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SupreMa: entrevista exclusiva com Douglas Jen e Pedro Nascimento

Por João Paulo de Matos Mota e foto por Irisbel Mello

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ROCK BRIGADE: A banda foi formada em 2004 e de lá pra cá vem ganhando notoriedade e experiência, além de já terem dividido o palco com grandes nomes como Primal Fear, Blaze Bayley, Evergrey, entre outros. Contem um pouco como esse caminho de sucesso foi trilhado até agora.

 

Douglas Jen: Iniciamos os trabalhos em 2004 como amigos que se juntaram para formar uma banda e a parada acabou ficando bem séria. Tanto é que só eu fiquei da primeira formação, e no meio do caminho o pessoal foi saindo por questões pessoais, ou outros trabalhos, e fui encontrando grandes músicos nesta trajetória, a maioria aqui do ABC paulista, que foi o caso do Pedro e do Gabriel que tocavam em bandas daqui da região. Isso aconteceu quando a banda já tinha apenas 3 anos de carreira, e mesmo assim com muita coisa já realizada. Engraçado que na hora que você começa uma banda, o pessoal fica com receio de dar grandes passos e muitas vezes têm medo de mudanças, mas eu não tive muito esse medo de dar o passo à frente, na verdade sempre quis seguir com a banda e sabia onde eu queria chegar. As trocas de integrantes nos prejudicaram muito lá no início, mas no final eu vejo que foi o melhor pois o pessoal novo que entrou foi quem ajudou a dar essa cara profissional ao SupreMa. Depois disso, a banda fez 5 turnês no nordeste, shows ao lado de bandas internacionais e foi à partir daí que a carreira começou de fato. Com certeza foi essa coragem de todos que fez a banda ter chegado aonde chegou até agora.

 

RB: O nome da banda tem algo peculiar, a letra M maiúscula. Qual a razão dela ser escrita dessa forma? Existe algum significado especial? E o nome da banda de quem foi a idéia?

 

Douglas Jen: Na verdade, é mais por uma estilização do nome, não tem um significado específico. Sobre o nome da banda, foi pensado por mim para dar a intenção de grandiosidade, além do fato de eu querer um nome em Português. Já que somos uma banda brasileira que canta em inglês para atingir mais facilmente o mercado internacional, eu acabei escolhendo um nome em português para homenagear a nossa língua. Além de, desde o começo, eu querer um nome fácil que até a minha mãe soubesse pronunciar! (risos)

 

Pedro Nascimento: Além desta identidade brasileira, é fácil de decorar e chama a atenção, desperta interesse.

 

RB: O último trabalho da banda, o CD "Traumatic Scenes" está sendo lançado agora em 2012. Como a banda trabalhou o processo de composição e gravação desse álbum? Quais foram as principais dificuldades enfrentadas por vocês durante esse processo?

 

Douglas Jen: Na verdade, a maior dificuldade foi com a questão da finalização do disco, porque no meio do caminho tivemos muita dificuldadede conciliar a nossa agenda com a do produtor. Na verdade, esse foi um disco que começamos a pré-produção em 2009 no nosso home studio e a produção e gravação começaram em 2010, e acabaram se estendendo até 2012, quando fizemos a mix/master. Oficialmente o disco ainda não foi lançado, pois estamos em processo de fechamento de contrato com uma gravadora americana, e pela própria condição imposta por eles, só após o lançamento na Europa e nos Estados Unidos é que o CD poderá ser lançado no Brasil oficialmente.

 

RB: Na última turnê pelo nordeste, o SupreMa rodou mais de 8.000 quilômetros durante 20 dias, levando equipe técnica e todo o equipamento na mesma van! Como foi essa experiência e como a banda lidou com essa convivência tão "íntima"?

 

Douglas Jen: Na verdade essa turnê foi a primeira que fizemos da maneira como eu queria, que seria sair de São Paulo levando toda a equipe, equipamento de palco completo, com microfone, bateria, cenário, tudo na van. Vários lugares que visitaríamos não teria a estrutura necessária para o show que pretendíamos fazer, principalmente com uma bateria daquele tamanho que todos viram no clipe (Nightmare). Então levamos ao nordeste a mesma qualidade sonora que o pessoal de SP teria, por exemplo. Hoje o maior público do SupreMa é no Nordeste e eles merecem essa qualidade nos shows.

 

RB: Recentemente houve uma mudança na formação, onde o baterista Rafael Rosa deixou a banda dando lugar a Fernando Castanha. Quais foram os motivos da saída do Rafael e como foi o processo de escolha do novo baterista?

