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Anneke van Giersbergen: entrevista exclusiva com a ROCK BRIGADE

Anneke van Giersbergen: mudanças positivas e energia renovada 

 

Entrevista e texto por Erick Tedesco  e fotos por Mark Uyl

 

Com o lançamento do quarto álbum de estúdio Everything Is Changing em 2012, sem contar o ao vivo Live In Europe, Anneke van Giersbergen finalmente se desfaz de algumas amarras do passado: assume de vez a responsabilidade pelo trabalho solo, agora sem o Agua de Annique, e coloca um ponto final na história com a ex-banda The Gathering. A bela holandesa, que desembarca na América do Sul em março para mais uma temporada de shows, conta nesta entrevista exclusiva como o mais recente disco manifesta  toda a energia e positividade de seu estado de espírito.  

 

ROCK BRIGADE: Olá, Anneke. Depois de quatro álbuns, você decidiu finalmente eliminar o Agua de Annique e assumir Anneke van Giersbergen como o nome da banda. O ‘Agua de Annique’ confundia os fãs?

ANNEKE VAN GIERSBERGEN: Muitas pessoas não entenderam porque comecei a trabalhar sob um apelido. Acredito que, na época, estava com receio de capitanear meu próprio projeto, e a ideia de “estar em uma banda” parecia-me lógica e familiar, mas agora me sinto confiante o suficiente para mostrar ao mundo: “esta sou eu”!

 

RB: Além da mudança de nome, músicas mais consistentes e as letras, este pode ser considerado o álbum que define – em sons, palavras e sentimentos – seu estado de espírito?

Anneke: Obrigado, e sim, define, o nome tem a ver com esta fase, com certeza. Não é uma banda, sou eu, trabalhando com um grupo fixo de pessoas talentosas e confiante em admitir que sou a capitã.  Sempre compus com o coração, então você está certo: Everything Is Changing reflete meus pensamentos e sentimentos do tempo em que foi gravado.

 

RB: Everything is changing, assim como Air ou In Your Room, apresenta composições experimentais, desgarradas de rótulos, se é rock, pop ou metal. No entanto, é com certeza o registro mais madura de sua carreira solo. O que trouxe de positivo dos lançamentos anteriores e quais foram as novas demandas pessoais para gravá-lo?

Anneke: Os arranjos em Everything Is Changing são muito mais sobrepostos do que qualquer outro álbum anterior. Em In My Room, produzido por Michel Schoots, era um tanto quanto simplório devido por alguns propósitos assim como razões sem intenção. Trabalhar com Devin Towsend me fez perceber que gostaria de fazer um álbum energético e  repleto de camadas.  Daniel Cardoso adicionou alguns eletrônicos, o que o tornou um som moderno, com um pouco da sua marca registrada. 

 

RB: Take me Home é uma das composições mais modernas no meio rock dos últimos tempos! Como você lida com as novas tecnologias em prol da boa música? E, também, por favor, comente sobre esta música.

Anneke: Esta foi uma das primeiras canções que eu e o Daniel Cardoso escrevemos para o álbum. Realmente, eu adoro os elementos eletrônicos e a atmosfera alegre desta faixa. Depois de trabalhar com Devin Townsend eu percebi o quanto queria me movimentar e dançar pelo palco novamente. O cara que dança no vídeo é um conhecido dançarino na Holanda, ele trouxe muita da energia para as filmagens. Adoraria ver mais artistas da cena metal com dançarinos do mesmo jeito que artistas pop fazem já que eu adoro dançar. Mas, duvido que isso aconteça (risos).

 

RB: Quais as principais conquistas da banda desde que Everything is Changing foi lançado? Não se esqueça de mencionar as premiações as quais foi indicada!

Anneke: Este álbum foi muito para mim. Além das conquistas, estou muito orgulhosa de tê-lo lançado e, claro, este é mesmo a principal razão. Também foi bem recebido pelos velhos e novos fãs, o que acho ótimo! O álbum apareceu em 11º lugar na parada holandesa dos top 100 e, com isso, fui nomeada para um Edison Award, o prêmio musical mais requisitado da Holanda, tanto em Melhor Artista Mulher e Melhor Álbum.

 

RB:  Há tempos você é convidada para cantar uma ou outra música em outras bandas -  e de estilos distintos, do Within Temptation a Napalm Death. Eles comentam por que a escolheram para o trabalho e como estas participações acrescentam à sua carreira?

Anneke: Sim, comentam, e é porque cada vez mais as pessoas conhecem o meu trabalho, mas a principal razão de trabalhar com outros artistas é me possibilitar a fazer música com bons amigos. Isso é bastante inspirador e divertido!

 

RB:  E dentre estas parcerias uma é corriqueira, a com Devin Townsend. Conte-nos sobre esta relação e sua fascinação pelo álbum Epicloud.

Anneke: Amo trabalhar com Devin. Tornamo-nos bons amigos nestes últimos anos, ele é muito criativo e engraçado. As melodias de sua voz são provocantes e desafiadoras, então tenho que cantar mais forte, agradável e alto que eu posso! 

 

RB: Soube que o próximo álbum será mais pesado. O que pode adiantar sobre estas ideias e composições já escritas?

Anneke: Não tenho certeza se soará pesado se comparada ao Everything Is Changing, mas certamente soará cru e orgânico. Gosto muito dos elementos eletrônicos adicionados por Daniel, mas sinto necessidade de gravar novas músicas de um jeito mais puro, com muita energia.

 

RB: Você é uma mulher bonita, simpática e seu carisma é mundialmente conhecido. Considera-se o que costumam apontar como uma “diva do rock”?

Anneke: Não (risos)! Penso que uma diva é alguém que tenha muitas demandas e seja dificil de se trabalhar. Em primeiro lugar sou uma música, significa que eu adoro compor, gravar e tocar ao vivo. Também sou uma pessoa positiva, adoro interação com minha banda e com a plateia. Ficaria entediada se tivesse que o tempo todo atuar como uma rainha.

 

RB: Quanto ao The Gathering, sem mesmo falar numa eventual reunião num futuro distante, você considera, um dia, cantar uma música em algum show deles, se estiverem excursionando na mesma cidade?

Anneke: Não tenho uma ideia formada sobre isso, de verdade. Sempre tento viver o agora, então é complicado dizer o que pode acontecer.  Digo que tenho orgulho do que conquistamos juntos, mas eu raramente escuto coisas antigas ou assisto vídeos no Youtube, não sou deste tipo. Estou feliz pelo jeito que as coisas estão funcionando enquanto uma artista solo. Nunca imaginei que seria capaz de excursionar pelo mundo de novo quando saí do The Gathering.

 

RB: A turnê sul-americana de Everything is Changing acontece em março. O que planejam para estes shows, músicas novas e surpresas do passado? E sem chances, mesmo, de você dançar entre o público?

Anneke: Levarei toda a banda, então seremos seis pessoas no palco nos divertindo em palco, porque é o que fazemos! Tocarei muitas músicas do Everything Is Changing e uma ou duas músicas que escrevi com o The Gathering. Adoro dançar entre a plateia (risos) e faço isso em qualquer lugar que seja possível e seguro. Não tenho certeza se poderei fazer isso por aí, porque sei que o público da América do Sul é muito entusiasmado, mas adoraria ter, sim, este momento com vocês. Vamos ver!

 

 
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