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Bush e Stone Temple Pilots em São Paulo: celebrando o grunge!

BUSH E STONE TEMPLE PILOTS

Credicard Hall, São Paulo/SP (14/02/2019)

 

Texto por Marianna Franco e fotos por Camila Cara

 

A turnê conjunta do Stone Temple Pilots e Bush pela América do Sul- duas bandas icônicas dos já longínquos anos 1990 - tem sido celebrada como um "revival do grunge" esta noite em São Paulo provou que a legenda está correta!

 

A primeira banda da noite a se apresentar foi a brasileira Republica. Formada por músicos competentes e com um som calcado no hard rock cantando em inglês, o quinteto fez um show profissional e arrancou alguns aplausos da platéia que começava a chegar ao Citibank Hall, mas realmente não era o estilo de música preferido da maioria dos presentes.

 

Sem muita espera, o Stone Temple Pilots subiu ao palco. A despeito de todas as tragédias pessoais pelo qual a banda passou ao longo dos anos com a morte de seus dois vocalistas (um por overdose e o outro por suicídio - Scott Weiland e Chester Bennington respectivamente), a resiliência do grupo em manter-se ativo é digna de aplausos. Jeff Gutt é o melhor vocalista que os irmãos DeLeo e Eric Kretz poderiam ter encontrado para seguir em frente com a banda. Além da semelhança física e do timbre vocal lembrarem muitíssimo Scott Weiland, Jeff Gutt também usa e abusa de todas essas semelhanças em sua performance ao vivo, o que faria um desavisado qualquer ao avistar o palco de longe achar mesmo que era o saudoso Weiland com sua dança contorcionista se apresentando.

 

Apesar disso, toda essa equivalência não é unanimidade entre os fãs, há aqueles que acham que Gutt não passa meramente de uma cópia descarada de Scott e outros que aceitaram bem essa nova fase do STP.

 

Mas independente da interpretação pessoal de cada fã, a verdade é que o Stone Temple Pilots fez um show impecável! O grupo não deixou de fora nenhum de seus hits e todos foram cantados em uníssono pelo público. Uma das partes mais emocionantes foi quando somente Dean DeLeo e Jeff Gutt interpretaram a primeira parte de Plush acústica com o público cantando à capela. A cada intervalo de música o público entoava a sigla STP e tanto Jeff quanto Robert DeLeo faziam questão de agradecer em português no microfone: "obrigado São Paulo". Dean DeLeo pôde mostrar ao vivo o grande guitarrista que é, algo que não fica tão explícito nos discos da banda.

 

Apenas duas músicas do (bom) novo álbum foram tocadas e o restante do show foi preenchido com clássicos como Vasoline, Bing Bang Baby, Big Empty e Creep, encerrando a apresentação memorável com Sex Type Thing, um de seus maiores sucessos.

 

Logo seria a vez do Bush se apresentar, aquela banda que surgiu quando o grunge estava em baixa (Kurt Cobain já havia morrido...), é inglesa (bem longe de Seattle...) e que mesmo assim foi inserida no movimento pela mídia da época, que não sabia rotular seu som, um roquinho inofensivo com algumas guitarras sujas e um vocalista que parecia querer ser o Eddie Vedder o tempo inteiro. Some-se isso a carinha bonitinha do líder da banda e o namoro (e posterior casamento) com uma das musas da época (Gwen Stefani, que liderava o No Doubt), algumas baladinhas na MTV e a fórmula estava pronta para o sucesso!

 

Depois de todo o furor que a banda causou entre 1994 e 1999 e ter andado em baixa nos últimos anos (seu último álbum, The Sea Of Memories saiu em 2011), a reação do público paulista nesta noite mostrou que o tempo não foi capaz de faze-los se esquecer de sua banda do coração na adolescência!

 

O Bush surgiu no palco sem cenário algum, apenas a banda, os instrumentos e uma luz escura. Começaram com Machine Head, um de seus maiores sucessos e daí para frente o jogo estava ganho, público eufórico nas mãos, hits radiofônicos a todo momento e o vocalista ainda com cara de galã. Verdade tem que ser dita, Gavin Rossdale se esforça bastante para entregar um bom show, agita e pula o tempo inteiro. Fala bastante entre as músicas, interage com a platéia e - pasmem - cantou Little Things DO MEIO DO PÚBLICO! Ele simplesmente desceu do palco com o microfone nas mãos e saiu andando, passou pela pista vip e terminou a música no meio da pista normal, para desespero dos seguranças que o acompanhavam! Assim que conseguiu voltar ao palco, o show seguiu com um cover totalmente dispensável dos Beatles (Come Together), Glycerine - um dos pontos altos da apresentação - e Comedown fechou a noite da festa grunge.

 

Apesar de a turnê ter o modelo de co-headlining - ou seja, as duas bandas se revezam entre as apresentações de abertura e fechamento - esta noite deixou claro que não seria exagero algum o Stone Temple Pilots fechar todas as apresentações da turnê, o abismo de qualidade entre as duas bandas é grande.

 

Set lits:

 

Stone Temple Pilots

 

01. Wicked Garden

02. Crackerman

03. Vasoline

04. Silvergun Superman

05. Big Bang Baby

06. Big Empty

07. Creep

08. Plush

09. Meadow

10. Interstate Love Song

11. Roll Me Under

12. Dead & Bloated

13. Trippin' on a Hole in a Paper Heart

14. Sex Type Thing

 

Bush

 

01. Machinehead

02. The Chemicals Between Us

03. The Sound of Winter

04. This is War

05. The Disease of the Dancing Cat

06. Everything Zen

07. Greedy Fly

08. Let Yourself Go

09. Swallowed

10. Little Things

11. Come Together (Beatles)

12. Glycerine

13. Comedown

 

 
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