 

Douglas Jen: O Rafael assumiu a banda numa época um pouco turbulenta. Não que estivéssemos passando por problemas internos, mas porque estávamos num momento de muitos shows e compromissos e o Helmut Quacken na época não estava com a disponibilidade que nós precisávamos. Na época que ele nos expôs isso, e tivemos que procurar por algum substituto para honrar os compromissos da banda e o Rafael é um cara que já tinha tocado comigo há alguns anos em outra banda, e acabou aceitando o desafio. Fizemos a tour Nordeste, o clipe da “Nightmare” e ele vestiu a camisa junto conosco. Mas ele também tem outro trabalho, como produtor musical e professor de áudio e a agenda dele também ficou bem complicada de conciliar com os compromissos da banda, e no momento em que estamos agora com disco em lançamento, propostas de gravadoras estrangeiras, shows internacionais sendo negociados, o próprio Rafael conversou com a banda e expôs que ele não poderia desprender o tempo que precisávamos.

 

Pedro Nascimento: Ele mesmo sabia que chegaria a hora em que teríamos que sair para turnês maiores e pelos compromissos dele, não seria possível e ele mesmo não queria fazer o trabalho pela metade conosco.

 

Douglas Jen: Depois disso, a nossa preocupação era encontrar um batera que entendesse o nosso estilo musical. Mesmo não tendo anunciado oficialmente a saída do Rafael, as notícias acabaram correndo pelos bastidores e acabamos recebendo várias indicações e muito material. Vimos então um vídeo do Fernando Castanha no YouTube, ele toca no Dream Theater cover oficial brasileiro há 13 anos, e na mesma hora percebemos que a linguagem dele tinha tudo a ver com o SupreMa. Entramos em contato, conversamos, mostrei algumas músicas da banda e depois de 2 ensaios, ele já estava com quase todo o repertório tirado!

 

Pedro Nascimento: E o legal foi que tudo fluiu muito bem, tanto na parte musical quanto nas ideias profissionais.

 

Douglas Jen:  Precisávamos essencialmente de um cara que entendesse nossa linguagem, este lance mais prog metal que estamos fazendo nos últimos anos, e a química foi instantânea!

 

RB: Além do Brasil, quais outros países o SupreMa tem alcançado e vem recebendo retorno dos fãs?

 

Douglas Jen: Para ser sincero, ainda não temos muita noção do nosso público fora do Brasil, porque ainda não chegamos a tocar lá fora, mas estamos recebendo um grande retorno do pessoal dos EUA e da Europa. Temos recebido muitos emails e mensagens de fãs de lá principalmente após o lançamento do vídeo clipe da Nightmare.

 

Pedro Nascimento: Tem também o nosso site, onde conseguimos saber quais são os países que mais acessam, e é engraçado que no ranking em primeiro lugar está o Brasil, em segundo a China e em terceiro os Estados Unidos! É realmente uma diversidade.

 

 

RB: O primeiro fruto do "Traumatic Scenes" foi o videoclipe da música "Nightmare". Além de uma produção excelente, o clipe teve como inspiração as obras do artista belga René Magritte. Como surgiu a idéia de utilizar suas obras como inspiração para o clipe?

Douglas Jen: Além da música, eu também faço alguns trabalhos de artes e designer, sendo que as duas capas do SupreMa são de minha autoria e eu sempre busco inspiração no surrealismo, pois é um tema que me agrada muito, tanto visualmente quanto na escrita e temática. Além das capas, a maioria das letras por serem de minha autoria, também tem muita coisa sobre o tema e na hora em que estávamos conversando com o diretor do clipe, eu comentei desse meu gosto pelo surrealismo e descobrimos que ele também gostava muito do tema e as ideias acabaram fluindo para esse caminho. Todos conhecem Salvador Dali, mas queria apresentar algo novo aos fãs. Como o René tem obras chocantes, fugindo do comum, serviu como uma luva para o vídeo clipe de uma música que leva o nome de “pesadelo”, que é onde você realmente se encontra dentro das obras dele!

 

RB: E como a banda está trabalhando a divulgação do videoclipe?

 

Douglas Jen: O primeiro canal de TV que exibiu o clipe foi a NGT, através do programa Stay Heavy e depois disso acabamos entrando na MTV/BRZ, que está sendo uma grande divulgação para o nosso trabalho, gerando contatos diários de novos fãs que acabam descobrindo a banda através desses canais.

