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Ocultan: confira entrevista da RB com Count Imperium e Lady of Blood

Fundada em 1994 por Count Imperium, o Ocultan lançou nove álbuns nestes quase 20 anos de carreira. São oito de estúdio e um ao vivo, além de um DVD. Depois de diversas trocas de integrantes, a formação atual conta com o citado Count nos vocais e bateria, Lady of Blood nas guitarras e Magnus Hellcaller no baixo. Count Imperium e Lady of Blood gentilmente receberam a ROCK BRIGADE na residência do casal em São Caetano do Sul para conversar sobre o recém lançado Shadows From Beyond, um consistente e soturno álbum de black metal. Confira a entrevista.

 

Por Leonardo Moraes

 

ROCK BRIGADE: Por que Shadows From Beyond saiu pela Multilation Records ao invés do selo Pazuzu?

Count Imperium: Já trabalhamos com a Multilation há algum tempo. O álbum anterior, Regnum Infernalis, foi um lançamento da Pazuzu, mas decidimos parar momentaneamente com as atividades do selo porque não conseguíamos conciliar com o trabalho da banda. Reativamos este ano para o lançamento do Khaotic, projeto paralelo da Lady of Blood. Somente a distribuição do Khaotic está pela Multilation Records. A tendência é que os próximos álbuns do Ocultan e Khaotic sejam trabalhados desta forma.

 

RB: O novo álbum era pra ter saido ainda no fim de 2012, no entanto, saiu em junho de 2013. Por que atrasou?

CI: Na verdade o CD só ficou pronto, mesmo, em março, porém, veio com defeito nas duas últimas músicas e precisou ser recolhido. Até eles conseguirem achar que o defeito estava na masterização da fábrica, e até corrigirem, levou cerca de três meses.

 

RB: Sempre achei as capas do álbuns do Ocultan repletas de referências a outras bandas de black metal gringas, mas a capa de Shadows From Beyond lembra bastante a do novo álbum do Ragnarok, Malediction. Foi coincidência o estilo do desenho seguir uma ideia parecida?

CI: Não vi esse álbum. Tanto a capa de Shadows From Beyond e do álbum Atombe foram pintadas pelo Rafael Tavares e acredito que não tenha sido algo proposital a semelhança com esse álbum do Ragnarok ou de outras bandas de black metal. Mandamos uma foto de uma entidade dos rituais da quimbanda para ele ter uma ideia de como seria a capa que queríamos.

 

RB: O Ocultan mescla canções em português e inglês nos álbuns, porém, as letras em português causam um impacto sonoro muito maior no ouvinte. Fazer um álbum só com canções em português está fora de cogitação?

CI: A idéia de ter as letras em inglês é para também atingir o publico internacional. Então, sempre manteremos essa linha - de ter as canções em português e outras em inglês - nos futuros álbuns.

 

RB: Em que dado momento você decidiu que assumir os vocais da banda seria o melhor caminho para manter a estabilidade na formação?

CI: Todos os problemas na formação da banda foram com as saídas de vocalistas, então, essa decisão de eu assumir os vocais definitivamente foi durante a gravação do  Atombe. Na ocasião, o vocalista Legacy resolveu deixar a banda logo quando começamos a gravar os instrumentais do álbum e aí, até acharmos outro vocalista que se encaixasse do jeito que queríamos, levaria muito tempo. A sorte que  não havia nenhum vocal dele (Legacy) gravado para esse álbum e a maioria das letras foram escritas por mim, então, não foi difícil encaixar os meus vocais, mas tivemos de dar uma pausa nas gravações durante umas duas semanas para reestruturar as coisas.

 

RB: Ao longo de quase 20 anos de estrada, como analisa a receptividade da banda no Brasil e no exterior?

CI: Acredito que o público brasileiro tem uma grande tendência a valorizar mais as bandas gringas do que as bandas nacionais, apesar disso, acho que o Ocultan já tem o seu  público estabelecido no Brasil ao longo desses 20 anos de estrada, Afinal, não somos nenhuma banda iniciante. No exterior, como nos Estados Unidos, Canadá e Europa, por exemplo, tivemos uma boa distribuição do Profanation.

 

RB: É cada vez mais raro ver o Ocultan se apresentando ao vivo.  Por quê?

