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Overkill: energia, emoção, velocidade e simplicidade no Opinião

OVERKILL

Opinião, PA/RS (22/08/2012)

 

Texto por Caesar Cezar de Cesar e fotos por Rachell Kolodsiejski

 

Mais uma grande noite para os fãs de metal em Porto Alegre, desta vez era o OVERKILL, banda que já passou por aqui em outra época, não tão distante no tempo, mas de distâncias quase abismais no que tange produção, divulgação e frequência nos shows de Metal. Em 2001 vi uma banda fantástica, tocando um thrash metal visceral, revivendo clássicos com muito prazer, energia e profissionalismo para pouco mais de 300 fãs. Na época a divulgação era pífia, a sonoridade normalmente afetada pelos equipamentos, mesmo em casas especializadas, pontualidade era uma piada e o resultando em geral era pouco público, quase que somente fãs devotos ou atentos ao movimento metal. Muito ouvi nos anos seguintes de pessoas que nem sequer sabiam que algumas bandas haviam tocado por aqui. Também tivemos modas que surgiram e sumiram, afetando mais ou menos alguns estilos músicas em certas épocas. Felizmente, isto não se repetiu e devido a fácil divulgação online, principal meio nos dias de hoje, fomos presenteados com um show igualmente fantástico por parte da banda, porém com um público bem mais razoável.

 

A banda de abertura desta vez foi a ONE OF THEM, banda de thrash metal que iniciou as atividades por volta de 2004 e desde então vem trabalhando muito bem para garantir seu espaço na cena metal gaúcha. Tendo lançado seu debut ainda em 2009, já realizaram uma quantidade bem razoável de apresentações pelos palcos do sul e sempre apresentando uma ótima performance, empolgante e plenamente baseada no que há de mais clássico no thrash. Seu som soa perfeitamente dentro do que se espera do estilo, muitos grooves já consagrados e uma pegada oitentista, com exceção do vocal que se diferencia um pouco pelo uso de vocalizações mais graves, mas que sempre agrada a maioria dos espectadores, como também foi nesta apresentação ao lado de uma banda tão importante em suas influências. Mesmo focados exclusivamente em material autoral, com músicas do debut e algumas novas que ainda não foram lançadas, sem a execução de qualquer cover, não deixaram de ser ovacionados pelo público que podia não reconhecer a música, mas entendia muito bem o que estava sendo executado.

 

Para mim os destaques desta apresentação foram a performance do mais novo integrante do quinteto, Leo James (guitarra), que exibiu uma pegada excepcional e deu um gás a mais para o grupo. Ele já é conhecido como “front-man” da banda Draco, a qual tocou junto ao Black Label Society, também no Opinião. Além disso, a sonoridade da música escolhida para o encerramento de seu show, “Let Them Burn”, fez com que o público respondesse muito e certamente ficasse com esta sonoridade gravada na cabeça após o encerramento dos trabalhos. O único ponto negativo desta apresentação foi algo que a banda infelizmente não pode fazer nada e sempre me incomoda muito, a limitação de decibéis imposta às bandas de abertura. Mas finalmente alguém me explicou que isto é uma norma geral, para todas as bandas que se apresentam na casa, porém as bandas internacionais, para nossa felicidade, não respeitam, no entanto as bandas locais precisam respeitar para não ser “limadas” no evento. Existe até uma pessoa responsável por fazer a medição durante o show. Não vou entrar no quesito legal disto, pois me parece algo bem plausível, no entanto, preferia que isto não existisse.

 

Enfim a grande atração da noite é iniciada e logo de cara Bobby Blitz já demonstra seu carisma ao público tentando um cumprimento em português. Com o OVERKILL completo em palco, ao som de “Come and Get It”, música de abertura do último trabalho da banda “The Electric Age”, eu pude sentir como se estivesse revivendo os bons momentos da juventude, quando buscava esta sonoridade em tudo que ouvia. Energia, emoção, velocidade e simplicidade, para mim são os elementos da essência deste estilo musical e o Overkill sempre explorou perfeitamente isto, provando mais uma vez a cada música que era executada. Ao som de “Elimination”, clássico absoluto do álbum “The Years of Decay” o público entra em um momento de completa loucura, muitas rodas punk, adrenalina e muitas vozes acompanhando cada estrofe. Blitz também empolga os presentes exibindo sua conhecida performance de entradas e saídas constantes do palco, socos e cotoveladas no ar, mostrando estar em forma para exercer sua posição de “front-man” em uma banda com sonoridade tão enérgica, ainda que sua voz já esteja um pouco afetada pelos tantos anos dedicados aos palcos.