 

RB: Qual a opinião de vocês sobre o heavy metal nacional atualmente?

 

Douglas Jen: Com um olhar bem crítico, eu tenho viajado o Brasil todo com grandes artistas e o público em si é muito bom, mas o grande problema são os produtores e as próprias bandas. Venho me decepcionando com muitos produtores do país, pois vemos ainda muito amadorismo. Se o cara não tem informação, “tudo bem”, mas muitas vezes eles têm a informação, sabem como fazer, mas querem economizar e fazem coisas mal feitas ou de má vontade.

 

Eu vejo que, o que está precisando também, é a união entre as bandas que falam pra caramba em uma união, mas na hora de realmente fazerem esta união, cada um prefere defender o seu, e parece que tem medo de perder seu lugar. Creio que quem realmente acredita no seu próprio talento não precisa se preocupar de outro tomar seu lugar, há espaço para todos!  Vou até usar o sertanejo como exemplo: você vai a um rodeio, na hora do show de sertanejo, um cantor X está cantando a musica dele, mas ele também canta mais 3 ou 4 sucessos de outra dupla que está fazendo sucesso no momento, ou seja, é um cantando a música do outro e eu nunca vi uma banda de metal nacional tocando o sucesso de outra banda, porque eles mesmo a encaram como “concorrente”. Tour conjunta no Brasil? Raros casos podemos citar. Eu vejo que o Heavy Metal no Brasil precisa de união e de uma organização MUITO melhor entre as bandas, além de capacitação dos produtores, hoje tem muito produtor novo cheio de vontade, mas eles não têm alguém em quem se espelhar, o que mais ouvimos hoje em dia são casos de pilantras e eventos que não foram pra frente.

 

Eu sinto um momento de renovação no Heavy Metal, creio que o Brasil precisa de novos artistas de expressão, novos ídolos, e estamos numa geração muito talentosa e capaz de produzir isso.

 

RB: E com a experiência de mais de 8 anos de carreira, qual conselho vocês dariam para uma banda que está iniciando sua carreira agora?

 

Douglas Jen: Não comecem uma banda! É muito complicado! (risos)

 

Pedro Nascimento: É igual o conselho daquele cara que acabou de se casar: não se case! (risos) Brincadeiras a parte, se você quiser seguir em frente, tem que levar a banda muito profissionalmente, senão não dará certo.

 

Douglas Jen: Além disso, você também precisa saber onde você está pisando e onde você quer chegar com a banda, ou seja, definir seus objetivos. Se for uma banda séria, o primeiro passo é conversar com músicos que já trabalham profissionalmente, que já tenha certa experiência e entender qual é a real situação. Além disso, prepare-se para ter noites mal dormidas, ficar sem comer algumas vezes, viajar muito, ter que dormir no chão e não ter mais finais de semana e sim day-offs! (risos) Mas o importante é manter o foco no seu objetivo e lutar muito para alcançá-lo! E no final, ver o fã vestindo a camisa da sua banda, cantando sua música, isso não tem preço, e recompensa todo o trabalho que você teve no passado!

 

RB: E para 2013, o que os fãs podem aguardar do SupreMa?

 

Douglas Jen: Se o mundo não acabar em 2012 (risos), podem esperar pelo lançamento oficial do CD, além de mais um novo videoclipe. E em 2013 vai começar de verdade a turnê de divulgação do Traumatic Scenes, já temos alguns shows pré-agendados no Nordeste que será a estréia oficial do baterista Fernando Castanha na estrada com a gente! O motivo de esperarmos até 2013 é devido a algumas parcerias que estamos fechando para mais uma vez levar toda a estrutura para o Nordeste. E dessa vez levaremos uma estrutura ainda maior para o pessoal de lá!

 

RB: O espaço agora é para vocês enviarem um recado para os fãs do SupreMa!

 

Pedro Nascimento: Vamos estar com tudo em 2013, em plena divulgação do Traumatic Scenes por todo o Brasil e pisando em cidades onde o Suprema ainda não se apresentou aos fãs!

 

 Douglas Jen: Agradeço a oportunidade da entrevista e dizer aos fãs: fiquem sempre atentos às novidades da banda através de nosso site oficial (www.suprema-online.com), pois em 2013 o SupreMa dará um passo definitivo em sua carreira e todos se surpreenderão com o que Traumatic Scenes vai levar pelas estradas e palcos do Brasil e fora!

 

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