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Alice Cooper trouxe seu circo de horrores para São Paulo

ALICE COOPER

Credicard Hall, SP/SP (02/06/2011)

 

Por João Gobo

 

Se o lendário poeta grego Homero vivesse entre nós, mais especificamente em São Paulo, certamente se espantaria com o que aconteceu no dia 02 de junho na cidade, assolada por uma devastadora greve que paralisou os trens e desencadeou o caos no já conhecido e deficiente transito paulista.

 

Foi, de fato, uma odisséia homérica chegar ao Credicard Hall. Um trajeto que normalmente duraria cerca de quarenta minutos, levou praticamente três horas. Uma verdadeira batalha. Por alguns momentos me senti como o herói Ulisses, que no poema original levou dez anos entre idas e vindas, enfrentando os percalços da vida até retornar à sua terra natal. Tudo parecia que ia acabar mal e a angústia tornou-se uma companheira fiel. O alívio veio quando constatei que, felizmente, havia chegado a tempo!

 

Epopéias à parte, foi gratificante ver a casa cheia para uma apresentação como essa. Ressalva seja feita. Alice Cooper sabe como entreter! É um autêntico showman, na melhor acepção da palavra . Não importa se você já viu alguma apresentação passada, existe uma renovação e uma busca constante pelo novo. Novos efeitos, diferentes recursos para extrair a melhor interpretação visual de uma música, enfim, nada soa pedante ou previsível. Nesse quesito ele é praticamente imbatível

 

Foi com a clássica narração do ator Vincent Price em The Black Widow que teve início o espetáculo. Cooper apareceu como uma espécie de mutante, meio homem, meio aracnídeo para delírio dos presentes. Brutal Planet veio em seguida e assim começou uma enxurrada de hits como I’m Eighteen, Under My Wheels, Billion Dollar Babies, No More Mr. Nice Guy (que nomeia essa turnê), Hey Stoopid, muito aguardada pelos fãs e It’s My Body. Simplesmente fenomenal!

 

A banda que o acompanha nessa turnê é extremamente competente, fato que ficou evidenciado em Halo Of Flies com pequenos solos individuais.

 

Com uma jaqueta escrita “new song” nas costas, o cantor aproveitou para mostrar que ainda tem muito a oferecer à música pesada. Em sua camiseta estava escrito o nome da música: I´ll Bite Your Face Off. Mais clássicos seguiram, para alegria de quem pode presenciar: Muscle Of Love, Only Women Bleed, Cold Ethyl e Feed My Frankestein, com direito a um boneco gigante que andava pelo palco e mexia a boca, como se estivesse cantando. Uma grata surpresa foi Clones (We`re All) do controverso álbum Flush The Fashion, que antecedeu Poison, provavelmente a mais esperada da noite e, certamente a que mais agitou, além de Wicked Young Man e I Love The Dead onde nosso herói foi devidamente decapitado, retornando com School`s Out e uma breve citação ao clássico Another Brick In The Wall do Pink Floyd.

 

Após um pequeno intervalo que já se tornou praxe, vieram Elected e Fire, cover do Jimi Hendrix que encerrou definitivamente a apresentação.

 

Um final feliz, depois de tantos entraves. Ironicamente, até os trens voltaram a funcionar...

É impressionante constatar que o tempo parece não causar efeitos sobre Alice Cooper. No alto de seus sessenta e três anos, não demonstra sinal algum de cansaço, mas uma disposição ímpar em levar seu circo de horrores o mais longe possível!

 
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