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Pain of Salvation começou sua turnê brasileira no Rio de Janeiro

PAIN OF SALVATION

Hard Rock Cafe, RJ/RJ (04/06/2011)

 

Por Guilherme Schneider M Dias

 

Demoraram seis anos para o Pain of Salvation retornar ao Rio de Janeiro e matar as saudades dos Pain of Salvation. jpg (1)fãs cariocas. O último show havia sido em 2005, quando dividiram o palco do Circo Voador com os também suecos do Evergrey. A impressão que dava é que trouxeram um pouco do clima nórdico para a Barra da Tijuca, pois a noite estava fria (especialmente para os padrões locais, claro). Nada que desanimasse as 600 pessoas, que ignoraram o insosso empate entre Brasil e Holanda e chegaram cedo para encher a casa de shows (ou restaurante?). Vale lembrar que na véspera teve show do Alice Cooper, e no dia seguinte o também metal progressivo do Symphony X. Haja dinheiro para ingressos!

 

Se o frio perturbava quem estivesse na fila, do lado de fora, lá dentro o cheiro de comida é que incomodava os bolsos mais despreparados. Até porque a espera foi longa: mais de uma hora de atraso, em que só a máquina de fumaça trabalhou sem parar, enfumaçando o ambiente de tempos em tempos. APain of Salvation. jpg (2) passagem de som foi feita na hora em que o público deveria entrar no Hard Rock Cafe, o que atrasou tudo. E o show que estava programado para começar às 19h só foi começar às 20:20.

 

Depois de tanta expectativa sobem ao palco e são ovacionados logo de cara. A retribuição vem com a seqüência Remedy Lane, Of Two Beginnings e Ending Theme. Todas do clássico álbum Remedy Lane, de 2002. A primeira, faixa instrumental que dá o título ao álbum, cria uma atmosfera positiva, apesar de algumas falhas no som (que volta e meia aparecem no show - embora não comprometam a apresentação). A hipnotizante Ending Theme empolga e põe todo mundo para cantar o refrão.

 

Daniel Gildenlöw (voz, guitarra e líder do Pain of Salvation) sorria à toa. Demonstrou muita simpatia e constantemente conversava com os fãs. Aliás, a banda toda se mostrou simpática, talvez até facilitado pelo clima intimista que a proximidade do palco gera.

 

Pain of Salvation. jpg (3)Em America o chão da casa chegou a tremer com os pulos, embora boa parte do tempo o público tenha ficado mais parado. A impressão que dava é que a maioria estava realmente admirando o que via (e ouvia). Quem foi lá era fã de "carteirinha".

 

O clima esquentou com três músicas tocadas ao vivo pela primeira vez: Black Hills (do álbum One Hour By The Concrete Lake, 1998), Idioglossia e Her Voices (ambas do álbum The Perfect Element, Part I, de 2000). No início de Black Hills um problema na guitarra de Gildenlöw (sofreu com cordas arrebentando) interrompeu a música por um tempo. O suficiente para o baterista Léo Margarit improvisasse um solo, e Fredrik Hermansson, tecladista, filmasse um pouco da movimentação dos roadies. Idioglossia foi outra que fez o show tremer, provavelmente um dos pontos altos da noite.

 

Os fãs pediam por músicas incessantemente, querendo aproveitar a "deixa" da banda de tocar inéditas. A belíssima Second Love foi super comemorada (e cantada). A participação do novatoPain of Salvation. jpg (4) baixista Daniel Karlsson (apelidado de "D-2" por Gildenlöw, o auto-intitulado "D-1") foi muito boa também.

 

O show da turnê do álbum Road Salt One (lançado ano passado – o Road Salt Two saí ainda em 2011) teve como representantes as músicas No Way, Of Dust, Linoleum, Road Salt e Tell Me You Don't Know. Com boa aceitação, mas não tanto quanto as de trabalhos mais antigos.

 

O Pain of Salvation deixou o palco depois de quase duas horas de show. Os pedidos por bis naturalmente não demoraram muito para serem atendidos. Em uníssono a "turma do gargarejo" clamava por Disco Queen e seu refrão super dançante (que certamente combinava um pouco mais com o público tradicional da casa – que já esperava na porta pelo evento pós-Pain of Salvation). A melodia de Disco Queen tem algo de especial, que conquista de cara quem tiver mente aberta.

 

Pain of Salvation. jpg (5)A saideira foi Nighmist, que lá pelas tantas mostrou de novo uma pegada mais eclética, com uma surpreendente levada reggae (combinando com os imensos dreads nos cabelos do talentoso guitarrista Johan Hallgren). Daniel Gildenlöw é tão seguro de si que permite essas brincadeiras musicais. O show terminou 22:36 (totalizando mais de 2 horas) e a satisfação parecia geral nos rostos dos presentes, que de lá encararam novamente a noite fria da Barra.

 

Do Rio a turnê brasileira foi no dia seguinte para São Paulo (05/06 - dia do aniversário do Daniel Gildenlöw), e logo após para Curitiba (06/06).

 

 

 

 

Setlist:

Remedy LanePain of Salvation. jpg

Of Two Beginnings

Ending Theme

America

Handful of Nothing

Of Dust

Kingdom of Loss

Black Hills

Idioglossia

Her Voices

Second Love

Diffidentia

No Way

Ashes

Linoleum

Road Salt

Falling

The Perfect Element

 

Tell Me You Don't Know

Disco Queen

Nightmist

 
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