à paternidade.

 

O Rosa ainda proporcionaria momentos mágicos, como um vídeo onde os integrantes davam depoimentos sobre Guilherme, e um emocionado discurso do baixista Rogério “Lerão” Feltrin antes de Rara Calma, música pinçada de antigos registros da banda: “essa música se tornou histórica para a banda, marcou momentos difíceis. É inevitável que a gente sempre atravesse momentos escuros e é muito duro se sentir sozinho. É uma força muito grande quando a gente descobre que não está só, que deus nos ama profundamente”.

 

Por fim, a banda rezou o “Pai Nosso” junto com os fãs e clássicos como Cartas ao Remetente e Do Alto da Pedra encerraram a noite quente no Rio com aquele misto de saudade e gratidão por tudo que o vocalista representou para a história da banda. O músico, que está no Rosa desde 2001, agora segue outros e tão belos caminhos. A banda, porém, deve seguir em frente, com uma pétala a menos, mas fortalecida pelo carinho e amor de seus inúmeros fãs.

 

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