Tom Warrior fará músicas no estilo Hellhammer pro Triumph of Death
Em uma nova entrevista para a PowerOfMetal.cl, o ex-vocalista, guitarrista e principal compositor das bandas HELLHAMMER/CELTIC FROST, e agora do TRIPTYKON, Tom Gabriel Fischer (também conhecido como Tom Warrior), falou sobre sua próxima apresentação em dezembro de 2025 no Chile Terrorfest, onde ele tocará a música do HELLHAMMER com seu projeto TRIUMPH OF DEATH e a música do CELTIC FROST com o TRIPTYKON. Questionado se ele já pensou em ir além de tocar a música do HELLHAMMER e do CELTIC FROST com seus projetos atuais e possivelmente reviver qualquer uma das bandas com novo material, ele respondeu: “Bem, no caso do CELTIC FROST, estamos fazendo isso com o TRIPTYKON. O TRIPTYKON é basicamente uma continuação do CELTIC FROST sem alguns dos problemas pessoais que tínhamos. Mas mesmo no próximo álbum do TRIPTYKON, haverá algumas músicas que eu escrevi quando ainda estava no CELTIC FROST, e também há músicas novas que são muito minhas, do jeito que eu as escrevo e do jeito que eu as teria escrito, mesmo se o CELTIC FROST ainda existisse. No que diz respeito ao HELLHAMMER e ao TRIUMPH OF DEATH, é claro que só existe dois anos de músicas do HELLHAMMER; o HELLHAMMER só existiu por dois anos. E sim, nós temos conversado sobre talvez tentar escrever algumas músicas no estilo do HELLHAMMER, mas eu sou muito cuidadoso com isso. Eu não quero fazer algo errado. Para mim, o HELLHAMMER é algo muito importante na minha vida agora. E se fizermos isso, seremos muito, muito cuidadosos para fazer da maneira certa. E se não parecer certo, nós não vamos lançar. E nós não precisamos fazer, então não há pressão. Podemos fazer isso somente se for a coisa certa”.
Perguntado sobre qual foi o “ponto de virada” que o fez finalmente “abraçar a ideia” de tocar músicas do CELTIC FROST e do HELLHAMMER com seus projetos atuais, Tom disse: “Para Martin [Eric Ain, falecido baixista do HELLHAMMER e do CELTIC FROST] e para mim, o ponto de virada foi quando nós reunimos o CELTIC FROST em 2001. Conversando sobre os velhos tempos, e não foi apenas de uma maneira nostálgica, nós realmente tentamos revisitar as razões pelas quais formamos o HELLHAMMER, por que formamos o CELTIC FROST e assim por diante, e conversar sobre isso, é claro, nos fez ouvir as músicas antigas e nos fez compreendê-las talvez um pouco mais profundamente do que podíamos quando éramos jovens. Quando éramos jovens, estávamos cheios de adrenalina e cheios de testosterona, e estávamos apenas pensando no agora, mas quando nós reformamos o CELTIC FROST, estávamos mais velhos, estávamos, espero, um pouco mais maduros. Éramos homens adultos. Nós ouvimos essa música e dissemos: ‘Uau, algumas dessas músicas realmente envelheceram muito bem’. E nós realmente começamos a tocar algumas músicas do HELLHAMMER durante os ensaios para o álbum ‘Monotheist’ [de 2006] do CELTIC FROST. Nós tínhamos a intenção de tocar algumas músicas do HELLHAMMER na turnê do ‘Monotheist’. A razão pela qual nós não fizemos isso no final foi porque o baterista que nós tínhamos na época realmente não se encaixava com essa música. Nós tentamos tocar essas músicas na sala de ensaio e elas simplesmente nunca soaram certas com o baterista que nós tínhamos. Mas então eu fiz o livro sobre o HELLHAMMER – por volta de 2010, eu escrevi o livro ‘Only Death Is Real’ com apenas a história do HELLHAMMER – e isso realmente me inspirou a tentar novamente, mas a tentar com uma banda formada especificamente para isso. Então eu formei o TRIUMPH OF DEATH com alguns amigos muito bons meus que eu sei que entendem a música do HELLHAMMER. E foi aí que aconteceu”.
Em maio passado, Fischer falou sobre a aparição do TRIPTYKON no festival Incineration em Londres, no Reino Unido, onde ele e seus colegas de banda mais uma vez tocaram um set especial que consistia apenas de material do CELTIC FROST. Ele disse ao podcast Iblis Manifestations: “Eu realmente tenho que afirmar isso porque alguns dos meus adoráveis ‘odiadores’ sempre dizem: ‘Fique com o TRIPTYKON. Você está tão desesperado para tocar CELTIC FROST?’ E há muitas coisas a dizer sobre isso, o que eu não farei agora. Eu vou apenas declarar o mais óbvio. Eu escrevi essas porras de músicas, e essas músicas são a minha vida. Quase todas as músicas do CELTIC FROST tiveram uma profunda influência na minha vida, gostando eu ou não. E o Martin [Ain, falecido baixista do HELLHAMMER e CELTIC FROST] também, é claro. E não tem como eu passar o resto da minha vida sem essa música. Eu formei o TRIPTYKON especificamente para continuar o caminho do CELTIC FROST. E, é claro, o TRIPTYKON continuou como o CELTIC FROST teria continuado. O TRIPTYKON é basicamente o CELTIC FROST com um nome diferente. Eu não ia ser ‘barato’ e chamá-lo de CELTIC FROST sem o Martin, mas é essencialmente… Eu estou operando exatamente como o CELTIC FROST. Nós sempre tocamos música do CELTIC FROST porque faz parte da minha vida. E nós também, é claro, tocamos música do TRIPTYKON, porque também faz parte da minha vida”.

