Novo álbum do Exodus só chega em 2026, diz Gary Holt
Em entrevista com Shawn Ratches, do Laughing Monkey Music, o guitarrista e principal compositor do EXODUS, Gary Holt, falou sobre o progresso das sessões de composição para o sucessor do álbum “Persona Non Grata”, de 2021. Questionado sobre quando os fãs podem esperar ouvir novas músicas do EXODUS, Gary respondeu: “No ano que vem. Íamos tentar lançar neste ano, mas precisávamos de mais tempo para a composição. Então, vamos entrar em estúdio daqui a algumas semanas, mas, quando terminarmos o álbum, teríamos que mixá-lo e entregá-lo em mais dois meses, e isso seria correria demais. Estamos apenas trabalhando. O álbum estará pronto quando estiver pronto. Não vamos apressar as coisas. O último álbum foi fodidamente fenomenal. Então, estou sempre tentando superar o anterior, e este precisa ser tão bom ou melhor que ‘Persona’, que eu classifico como número dois — é meu segundo álbum favorito do EXODUS, atrás apenas de ‘Bonded By Blood’ [debut de 1985].”
Quando Ratches comentou que o EXODUS sempre teve personalidades marcantes à frente da banda, de Paul Baloff a Steve “Zetro” Souza e Rob Dukes, Holt concordou. “Isso faz parte do trabalho de ser um frontman, eu acho”, disse ele. “A maioria dos vocalistas de metal tem [personalidades fortes]. Todos os meus amigos, caras como Bobby Blitz [do OVERKILL] — ele é um verdadeiro frontman, uma personalidade forte. Ele é incrível. Ele é uma figura. O resto de nós pode ser um pouco mais normal, eu acho, mais ou menos normal. O EXODUS sempre foi uma porra de uma banda de lunáticos, especialmente na nossa juventude, quando todos os cinco éramos completamente insanos. Mas, sim, ser frontman é um trabalho difícil”, continuou. “Você não tem uma guitarra para se esconder atrás. Você está ali exposto. Tem um microfone na mão, talvez um pedestal de microfone, talvez metade de um pedestal de microfone, mas é só isso que você tem para se esconder, de certa forma. Então, é difícil.”
“Todos os vocalistas do EXODUS contribuíram com coisas incríveis, sendo Baloff o padrão de ouro, e Zetro fez um trabalho incrível com a banda, assim como Rob”, acrescentou Holt. “E as pessoas dizem coisas como: ‘Ah, esse disco é tão pesado, ou essa era foi assim por causa do Rob’. Eu componho as músicas do jeito que componho, independentemente de quem esteja cantando… Eu não escrevo para o vocalista, e nunca escrevi. As músicas do último álbum seriam as mesmas se tivessem sido escritas para Paul, se ele estivesse vivo, ou como foram escritas para Zetro ou para Rob. O mesmo vale para os álbuns com Rob Dukes. Eu apenas escrevo as músicas que estão na minha cabeça naquele momento.”

