logotipo
35 anos de rock'n'roll

Conheça nossas redes sociais!

Música do Dia


RAINBOW - Lost In Hollywood

  • Delain e VUUR em Limeira: Holanda em dose dupla

    Terça, 21 de maio de 2019
  • Bonadia Fest reúne 15 bandas em SP

    Domingo, 05 de maio de 2019
  • Coletânea física e digital comemora os 50 anos do ZZ Top

    Sexta, 03 de maio de 2019
Erro
  • JFolder::files: Caminho não é uma pasta:

Ektomorf faz apresentação intensa no Rio ao lado de bandas locais

EKTOMORF

Teatro Odisséia, Rio de Janeira/RJ (07/07/2019)

 

Texto e fotos por Gustavo Maiato

 

Vindos da pacata cidade húngara de Mezőkovácsháza, com menos de 7 mil habitantes e 62 km², o Ektomorf definitivamente não carregou essa aura sossegada em sua sonoridade. Donos de um thrash metal com pitadas de death no estilo Sepultura, a banda fez um show enérgico no Rio de Janeiro, embora o público não tenha comparecido como deveria. Além de intensa, a noite no Teatro Odisséia foi também longa, com três bandas de abertura que botaram pra quebrar: o Controle, seguidos do Maieuttica e por fim o Tamuya.

 

O Ektomorf é o tipo de banda que sabe como fazer show, pedindo a toda hora para a plateia entrar no circle pit, acompanhar os riffs com gritos e cantar junto. O set contou com músicas do novo disco, Fury, como a forte AK 47, que agradou os fãs. O novo single Eternal Mayhem e o cover do Metallica, Hardwired, colocaram todo mundo pra bater cabeça e o vocalista/guitarrista Zoli Farkas mostrou que sabe conduzir seu público muito bem.

 

O show intimista perdeu um pouco com a falta de público, que não compareceu mesmo com quatro bandas no line up. Afora o puxão de orelha na plateia carioca, a banda não fez por menos e tratou de ficar perto de seus fãs: a todo momento garotas mais empolgadas subiam no palco para então se jogar na plateia, e o sorriso no rosto dos integrantes mostrou que a banda estava realmente curtindo o momento. Ponto para a famosa “insanidade do público sul-americano”.

 

Ainda no início da noite, o Controle fez um show ainda para pouquíssima gente, mas que arrancou aplausos dos que chegaram mais cedo. O vocalista Luan, no melhor estilo Mike Muir, andava de um lado para o outro no palco, cantando sempre com firmeza e energia. Embora falte a banda ainda uma certa maturidade de palco, sobrou musicalidade e vontade de fazer bonito. Destaque para a música de trabalho Com As Próprias Mãos.

 

Depois de um breve intervalo, o Maieuttica subiu no palco com sua dupla de vocalistas Allan Sampaio e Frank Lima. O som estava incrivelmente alto, e o público sentiu na pele a proposta agressiva cheia de break downs convidativos para aquela bateção de cabeça clássica. O grupo estava bem ensaiado e empolgou o público que já começava a chegar em maior quantidade.

 

A terceira abertura ficou com o Tamuya Thrash Tribe, que traz em seu DNA a luta pelos direitos indígenas e muita brasilidade no sangue. A melhor das bandas de abertura surpreendeu com uma percussionista em seu line up. Trata-se de Paula Perez, que roubou a cena tocando berimbau, triângulo, atabaque e toda sorte de instrumentos que dão um tempero especial às músicas da banda. Destaque para Embolada do Tempo, cover de Alceu Valença, e a derradeira Senzala Favela, que encerrou com chave de ouro a apresentação.

 

Foi uma longa e intensa noite que deixou os poucos presentes satisfeitos no Rio de Janeiro. O Ektomorf deu o recado: show bom não precisa estar lotado, o que importa é a banda trazer o público para a apresentação, interagindo e mostrando que a banda está curtindo aquele momento. Uma verdadeira aula de presença de palco que deve servir de manual para todo tipo de show de metal.

 

 
Busca no site