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Jethro Tull: entrevista com o líder da banda, Ian Anderson

Por Almir Figueiredo

Tradução por Débora Figueiredo

 

Agradecimentos especiais ao Fanzmosis Total Rock Site

 

Para rebater a crítica e superar o memorável “Aqualung” (amado pelos fãs brasileiros até hoje) em 1972, você gravou “Thick As A Brick” um dos discos mais emblemáticos da carreira da banda e um dos mais marcantes na história do rock. “Thick as a Brick” foi o primeiro disco dos Jethro Tull a chegar ao número 1 nos dois lados do Atlântico. O que tornou este álbum tão popular?

 

Ian Anderson: Era um corajoso trabalho conceitual que pretendia ser um pouco como uma paródia do gênero Prog Rock Concept Album, como apresentado por Genesis, Yes, ELP, etc. As pessoas gostaram da fantasia, dos elementos surreais, eu suponho. Foi utilizado em 1972 para uma turnê pelo Reino Unido, alguns shows na Europa e duas turnês nos EUA (não em sua totalidade, mas próximo disso). Agora, 40 anos depois, nós vamos realmente fazer da forma que foi gravado. Todos nós passamos um tempo a sós preparando as música muito antes da turnê começar, então nós sabíamos as músicas muito bem (e a sequência TAAB2) antes de chegarmos juntos ao estúdio de ensaio. E, então, nós passamos 10 dias ensaiando todas as músicas e as deixas de vídeo e iluminação. Trabalho duro e treinando a memória, bem como os dedos!

 

Após várias negativas para uma continuação do clássico álbum de 1972, quarenta anos depois você aceitou o desafio de fazer uma sequência do agora cinquentão Gerald. O que fez você mudar de idéia?

 

Ian Anderson: Depois de terem pedido diversas vezes ao longo dos anos para fazermos uma continuação de TAAB, finalmente eu tive uma boa ideia, 39 anos depois, que evitaria a nostalgia e traria o personagem Gerald Bostock para a era atual.

 

A saga do garoto poeta e intelectual precoce, Gerald Bostock, ganha agora em sua segunda parte, contornos mais dramáticos. Por que você resolveu dar 5 opções sobre o que teria acontecido com ele quando adulto?

 

Ian Anderson: As várias possibilidades do que poderia ter acontecido com ele são, de fato, o tema do álbum. Possibilidades paralelas e opções - como pode acontecer a todos nós na vida. Decisões a serem tomadas e a chance do destino intervir. Ele teria tomado decisões, como todos nós. Eu fiz e muitas vezes eu me pergunto o que seria da minha vida hoje, se eu tivesse me tornado um policial. Ou um cientista de foguetes.

 

O novo álbum tem arranjos interessantes e músicas realmente boas, como “Banker Bets, Banker Wins”, “Wootton Bassett Town” e a longa e maravilhosa “A Change Of Horses” – que sintetiza todos os elementos do rock de alta qualidade do Jethro Tull. Você reeditou algumas partes desta sequência. Qual foi o processo para escrevê-lo?

 

Ian Anderson: Todo dia, durante 10 dias - assim como eu fiz no original – em janeiro 2011. Eu terminei os arranjos em fevereiro. É claro que os métodos de gravação são diferentes e a encenação ao vivo usa tecnologia que não existia nos anos 70. Contudo, os instrumentos musicais principais são os mesmos. O órgão Hammond, a guitarra Gibson Les Paul, baixo Fender Jazz. E, claro minha flauta e violão. E o uso extensivo de conteúdo áudio-visual do servidor de mídia que levamos conosco faz para um uso mais divertido de efeitos de vídeo e iluminação. Eu tive que incorporar essas ideias no processo da escrita, praticamente desde o início.

 

Você definiria “Thick As A Brick 1&2”  e “TAAB2”  como uma ópera-rock?

 

Ian Anderson: Não, é mais como uma versão levemente teatral de um concerto de rock. Mas se você gosta da ideia de Rock Opera - pode contar comigo!

 

O álbum foi lançado em abril de 2012. Você poderia dizer se a gravadora planeja distribuir uma edição do CD e DVD para os fãs da America do Sul?

