O Kiss teria o mesmo impacto sem a maquiagem? Gene responde
Em entrevista com Michael Franzese, Gene Simmons foi perguntado como ele iniciou o “fenômeno KISS” há mais de cinco décadas. Ele respondeu, em parte: “Cientistas falam sobre esse tipo de coisa. E existe algo chamado singularidade. As coisas simplesmente acontecem, e isso significa que não acontece com frequência, só de vez em quando, pode ser em milênios, ou algo simplesmente acontece quando os planetas se alinham; você tem a coisa certa no lugar certo na hora certa.”
“A primeira coisa certa no lugar certo na hora certa foi quando conheci [o frontman do KISS] Paul Stanley, meu parceiro, que sabia coisas que eu não sabia, e, espero, pelo menos ele me disse, eu sabia coisas que ele não sabia. E então um mais um é igual a três. E aí decidimos montar a banda que nunca vimos no palco. E vale a pena notar, nós olhamos isso de forma visual. Queríamos acertar as músicas e tudo mais, mas percebemos que as bandas que gostávamos, THE WHO, Jimi Hendrix e THE BEATLES, tinham visuais únicos, de modo que, se você fechasse os olhos, você via aquilo. E havia muitos sucessos no rádio que, se você fechasse os olhos, não conseguia distinguir… FOREIGNER era uma banda muito boa que tinha muitos sucessos. Você fecha os olhos, não faz ideia de quem está na banda e nem se importa. E, predominantemente, é isso. Então queríamos que o visual fosse parte disso. E não sabíamos que se tornaria uma indústria de bilhões de dólares. Quero dizer, o KISS continua sendo — de tudo, desde caixões do KISS a preservativos do KISS; vamos te levar ‘ao auge’ e vamos te levar embora.”
Perguntado se ele acha que o KISS teria tido o mesmo impacto musical e icônico sem a maquiagem, Gene disse: “Talvez não, mas existe algo… Eu sempre volto para a coisa certa no lugar certo na hora certa. Se você tirar qualquer uma dessas coisas, suas chances diminuem. Na chamada idade de ouro do rock and roll… Naquela época, se você colocasse o KISS ou Jimi Hendrix ou alguém assim, não funcionaria porque os ouvidos das massas não estavam ajustados para isso. Da mesma forma, se você pegar as grandes bandas daquela era e colocá-las hoje… O que você está fazendo? Então, há isso. Mas, certamente, acho que é um grande quebra-cabeça, e ajuda, com certeza ajuda, não diminui, se você tiver a maioria dessas peças no quebra-cabeça, para que a imagem fique mais clara. Isso ajuda. Visuais ajudam. Little Richard levantando as pernas no piano e tocando como um louco, o que não tem nada a ver com as músicas, mas isso ajuda no palco? Sim. Chuck Berry fazendo o duck walk. O que isso tem a ver com a música? Nada. Mas quando você o vê ao vivo, realmente ajuda.”

