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Saxon estreia no Rio de Janeiro com show histórico

SAXON

Vivo Rio, Rio de Janeiro/RJ (15/03/2019)

 

Texto por Marcelo Vieira e fotos por Gustavo Maiato

 

Treze anos atrás, eu era um garoto que amava MPB.

 

É claro que estou falando de Metal Pesado Britânico. Achou que era o que?

 

Entre as minhas bandas de cabeceira, Iron Maiden, Judas Priest... e Saxon.

 

Imagine qual não foi a minha empolgação quando do anúncio do line-up da segunda edição do (saudoso) Live’N’Louder, que incluía o Saxon no meio de muitas outras atrações que hoje classifico como imperdíveis.

 

Agora, tente mensurar a decepção daquele garoto ao saber, às vésperas do festival, que a banda que ele mais queria ver havia cancelado, sob circunstâncias até hoje não esclarecidas. Ainda bem que David Lee Roth (Van Halen), Stratovarius e os outros — incluindo os inesquecíveis Steve Lee (Gotthard) e Warrel Dane (Nevermore), os quais vi ao vivo pela primeira e única vez — não me permitiram ficar deprimido naquele 14 de outubro de 2006.

 

De lá para cá, o Saxon voltou outras três vezes — 2011, 2013 e 2018 —, mas em nenhuma delas tive culhão, verba ou disponibilidade para me deslocar até a capital paulista para prestigiá-los. Aí os caras marcam um show no Rio de Janeiro, praticamente no quintal da minha casa. O garoto de 16 anos que habita dentro de mim vibra. Justiça finalmente sendo feita!

 

A presente turnê divulga Thunderbolt, vigésimo segundo álbum de estúdio do Saxon e, dada a receptividade mundo afora, seu trabalho mais festejado em mais de duas décadas. Não faltou gente que é referência no meio musical apontando-o como o melhor disco de metal de 2018, desbancando, entre outras potências, Firepower, a mais recente pedrada do Judas Priest.

 

A expectativa era de um show enorme, mais de vinte músicas, pouco lero-lero — falar somente o indispensável é meio que uma praxe dos artistas britânicos — e muita nostalgia. Das seis de Thunderbolt que eram tocadas na primeira etapa da turnê, apenas a faixa título e They Played Rock And Roll (homenagem ao Motörhead e um clássico instantâneo) permanecem no repertório, perdendo espaço para Frozen Rainbow (diretamente do primeirão, de 40 anos atrás) e The Eagle Has Landed – um condensado de Run of the Mill e Victim of Changes do Judas Priest -, escolhida pelo público na base do grito. Sendo 10,000 Feet e Broken Heroes as outras opções, devo reconhecer que os cariocas mandaram muitíssimo bem no voto!

 

À Ride Like the Wind (ainda um dos melhores covers da história) seguiu-se 747 (Strangers in the Night), quebrando a expectativa de quem toma o setlist.fm como regra. O que antes era parte do bis entrou no repertório inicial, deixando para a reta final a trinca Crusader (curiosamente precedida por Lionheart, mantendo a temática histórica britânica em alta), Never Surrender e Princess of the Night, a maior homenagem às linhas férreas já escrita.

 

Vale enfatizar que no auge dos seus mais de 60 anos e no cerne de problemas pessoais – o pai do guitarrista Paul Quinn havia falecido dois dias antes -, o grupo mostrou-se inabalável em sua performance. Biff Byford é pura atitude: pé no retorno, apontando para lá e para cá, reconhecendo com um sorriso tímido o esforço de um fã ou outro que tenta chamar a atenção seja mostrando a camiseta ou um disco de vinil. E enquanto tem vocalista que fica puto com quem filma ou fotografa o show, Biff pega o próprio celular e faz um vídeo da galera vibrando na expectativa da música seguinte.

 

O único lamento fica por conta do público carioca, que, ultimamente, em vez de listar motivos para ir aos shows, prefere encontrar desculpas para não ir. Culpa-se a chuva (procure na Bíblia o telefone do SAC e peça para falar com São Pedro), o preço dos ingressos (nem tava caro, seus mendigos!), ou dificuldade de acesso (metrô a menos de 5 minutos, fora ônibus e VLT). Com casa cheia, teria sido ainda mais mágico. De todo modo, valeu a espera. O Marcelo de 16 anos agradece. Menos um na lista de pendências.

 

A noite teve início em clima de sarau com a banda Uncle Trucker – pelo menos não foi aquela Doctor não sei das quantas, mas é bem possível que o esquema tenha sido o mesmo. Mas quem sou eu para julgar? Se eu pudesse, também pagaria para a minha banda abrir o show do Saxon!

 

 
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