logotipo
35 anos de rock'n'roll

Conheça nossas redes sociais!

Música do Dia


OZZY OSBOURNE - Let Me Hear You Scresm

  • Delain e VUUR em Limeira: Holanda em dose dupla

    Terça, 21 de maio de 2019
  • Bonadia Fest reúne 15 bandas em SP

    Domingo, 05 de maio de 2019
  • Coletânea física e digital comemora os 50 anos do ZZ Top

    Sexta, 03 de maio de 2019
Erro
  • JFolder::files: Caminho não é uma pasta:

Voodoopriest: saiba como foi a audição do ótimo EP para a imprensa

Texto e fotos por William Silva

 

Na noite de 04 de fevereiro a banda Voodoopriest realizou uma audição exclusiva de seu primeiro EP homônimo para imprensa. A audição aconteceu no Norcal Studios, estúdio onde o EP foi produzido por Brendan Duffey e Adriano Dagaon e onde algumas personalidades da música nacional e internacional produzem seus trabalhos. 

 

O Voodoopriest é formado pelos músicos: Vocal - Vitor Rodrigues (ex-Torture Squad), Guitarras - César Covero (Endrah) e Renato De Luccas (Exhortation), Baixo - Bruno Pompeo (Aggression Tales) e bateria - Edu Nicolini (ex-Nintrominds e Musica Diablo), resumindo, somente músicos experientes e com trabalhos relevantes dentro do underground nacional.

 

Com a prévia do som dos caras baseado no single "Reborn", veiculado há algumas semanas na internet, fui com a expectativa de ouvir coisa boa, e foi o que aconteceu.

 

A recepção para a imprensa foi muito bem elaborada e organizada, não faltou bom humor, profissionalismo, comida e bebida. Todos da banda e da equipe estavam a vontade com o evento, mesmo esse tipo de evento sendo pouco comum para bandas do gênero. Questionei o vocalista Vitor Rodrigues sobre essa iniciativa e ele respondeu: "A gente nasceu no underground, mas estamos tentando ser profissionais, temos que trabalhar com esse nível de profissionalismo a partir de agora. Ser underground não é sinônimo de tosqueira". Realmente, não tem como discordar dele e essa iniciativa é muito bem vinda para fãs e imprensa.

 

Com entrevista para a Rock Brigade encaminhada e tudo de acordo, fomos para a audição de fato para acabar com as expectativas. Se você ouviu a música "Reborn" e gostou, vrai te uma surpresa das grandes, pois ela com certeza é a mais "fraca" do EP. A ótima música “Reborn”, que mostra o rito de passagem e renascimento dos caras, é a mais leve e a “menos trabalhada”. Ouvindo todas as músicas pude concluir que o resto do trabalho é mais abrangente, técnica e musicalmente.

 

O EP possui cinco músicas, todas calcadas na sonoridade death/thrash, porém, elas são muito diferentes entre si, deixando clara a influência que cada membro tem na composição musical do Voodoopriest, sendo quase impossível classificar o estilo da banda como sendo isso ou aquilo, tamanha a diversidade musical encontrada no disco.

 

O vocal do Vitor Rodrigues é aquilo que todos conhecemos: forte, violento e muito bem postado. O cara esta com a garganta afinada abusando entre os graves e agudos em seus guturais.

 

A bateria de Edu Nicolini é outra "grata surpresa", digo que é surpresa pois muita gente acreditava que o som do Nintrominds era banda pra criança, mas não era. O Edu sempre foi conhecido por ter a mão muito pesada, e no Voodoopriest não foi diferente, porém, agora o cara está abusando da técnica, aliada a força e velocidade.

 

O baixo de Bruno Pompeo está deveras agressivo. As linhas de baixo chamam muito a atenção em várias músicas, parecendo uma barulheira embolada a princípio, mas quando você escuta com um pouco mais de atenção, fica impressionado com a maestria com que o instrumento está esta sendo tocado. Definitivamente o ele não passa despercebido.

 

As guitarras de César Covero e Renato De Luccas são um destaque a parte, pois cada guitarrista tem um estilo próprio e muito bem definido de tocar, mas o diferencial foi eles terem percebido isso e usado a favor do som. Os timbres de ambas as guitarras são semelhantes em boa parte das músicas, mas os riffs e solos de cada um são extremamente particulares, ou seja, muitas vezes esperamos um solo mais sujo e temos um solo mais clássico, às vezes esperamos um riff mais groovado e ouvimos o oposto. A alteração entre guitarra base e guitarra solo deixou o som muito mais vivo e dinâmico também, pois não é possível reconhecer quem é quem logo de cara. A sintonia entre eles está muito bem construída e definida. Eles encontraram um jeito de tocar extremamente maduro e perspicaz. 

 

Em suma, o EP do Voodoopriest não soa moderno demais, nem tampouco datado, mas posso garantir, tem personalidade, pegada e peso. O profissionalismo assumido na postura de produção e divulgação é o diferencial que não deve ser esquecido e deve ser levado como lição de casa para outros. Portanto, não esperem que isso seja um projeto qualquer, acredito que a banda veio para ficar e fazer história. Com certeza eles irão "voodoozar" a cena heavy metal nacional. Sucesso para os caras!

 

 
Busca no site