 

Após “It Lives” Bobby abre faz um rápido comentário a respeito dos mais de 10 anos desde a última vez que estiveram aqui e então anuncia “Electric Rattlesnake” do seu último álbum que mantém o público em completo entusiasmo. É impossível não destacar também a performance de seu companheiro inseparável desde o início da banda, D.D. Vernie, em seu baixo estilizado e consagrado. Ambos formam a essência de todo som do Overkill e não é possível imaginar esta banda sem algum deles. Mas as guitarras de Dave Linsk e Derek Tailer também não deixam nada a desejar, apenas tem suas performances mais centradas no instrumento do que na interação com o público. O baterista Ron Lipnicki, que entrou na banda somente em 2005, também é obrigado a surrar ensandecidamente seu instrumento para dar o gás exigido pelo som que executa. De tudo que pude ver, ainda sinto como se a banda praticamente não tivesse envelhecido desde a última vez que vi, apenas alguma leve falta de fôlego de Blitz, que não pode ser considerada se analisar todo esforço que uma pessoa precisa fazer para manter este ritmo acelerado em palco por tantos anos.

 

Então em “Hello from the Gutter” o público responde muito animado às interações de Bobby, gritando muito e elevando ainda mais a temperatura do show. Na sequência ao anunciar “Ironbound” ele fala um pouco sobre agressividade e metal, desta vez não prestei atenção, mas o público interagiu e respondeu com muita ênfase ao que era ditado pelo front-man. Depois de tanta porrada na orelha, Bobby pergunta ao público se já era suficiente, se estavam satisfeitos, obviamente que ninguém respondeu sim e então é iniciada “Wrecking Crew”, mais uma obra que traz o clima oitentista ao evento, época dourada do thrash e também da ascensão do Overkill para o mundo. Muitas rodas punk surgem em frente ao palco e muita animação de todos os lados ate um rápido sumiço da banda para dar inicio a introdução de “Necroshine”. Será que preciso dizer que mais uma vez a plateia foi à loucura, pulando, cantando e batendo a cabeça o máximo que podiam, como fosse à última vez que poderiam fazer isto.

 

Um momento bem legal do show aconteceu ao som de “Old Scholl”, música bem punk e muito conhecida pelos fãs, ela possui em sua composição um momento bem animado que todos conseguem cantar juntos, aquele velho: “Hey, Hey, Hey!”. Inclusive foi este andamento que Bobby Blitz escolheu para apresentar cada um de seus colegas de banda, como se o pessoal já não soubesse perfeitamente quem era cada um deles, mas isto é comum em todos os shows e não poderia faltar. Então em mais um momento de carisma e interação com o público, ele agradece por estar ali, dando suporte à banda por tantos anos. Citando a força que este apoio tem na construção do futuro anuncia “In Union We Stand”, para fechar a primeira parte do show, fazendo com que o Opinião inteiro cante junto o refrão, principalmente quando fica somente a bateria e a voz do público, foi um momento realmente empolgante.

 

Depois de muita energia exposta em palco a banda sai para um rápido descanso, como padrão em todos os shows, mas merecido depois de tudo que este senhor “magrelo” de 53 anos fez pelos seus fãs. Por sinal, peço desculpas aos que falarem de seu visível cansaço, mas quero vê-los nesta idade fazendo o mesmo. Em poucos minutos já estão de volta para executar a última sequência de clássicos. Logo na primeira “Denied the Cross”, ocorre algum problema com a guitarra de Dave Linsk, que termina não tocando durante parte da música, mas logo depois Bobby confirma, de forma engraçada, se ainda terão duas guitarras e novamente lembrando que faz mais de 10 anos que estiveram aqui, ele anuncia “Rotten to the Core”. Para fechar a noite com chave de metal, por que ouro não é o caso aqui, aquele senhor no palco levanta o dedo médio e clama: “We Don’t Care What You Say” e o público responde em alto e bom som “Fuck You”, então com a mesma brincadeira da outra vez: “Falem mais alto”, e novamente: “Fuck You”. Assim finalizam o show com este cover que em minha opinião ficou consagrado na versão deles e nem faço ideia de qual banda o criou. Então em meio a camisetas sendo jogadas ao palco, palhetas distribuídas ao público, Blitz arranca o set list e entrega a um fã. Mais um grande show que temos a oportunidade de ver depois de tantos anos de distância entre Porto Alegre e a rota das turnês de grandes bandas. Certamente todos saíram plenamente satisfeitos, alguns poucos muito felizes por verem novamente e, provavelmente, muitos outros com a sensação de alívio por aproveitarem essa segunda chance.

 

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