 

Ian Anderson: A EMI lançou a versão em DVD e box da versão em vinil na maioria dos países, por isso estou surpreso se não (lançaram) na América Latina. Melhor comprar através da Amazon então.

 

Os fãs estão se perguntando “Por que não Jethro Tull?”. Assim como na primeira versão, a composição do TAAB2 são de sua autoria. O que fez você apresentar a sequência como um projeto solo e não do Jethro Tull?

 

Ian Anderson: Eu costumo usar o "Jethro Tull"  como um nome genérico para turnês best-of Tull, com Martin Barre como guitarrista, se ele quiser fazê-las. Para projetos com orquestra, quarteto de cordas, acústico, show de Natal - ou a turnê TAAB - Eu uso meu próprio nome. Mas, de onde eu estou no palco, eles são todos iguais - independentemente do que está escrito no ingresso.

 

Como foi a escolha dos músicos para este projeto e turnê?

 

Ian Anderson: Os mesmos caras que tocaram comigo - tanto no Tull quanto nas turnês que levavam meu nome nos últimos 10 anos.

 

Jethro Tull’s Ian Anderson - TAAB World Tour 2013, incluem o Japão, América do Sul, Europa, Reino Unido, EUA e Canadá.Qual foi a sua reação quando ficou sabendo que a banda faria quatro apresentações no Brasil?

 

Ian Anderson: Bem, eu sou o cara que escreveu ao promoter oferecendo nossos serviços em 2013. Eu tomo as decisões.

 

A turnê da América do Sul incluirá performances dos dois álbuns. "Thick As A Brick 1&2" na íntegra e sua continuação “TAAB 2: Whatever Happened to Gerald Bostock?”. Como serão os shows no Brasil?

 

Ian Anderson: Nós tocamos os dois álbuns exatamente como foram gravados e damos um intervalo de 15 minutos entre as duas metades do show. Com os vídeos e várias seções, significa pouco mais de duas horas e meia para passar na minha companhia. Então traga uma almofada macia para sentar e uma sopa quente e sanduíches. É um filme longo...

 

No dia 06 de agosto de 1988, da arquibancada do Ginásio do Ibirapuera em SP vi pela primeira vez Ian Anderson, "dono, líder e símbolo do Tull" e seu fiel escudeiro, o guitarrista Martin Barre. O Jethro Tull comemorava 20 anos de carreira e apresentou um show com quase 2 horas. Após inúmeros sucessos, um solo com "The Girl from Ipanema" na flauta de Mr. Anderson para depois apontar para o Mr. Martin e este iniciar o riff de "Aqualung". A sensação daquele  show ficou eternizada em minha mente. Você pretende apresentar alguma surpresa para seus fãs brasileiros?

 

Ian Anderson: Sim, eu poderia mostrar meus peitos. Infelizmente - como Steven Tyler - Eu tenho um pouco. Bem, dois deles. Tamanho 38A.

 

Assim como o novo álbum por si só expressa, a mudança é inevitável. Como você descreveria um futuro para o Jethro Tull? Neste futuro existe a possibilidade de um reencontro com Martin e seus amigos?

 

Ian Anderson: Tudo é possível. Mas, no momento, a minha vida musical está mapeada até o fim de 2015. Estou quase terminando  de escrever  um novo álbum que será gravado no final deste ano e lançado em 2014. Então, lá vamos nós de novo! Gerald Bostock retorna com seus novos planos. Álbuns conceituais e mais rock progressivo! Exatamente o que o mundo precisa! Não é? Talvez seja apenas a minha imaginação.

 

Gostaria de deixar uma mensagem aos fãs brasileiros e da America Latina?

 

Ian Anderson: Como vocês estão? Bem, eu espero. Eu sinto falta tudo desde nosso último encontro, mas eu não estou muito bem. Eu fui roubado na Bielorrússia e perdi meu passaporte e meu cartão de crédito. Por favor, mandem algum dinheiro para a conta bancária de Gerald Bostock The Old Rectory, Mulberry Lane, St Cleve, Reino Unido. Não se esqueçam de dar os seus dados de contas bancárias e senhas.

 
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