CI: É difícil pontuar um único motivo. Mas, sem citar nomes, tem muito produtor picareta por ai que quer sujeitar a banda a tocar sem nenhum equipamento decente, ou locais sem infra estrutura, nem ao menos um banheiro. Já os produtores sérios só estão interessados em bandas gringas que dê algum retorno financeiro pra eles, jamais pensam em investir em banda pequenas ou de médio porte.

 

RB: Teme que o Ocultan passe a ser uma banda de estúdio em decorrência da oferta de shows serem cada vez menor?

CI: Na verdade, não. Claro, adoramos tocar ao vivo, mas se essa situação chegar a acontecer, continuaremos fazer  a nossa musica, do mesmo jeito. O Bathory nunca tocou ao vivo e foi o que foi. Mas, a questão é ter boas condições de apresentar nosso trabalho ao vivo. Não somos o tipo de pessoas que vivemos da música, tocamos porque gostamos, não por dinheiro. Até entendo que existe uma responsabilidade do Ocultan com os fãs  e até uma cobrança de nos apresentarmos mais ao vivo. Acredito que o público mereça uma apresentação de qualidade e não queremos que os nossos fãs vão a um  show em que o som fica embolado o tempo todo ou que ele acha que o resultado ao vivo está muito diferente do CD.

 

RB: Aprova como o Ocultan dos dois últimos álbuns, como um trio, funciona? É possível ter uma segunda guitarra, ou outra pessoa na bateria e você somente nos vocais?

CI: Está funcionado bem, sim. Nosso entrosamento é muito grande.  O lado ruim de ter alguém de fora é que às vezes esse entrosamento não funciona adequadamente, o que é normal. Sempre alguém de fora vai trazer ideias novas ou entrar em conflito com os interesses da banda, é por isso que ainda não adicionamos novos membros.

 

RB: O fato de você e Lady of Blood serem um casal ajuda na hora da criação das musicas?

CI: Difícil essa pergunta. Sim e não (risos).

Lady of Blood: É que, às vezes, a discussão entre nós se prolonga um pouco mais do que se fosse com alguém não tão íntimo, mas no final chegamos no resultado esperado.

 

RB: Há planos de produr um videoclipe  para divulgar o novo álbum? Ou outro DVD focado na fase recente?

CI: Ainda não tivemos tempo para pensarmos nisso, até porque o lançamento do CD está muito recente e além disso essas coisas tem que ser muito bem planejadas e dentro de nossas condições financeiras, pois não dependemos de nenhuma produtora para fazer isso por nós.

 

RB: Existe a possibilidade do primeiro álbum, Bellicus Profanus, ser relançado?

CI: Acredito que não, apesar de inúmeros pedidos de fãs e interesses de outras gravadoras, como a Multilation Records. Esse álbum foi lançado pela Evil Horde Records na época e já está esgotado há anos, o segundo álbum também. O problema é que a Evil Horde detém os direitos sobre esses álbuns e eles não querem passar para outras gravadoras. O porque eu não sei dizer. Espero que eles mudem de ideia.

 

RB: Quem decidiu mudar o logo do Ocultan?

LB: Já tínhamos um logo bem parecido com essse, criado pelo ex-baterista, Lord Fausto, bem assimétrico, aí eu apenas aprimorei a arte.

 

RB: Fale-nos sobre os projetos paralelos dos integrantes da banda.

CI: Montei o Warhead 666, mas não gravei nada oficial, apenas disponibilizei umas faixas no Myspace. A  qualidade sonora era bem ruim, devido a precariedade de equipamentos na época, e não levei a diante. Em breve pretendo criar um outro projeto, mas sob outro nome, com uma pegada mais black metal anos 90.

LB: Acabei de lançar o primeiro álbum do Khaotic, intitulado Tenebrae. O Khaotic era uma ideia de muitos anos que nunca tinha saído do papel. Comecei a trabalhar para valer neste projeto desde junho de 2012. Nunca cogitei em chamar ninguém para tocar os outros instrumentos porque era uma idéia só minha de compor todos os riffs e as letras. Até mesmo a idéia de voltar com o selo Pazuzu Records foi pra lançar o Khaotic ainda em 2013. Este tipo de projeto, 'one woman band', até então  era um formato desconhecida no cenário nacional, e correr atrás de outro selo que abraçasse essa idéia seria algo que poderia demorar até um ano pra rolar e não gostaria de esperar tanto.

 
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