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De volta aos anos dourados com o The Byrds Celebration em Goiânia

THE BYRDS CELEBRATION

Bolshoi Pub, Goiânia/GO (20/05/2011)

 

Texto por Stefani Costa e Teresa Ribeiro e fotos por Stefani Costa

 

Chamados até mesmo de “Os Beatles Americanos”, o The Byrds Celebration se apresentou no Bolshoi Pub, em Goiânia, revivendo os anos 60 cheios de vigor e nostalgia. O The Byrds (banda original formada por Gene Clark, Michael Clarke, David Crosby, Chris Hillman e Roger McGuinn que, TheByrds_Goiania.jpg (1)anos mais tarde, deu origem ao The Byrds Celebration de hoje) compôs vários clássicos ao lado de Bob Dylan, disputando status com bandas como os Rolling Stones.

 

Os psicodélicos sentiram o auge da carreira até meados de 1973, quando houve o primeiro “racha” entre os integrantes. Depois de tantos anos, com uma formação diferente, os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de desfrutar as grandes canções que marcaram toda uma época.

 

O The Byrds Celebration chegou a Goiânia muito bem representado. Depois de passar por São Paulo e Curitiba, Terry Jones Rogers (vocal e guitarra), Scott Nienhaus (guitarra e vocal), Michael Curtis (baixo e vocal) e Tim Politte (bateria e vocal), mostraram que são impecáveis no que fazem. Eu diria que hoje não se vêem mais músicos tão perfeccionistas e cheios de vontade como esses quatro roqueiros grisalhos. Não fazer parte daquele grupo inicial, lá dos anos dourados, se tornou um mero detalhe durante o show.TheByrds_Goiania.jpg (2)

 

Como já era esperado, Mr. Tambourine Man, The Times They Are A-changing e My Back Pages, todas conhecidas através de Bob Dylan, fizeram parte do set, fechando os olhos de quem estava presente e relembrando épocas passadas, cheias de emoção. Era comum esbarrar em várias pessoas dançando e cantando, sem se importar com quem estava ao lado. O mais legal foi encontrar muitos jovens em meio ao bando de cinquentões que tomaram conta do pub, uma iguaria no Centro-Oeste. Foi divertido ver a galera levantando suas canecas de cerveja e demonstrando a alegria em prestigiar aquele momento.

 

Scott Nienhaus conversou conosco por um bom tempo e, ao ser questionado sobre o “rock” feito nos dias de hoje, ele nos disse que admira vários cantores e musicistas, mas a impressão do cara sobre o som feito atualmente, é que o conjunto da obra deixa algo a desejar. E é exatamente isso que nós temos - o conjunto da obra entrosado - ao ouvir cada música do The Byrds Celebration, retornando ao passado, mesmo estando ali, num presente muito real, por diversas vezes.

 

Um dos pontos máximos do show, em que era possível ouvir vozes em coro, foi quando começou a TheByrds_Goiania.jpg (3)música Turn, Turn, Turn.  Foi algo inexplicável a viagem toda que, pelo menos nós, tivemos ao ouvir aquilo. Tudo foi impecável: som, ambiente, iluminação e o público. Cada minuto fazia justiça a tudo o que nós ouvimos sobre os americanos. Apesar das entradas e saídas dos componentes ao longo dos anos, eles conseguiram manter a essência da banda.

 

O baterista Tim Politte, além de arrasar no palco, trocou altas idéias com a nossa reportagem. Apesar de dormir poucas horas por dia durante a turnê, o batera mostrou muita animação no nosso bate papo. Tim faz parte do grupo há mais de 10 anos e confessou que ouvia o som dos Byrds desde muito antes. Autodidata como músico, ele nos contou que nunca estudou teoria dos instrumentos que domina e que aprendeu a tocar violão e bateria “de ouvido”. 110531thebyrds.jpg

 

O tempo foi curto para o diálogo com todos os Byrds, mas de acordo com o que vimos no palco, e fora dele, quem foi ao Bolshoi Pub naquela noite permeada por um começo de inverno goianiense, pode considerar-se uma pessoa de sorte, principalmente por agora fazer parte da história de uma banda clássica.

 
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