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Estúdio Produssom: inauguração do espaço Pocket Show

Inauguração do espaço Pocket Show do Estúdio Produssom – 27/02/13

Texto e fotos por Evandro Camellini


Na noite da última quarta-feira, aconteceu na renomada “avenida dos músicos” em São Paulo, a estréia de mais um espaço para shows na capital. O Estúdio Produssom apresentou um espaço para pocket shows (shows de pequeno porte), tendo como convidadas as bandas Nervosa, Hellsakura e Detonator e as Musas do Metal.

 

O evento, marcado para as 20h, teve seu início com pouco mais de uma hora de atraso, e não contava com casa cheia (a lotação do lugar é de cem pessoas). Em determinado momento, o som mecânico do local começa a tocar o clássico do Angra, Carry On. E então, Bruno Sutter, mais conhecido como o icônico personagem Detonator, consagrado pela também icônica banda caricata Massacration, sobe ao palco e canta a referida música. Se alguém ainda não conhecia a capacidade vocal do citado, essa foi a forma de mostrar que nem só de piada vive o personagem. Executando muito bem a linha vocal da música, Detonator encerrou a abertura comentando, em tom irônico “É muito fácil cantar isso! É muito fácil cantar Angra!” Obviamente, todos os presentes no local riram. Em seguida, fez uma rápida apresentação do local, dando a “certidão de nascimento” do mesmo, e chamando para o palco a primeira banda da noite, a já conhecida do público, Nervosa.

 

Dessa vez, o Power trio, que conta na formação fixa com Fernanda Lira (baixo e voz) e Prika Amaral (guitarra e backing vocal), contou com a precisão de Pity Ferraz na bateria. E o que os presentes viram, durante coisa de meia hora, foi o que todos provavelmente já conhecem: uma apresentação vigorosa, “raçuda”, com um Thrash Metal totalmente a lá Destruction. A banda se mostrou mais coesa, talvez  pela pegada firme e precisa de Pity. A verdade é que, durante toda a apresentação, pode-se perceber várias “escorregadas” de Prika, que definitivamente não estava numa boa noite. Mas nada que chegasse a comprometer o andamento de nenhuma das músicas, em momento algum. Tiveram o respaldo do público, como era esperado, e realizaram um belo show.

 

Na sequência, volta Detonator para o palco e, diante um discurso de que qualquer tipo de música pode se tornar Heavy Metal, apresentou uma versão hilariamente cômica da canção infantil “Pintinho Piu”. Impossível segurar o riso diante da interpretação impagável de Detonator da versão Metálica dada a canção! Talvez o grande momento da noite! E então, após o “momento piada”, foi chamada ao palco a banda Hellsakura.

 

Hellsakura é uma banda que faz uma bela mistura de Punk Rock, com pitadas de Rock’n Roll e Thrash nas medidas exatas. Formada pela veteraníssima Cherry (vocal e guitarra), que muitos devem lembrar pela banda Okotô, clássica da cena paulistana dos anos oitenta, conta também com Marcos Donida (guitarra), Napalm (baixo) e  Denis Okuma (bateria). E o que tivemos foi um show extremamente competente, de também por volta de meia hora de duração, onde não houve espaço para bate papo. Música atrás de música, com uma energia incrível, o Hellsakura foi conquistando o público presente. Essa foi a terceira apresentação da banda que pude assistir, e gostaria de deixar o comentário: é gritante a evolução da banda! Isso mostra o quanto o quarteto tem levado a sério seu trabalho. Ao final do show, pude ouvir muitos elogios sobre o que todos tinham acabado de presenciar.

 

E, para fechar a noite, nada além do grande mestre de cerimônias do evento, Detonator. Que subiu ao palco muito bem acompanhado de suas Musas do Metal. A idéia é simples: pegar quatro garotas de atributos físicos latentes e alguma qualidade musical, para executar “clássicos” do Massacration. E, obviamente, funcionou que foi (desculpe a redundância!) uma beleza! (rs) Formada por Paulitchas e Isinha nas guitarras e Juju no baixo, tendo o apoio do “primo do próprio Detonator” na bateria, já que, segundo o próprio, a baterista oficial, Iza, estava na “recauchutagem”, o que pudemos ver foi um personagem extremamente competente no que faz, a frente da banda, e o restante não exatamente na mesma pegada. É nítido que execução não é o forte das meninas, assim como presença de palco. Mas, que funciona muito bem aquelas três beldades, com vestimentas precisas para a idéia, em cima do palco, isso é indiscutível! Foram executadas quatro músicas do finado Massacration, mais uma versão Metal para a música “Amor de chocolate”, do cantor Naldo, hit do Carnaval brasileiro. Coisa que funcionaria apenas nesse formato, sem a menor dúvida! Uma apresentação curta, recheada de humor, que fechou de forma perfeita o evento.

 

A verdade é que São Paulo ganhou um ótimo espaço para shows de pequeno porte. Bandas iniciantes, que querem divulgar seu trabalho e até realizar algum registro em vídeo, essa se apresenta como uma ótima nova opção. Localização fácil, espaço agradável, palco decente e uma iluminação e qualidade sonora melhor que algumas casas de shows e bares já consagrados na capital. Fiquemos todos na torcida para que o espaço vingue, e tenha mais eventos agradáveis, de bom nível e divertidos como esse.

 

 
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