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Ektomorf: confira entrevista exclusiva de Zoltán Farkas com a ROCK BRIGADE

Entrevista por Gustavo Maiato

 

Rock Brigade: Em primeiro lugar, quais são as expectativas para tocar no Brasil depois de tantas tentativas frustradas no passado?

Zoltán Farkas: As expectativas são as maiores. Estamos muito empolgados, não podemos esperar para viajar. Estivemos no Paraguai e ficamos extremamente empolgados. Nós estamos vendo os fãs no Facebook dizendo que querem nos ver, será um dos maiores feitos do ano porque nós sempre esperamos por tocar na América do Sul e finalmente vamos fazer isso. Nós fizemos os ensaios já e serão ótimos shows com certeza.

 

Rock Brigade: Esse ano o Ektomorf completa 25 anos de vida com 15 discos gravados, muitas turnês ao redor do mundo e fazendo grandes festivais. Na Hungria vocês são considerados heróis do metal ou algo parecido? Como é a cena do metal na terra natal de vocês?

Zoltán Farkas: É, nós até somos conhecidos lá, mas a triste verdade é que nós somos muitos mais famosos fora da Hungria. Quando postamos alguma coisa no Facebook ou Instagram a gente tem sempre um feedback muito bom de fora do país. A cena metal é bem intensa aqui, temos muitas bandas de todos os tipos de metal. Temos muita coisa de punk rock, mas a maioria está fazendo seu próprio som e tocando em seus shows.

 

Rock Brigade: Mesmo estando em uma grande gravadora como a AFM Records, o último lançamento da banda no Brasil foi o Redemption, em 2010. Você acha que os serviços de streaming como Spotify e Deezer conseguem segurar o interesse dos fãs mesmo que a banda não lance os discos fisicamente em um país?

 

Zoltán Farkas: A internet tem duas faces. Uma é o lado negativo, destruindo o valor da música e tudo isso, mas aos meus olhos a internet desenvolveu muitas coisas interessantes nos últimos anos como o Spotify, você pode ouvir o que você quiser a qualquer momento no seu fone. Então mesmo sem lançar os discos fisicamente nós podemos ser ouvidos em qualquer lugar do mundo com a ajuda do Spotify, Deezer, YouTube e eu acho que isso é muito legal. É claro que eu adoro quando um fã vem até mim com o CD ou o vinil e diz que tem todos os discos da banda. Na verdade, se você olhar os estudos você vai ver que os fãs de metal são os que mais compram CDs no mundo. Mas eu aprecio muito o que a internet fez pela gente, se não fosse pela internet nós não poderíamos estar tocando no Brasil, por exemplo.

 

Rock Brigade: Você já deve ter respondido essa pergunta muitas vezes, mas eu tenho que perguntar... Qual o significado de “Ektomorf”?

Zoltán Farkas : “Ektomorf” é uma palavra que se refere a um dos tipos de corpo que a pessoa pode ter, sobre os músculos e a força. Mas eu não escolhi esse nome por causa do significado, eu só gostei do nome lá em 1992, eu vi numa revista nem sei como, mas achei que o nome soava legal. Nenhuma outra banda soa assim, porque não é em inglês, é legal e eu gosto.

 

Rock Brigade: Aqui no Brasil, nós podemos dizer que o Ektomorf soa bastante como o Sepultura. Qual é a relação entre essas duas bandas? Podemos dizer que vocês foram influenciados de alguma forma por eles?

Zoltán Farkas: Definitivamente sim, eu tenho 43 anos e cresci entre esse tipo de som como Metallica, Slayer, Sepultura, Sodom, Kreator... Essas são as minhas maiores influências. Então, sim, Sepultura foi uma grande influência. Quando eles lançaram o Beneath The Remains, foi o primeiro disco que eu ouvi deles.

 

Rock Brigade: Ektomort lançou o último disco chamado Fury e quase ao mesmo tempo vocês lançaram um single, o Eternam Mayhem. Essas músicas do single foram “sobras” do álbum? Como a banda teve essa ideia de dois lançamentos quase ao mesmo tempo?

Zoltán Farkas: Fury é um álbum completo e eu escrevi ele 1 ano antes do lançamento, então foi um lançamento por si e não tem nada a ver com o Eternal Mayhem. O single foi ideia da gravadora que quis fazer algo nesse sentido. O álbum havia sido lançado quase 1 ano atrás e eles perguntaram se eu não queria lançar o single. Então eu fiz a música Eternal Mayhem e o cover do Metallica, Hardwired. A ideia era fazer algum barulho para os fãs, colocar coisas novas no ar, esse EP está apenas disponível on line, não foi nada de sobras nem nada. Fury é um disco completo, um álbum muito forte.

 
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