O Iron Maiden é uma democracia? Bruce responde na TV
Durante uma participação em um programa da TV Globo no dia 8 de maio, Bruce Dickinson foi questionado se o Iron Maiden funcionava como uma democracia.
“No final das contas, você não pode ter uma banda como democracia. Um time de futebol não é uma democracia. É preciso ter um técnico, um capitão, um plano de jogo e todos precisam segui-lo. Agora, você pode discordar, pode haver discussões e argumentos, porque quando você é apaixonado por algo, esses desentendimentos acontecem. Mas às vezes existem áreas onde o técnico vai dizer: ‘Sabe de uma coisa? Eu não sou o responsável pelo departamento de fisioterapia. Se o cara responsável pela fisioterapia me diz que todo mundo precisa fazer isso e aquilo, é isso que vamos fazer.’ Então, no Iron Maiden, nós dividimos as coisas e elas parecem funcionar de forma bem natural e orgânica. Por exemplo, se o Steve [Harris, fundador e baixista do Maiden] estiver realmente louco para ‘fazer isso e aquilo’ musicalmente, eu aceito.”
“Eu e o Adrian [Smith, guitarrista do Maiden] vamos compor coisas, e se encaixar, ótimo; se não, sem problemas. É bem legal. É basicamente aprender a ser tolerante uns com os outros, porque não somos iguais. Todos nós temos interesses diferentes, todos temos atitudes ligeiramente diferentes. A gente foi colocado junto como banda. Não nos conhecíamos desde a infância nem nada assim. Eu provavelmente nunca teria conhecido o Steve Harris se eu não fosse o vocalista do Iron Maiden. Eu nunca teria conhecido o [baterista do Maiden] Nicko McBrain se ele não fosse o baterista. Mas todos nós crescemos juntos e acabamos virando uma espécie de família, porque nos toleramos, cuidamos uns dos outros e nos importamos uns com os outros.”

